Na madrugada desta sexta-feira (25), o ex-presidente Fernando Collor de Mello foi detido em Maceió, capital de Alagoas. A prisão ocorreu em sua residência e foi confirmada por autoridades após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
STF decreta prisão de Collor: saiba tudo sobre o caso
Fernando Collor foi preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, após condenação no STF por corrupção e lavagem de dinheiro.
Fernando Collor foi condenado a 8 anos e 10 meses de prisão devido à sua participação em um esquema de irregularidades envolvendo contratos firmados entre 2010 e 2014 com a BR Distribuidora, atualmente Vibra Energia. A sentença foi resultado do envolvimento do ex-presidente em negociações ilícitas e recebimento de vantagens indevidas.
A decisão do STF e a prisão de Fernando Collor

Na noite de quinta-feira, 24 de abril, o ministro Alexandre de Moraes rejeitou um último recurso apresentado pela defesa de Collor. Com a decisão transitada em julgado, foi determinada a prisão imediata do ex-presidente.
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Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal analisará o caso em sessão do plenário virtual ainda nesta sexta. O julgamento, que contará com a participação dos 11 ministros, ocorrerá entre 11h e 23h59. A tendência é que os magistrados confirmem a decisão individual de Alexandre de Moraes, consolidando a ordem de prisão e afastando a chance de reversão.
Entenda o esquema de corrupção que levou à condenação
A condenação de Fernando Collor se baseia em provas reunidas no âmbito da Operação Lava Jato, sobretudo a partir da delação premiada de Ricardo Pessoa, ex-presidente da UTC Engenharia. Segundo os autos, Collor recebeu R$ 20 milhões para facilitar contratos entre a UTC e a BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras.
Influência política em troca de vantagem indevida
Entre os anos de 2010 e 2014, Collor — à época senador e dirigente do PTB — teria utilizado sua influência política para indicar e manter diretores na BR Distribuidora que, por sua vez, garantiram contratos vantajosos à UTC.
Empresários também foram condenados
Além de Collor, os empresários Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos e Luis Pereira Duarte de Amorim também foram condenados.
A trajetória política de Fernando Collor
Collor foi eleito presidente em 1989, tornando-se o 32º presidente do Brasil. Seu mandato, porém, foi marcado por escândalos de corrupção e acabou precocemente em 1992, com sua renúncia durante processo de impeachment no Senado.
Após anos fora da política, Collor voltou à cena como senador por Alagoas, cargo que ocupou de 2007 a 2023. Foi nesse período que os crimes relacionados à BR Distribuidora ocorreram.
Punições além da prisão

Além da pena de prisão, Collor deverá indenizar a União em R$ 20 milhões e pagar uma multa judicial cujo valor não foi detalhado publicamente.
O ex-presidente também está proibido de exercer qualquer cargo público por 17 anos e 8 meses, o dobro do tempo da pena imposta, conforme determina a legislação em casos de corrupção.
Perguntas frequentes
Por que Fernando Collor foi preso?
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Ele foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no esquema da BR Distribuidora, entre 2010 e 2014, recebendo R$ 20 milhões em propinas.
Quem determinou a prisão?
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou a prisão imediata após rejeitar um recurso da defesa.
Collor ainda pode recorrer?
Não. A decisão transitou em julgado, ou seja, não cabe mais recurso no âmbito do STF.
Ele ficará inelegível?
Sim. Collor está proibido de ocupar cargos públicos por 17 anos e 8 meses, o dobro do tempo da pena de prisão.
Considerações finais
A prisão de Fernando Collor de Mello marca um momento histórico na política brasileira. A decisão do STF, consolidada após anos de tramitação e esgotamento dos recursos legais, evidencia o avanço institucional no combate à corrupção e na responsabilização de agentes públicos.
