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Starlink direto no celular avança em 17 países; veja situação do Brasil

Tecnologia da Starlink que conecta celular direto ao satélite avança em 17 países. Veja situação do Brasil e impacto nas operadoras.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Starlink

A Starlink diretamente no celular começa a deixar de ser apenas um conceito futurista para se tornar realidade em diversos países. Segundo dados divulgados pela Global mobile Suppliers Association, ao menos 17 países já possuem operações comerciais da tecnologia conhecida como direct-to-cell, que permite conexão entre smartphones e satélites sem a necessidade de antenas externas.

Enquanto países da Europa, Ásia e Oriente Médio já avançam com projetos comerciais, o Brasil ainda depende de etapas regulatórias e acordos entre operadoras e empresas de satélite para liberar o serviço oficialmente.

Como funciona?

Leia mais: Planos da Starlink sobem de preço; entenda o impacto para clientes

A tecnologia utiliza satélites de órbita baixa, conhecidos como LEO, para transmitir sinal diretamente aos smartphones compatíveis. Diferentemente da internet via satélite tradicional, não há necessidade de instalar antenas específicas nas residências ou veículos.

Na prática, o celular se conecta ao satélite de forma semelhante à conexão feita atualmente com torres 4G e 5G. Isso cria uma alternativa para locais onde a infraestrutura terrestre é limitada ou inexistente.

O que muda?

A chegada da conexão direta via satélite pode alterar significativamente a experiência de uso dos smartphones no Brasil.

Hoje, milhões de brasileiros ainda enfrentam dificuldades de sinal em cidades pequenas, áreas rurais e estradas. Dados da Agência Nacional de Telecomunicações mostram que regiões afastadas dos grandes centros continuam apresentando limitações de cobertura móvel.

Com a nova tecnologia, usuários poderão manter conexão mesmo fora da área de alcance das torres convencionais.

Possíveis aplicações no Brasil

O impacto pode ser especialmente relevante em setores como:

SetorBenefício esperado
AgronegócioConectividade em fazendas e áreas rurais
TransporteComunicação em rodovias isoladas
TurismoSinal em regiões remotas
SegurançaComunicação em áreas de emergência
Defesa civilSuporte em desastres naturais
Comunidades isoladasInclusão digital

Quais países?

O relatório da GSA aponta que países da Europa, África, Oriente Médio e Ásia já iniciaram operações comerciais ou pilotos avançados.

Entre os mercados que avançaram estão:

PaísSituação
EspanhaOperação comercial
PortugalOperação comercial
AlemanhaProjetos ativos
ÍndiaExpansão em andamento
Arábia SauditaServiço em operação
JapãoTestes avançados
Emirados ÁrabesImplementação comercial

Os Estados Unidos também aparecem como um dos mercados mais avançados no desenvolvimento da tecnologia, especialmente após acordos entre a SpaceX e operadoras locais.

Starlink lidera corrida pela conexão via satélite

A Starlink é uma das empresas mais conhecidas nesse segmento. O projeto pertence à SpaceX, companhia fundada por Elon Musk.

A empresa já possui forte presença no Brasil com serviços tradicionais de internet via satélite, principalmente em áreas rurais, comunidades isoladas e regiões da Amazônia.

Agora, o foco passa a ser o serviço sem antena, permitindo conexão diretamente no smartphone.

Diferença entre Starlink tradicional e Starlink no celular

TecnologiaComo funciona
Starlink tradicionalExige antena física instalada
Starlink direct-to-cellConecta diretamente ao smartphone

A expectativa do mercado é que os primeiros serviços tenham velocidade reduzida inicialmente, priorizando mensagens, localização e comunicação básica.

Brasil ainda depende de aprovação regulatória

Apesar do interesse crescente das empresas, o Brasil ainda não liberou oficialmente a operação comercial ampla da tecnologia.

A implementação depende de autorizações da Agência Nacional de Telecomunicações, além de adequações técnicas relacionadas ao uso do espectro de frequência.

Nos bastidores, operadoras brasileiras já iniciaram movimentações estratégicas.

A TIM, por exemplo, mantém negociações envolvendo a AST SpaceMobile, companhia que desenvolve sistemas de comunicação direta entre satélites e celulares comuns.

Outras empresas também avaliam acordos para não perder espaço em um mercado considerado altamente promissor.

Tecnologia pode reduzir exclusão digital no Brasil

O Brasil possui dimensões continentais e desafios históricos de conectividade. Regiões da Amazônia Legal, áreas indígenas, zonas rurais e estradas ainda convivem com dificuldades de acesso à internet móvel.

Nesse cenário, a internet via satélite direto no celular surge como uma solução complementar relevante.

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Além de consumidores comuns, especialistas apontam benefícios para:

  • Escolas em áreas remotas;
  • Serviços médicos;
  • Agricultura de precisão;
  • Monitoramento ambiental;
  • Comunicação em crises climáticas.

A tendência acompanha um movimento global de expansão da conectividade espacial, impulsionado pela redução do custo de lançamento de satélites e pela evolução tecnológica das redes móveis.

Internet via satélite pode substituir o 5G?

Apesar do avanço, especialistas do setor afirmam que a tecnologia ainda deve atuar como complemento das redes móveis tradicionais.

  • Velocidade variável;
  • Maior latência;
  • Capacidade reduzida em áreas densamente povoadas;
  • Dependência de condições operacionais específicas.

Assim, o cenário mais provável é uma integração entre redes terrestres e satelitais.

Na prática, o 4G e o 5G continuarão dominando centros urbanos, enquanto os satélites atenderão áreas de difícil cobertura.

Quando o serviço pode chegar ao Brasil

Ainda não existe uma data oficial para lançamento nacional em larga escala.

No entanto, analistas do setor acreditam que testes comerciais podem ganhar força nos próximos anos, especialmente diante do aumento da demanda por conectividade em áreas remotas.

A tendência é que o Brasil se torne um mercado estratégico devido ao tamanho territorial e ao grande número de regiões sem cobertura móvel adequada.

Além disso, a crescente disputa entre empresas como Starlink e AST SpaceMobile deve acelerar investimentos e parcerias locais.

Considerações finais

A internet via satélite diretamente no celular representa uma das maiores mudanças recentes no setor de telecomunicações. O avanço em 17 países mostra que a tecnologia começa a sair do campo experimental e entrar na fase comercial.

Se confirmada em larga escala, a novidade poderá ampliar a inclusão digital, reduzir áreas sem sinal e transformar o acesso à conectividade em regiões afastadas do país.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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