A movimentação institucional no mercado de criptomoedas atingiu um novo patamar com a Strategy, empresa anteriormente conhecida como MicroStrategy, acumulando oficialmente mais de 3% de todos os bitcoins já emitidos no mundo.
Strategy supera 600 mil bitcoins e já detém mais de 3% do suprimento global de BTC
A Strategy, liderada por Michael Saylor, alcança novo marco ao acumular mais de 600 mil BTC, representando mais de 3% do suprimento global de Bitcoin.
Com uma compra recente de 6.220 BTCs, avaliada em aproximadamente US$ 739,8 milhões, a companhia controlada por Michael Saylor reforça sua convicção no Bitcoin como ativo estratégico de longo prazo.
A aquisição foi divulgada em um documento apresentado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) na segunda-feira, 21 de julho de 2025, e se refere a operações realizadas na semana anterior. Com isso, a empresa atinge a marca impressionante de 607.770 BTCs sob custódia, equivalentes a cerca de US$ 72 bilhões no momento da publicação.
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A transformação estratégica sob o comando de Michael Saylor
Fundada como uma empresa de software empresarial, a antiga MicroStrategy passou a ser conhecida globalmente por sua ousada política de acumulação de Bitcoin, iniciada ainda em 2020. Desde então, a companhia adotou uma abordagem agressiva para expandir sua posição no criptoativo, utilizando uma combinação de:
- Venda de ações ordinárias e preferenciais;
- Emissão de títulos de dívida conversíveis;
- Reinvestimento de lucros operacionais.
O arquiteto dessa transformação é Michael Saylor, cofundador e presidente do conselho, cuja defesa pública do Bitcoin o tornou uma figura central no ecossistema. A empresa inclusive mudou seu nome para Strategy, refletindo sua nova missão corporativa: acumular e manter BTC como ativo estratégico de reserva de valor.
A nova compra: 6.220 BTCs em sete dias

Aquisição reforça posicionamento institucional da empresa
Durante os sete dias que se encerraram em 20 de julho, a Strategy adicionou 6.220 novos bitcoins ao seu balanço, ao custo total de US$ 739,8 milhões. A operação reforça o ritmo consistente de compras realizadas nos últimos anos, e evidencia o apetite institucional da companhia mesmo diante de preços historicamente elevados da criptomoeda.
Participação no suprimento total
Com 607.770 BTCs, a Strategy já possui cerca de 3,05% dos 19,9 milhões de bitcoins emitidos até hoje. Como o protocolo do Bitcoin estabelece um limite fixo de 21 milhões de unidades, a empresa detém agora uma fração significativa e finita do ativo.
O poder da escassez: por que o BTC atrai grandes investidores?
O suprimento limitado e os halvings
Uma das principais razões para o interesse institucional no Bitcoin reside em sua característica de escassez programada. Ao contrário de moedas fiduciárias, que podem ser emitidas à vontade por bancos centrais, o Bitcoin possui:
- Suprimento máximo fixado em 21 milhões de unidades;
- Recompensas de mineração reduzidas a cada quatro anos (halving);
- Oferta diária decrescente até o ano de 2140.
Esses elementos transformaram o BTC em um ativo comparado frequentemente ao ouro digital, reforçando sua atratividade como reserva de valor contra inflação e políticas monetárias expansionistas.
Estratégia de financiamento da Strategy: ações e dívida inteligente
Venda de ações preferenciais Série A
Junto ao anúncio da nova compra, a empresa revelou planos para oferecer 5 milhões de ações preferenciais perpétuas da Série A com taxa variável, como forma de financiar futuras aquisições de BTC.
Essa é a quarta série de ações preferenciais emitida pela companhia, mostrando a continuidade da política de captação de recursos com o objetivo de reinvestimento em Bitcoin.
Combinação de instrumentos
Além das ações preferenciais, a Strategy também utiliza:
- Emissão de ações ordinárias no mercado;
- Dívida corporativa de longo prazo;
- Recompra de ações com capital excedente para manter valorização do papel.
O modelo híbrido de financiamento permite à empresa alavancar recursos sem comprometer sua estrutura operacional, enquanto mantém o foco na valorização de longo prazo do BTC.
Impacto no mercado: referência para outras empresas

Empresas seguem os passos da Strategy
Desde que a Strategy iniciou sua política de acumulação de BTC, dezenas de empresas globais começaram a adotar abordagens similares. A convicção de Michael Saylor no potencial do Bitcoin como proteção contra a inflação e instabilidade econômica tem influenciado:
- Empresas de tecnologia;
- Gestoras de patrimônio;
- Fundos de investimento;
- Fintechs e exchanges.
ETF da BlackRock: ainda maior, mas sem o mesmo controle
Embora o ETF iShares Bitcoin Trust (IBIT), da BlackRock, detenha cerca de US$ 86 bilhões em BTCs, trata-se de um fundo com custódia em nome de investidores.
Já a Strategy mantém controle direto e intencional sobre sua reserva de BTC, o que confere à empresa uma posição única no ecossistema.
Performance das ações da Strategy e do Bitcoin
Comparativo de valorização
Desde que iniciou sua política pró-Bitcoin, as ações da Strategy acumularam alta superior a 3.500%, superando amplamente o próprio BTC — que teve valorização de aproximadamente 1.100% no mesmo período.
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Comparações com o mercado tradicional
- Ações da Strategy: +3.500%;
- Bitcoin (BTC): +1.100%;
- S&P 500: +120%.
Os dados ilustram como a aposta da Strategy em Bitcoin não apenas gerou lucros extraordinários, mas também superou os principais benchmarks de mercado.
Aposta de longo prazo: a Strategy acredita no BTC até 2140
Filosofia de tesouraria
Para Michael Saylor e sua empresa, o Bitcoin não é um ativo de curto prazo. A ideia central é reter BTC como ativo de última instância, funcionando como um “banco pessoal digital” que protege a riqueza da companhia por décadas — ou mesmo séculos.
“O Bitcoin é o melhor ativo para proteger valor a longo prazo. O ouro falha em mobilidade e segurança. O dólar falha em manter poder de compra. O BTC supera ambos.”
— Michael Saylor
Planejamento até o último BTC
O último bitcoin será minerado por volta de 2140, mas a Strategy já se posiciona como um dos maiores herdeiros dessa escassez futura. A empresa aposta que, com o tempo, a valorização será impulsionada pela redução na emissão e pelo aumento da demanda institucional.
Reações do mercado: confiança e cautela
Investidores institucionais observam com atenção
A postura ousada da Strategy é acompanhada de perto por gestores institucionais, que observam com cautela a concentração de BTC em mãos de uma única entidade. Contudo, também é vista como referência de adoção corporativa estratégica, indicando caminhos possíveis para alocação de capital em criptomoedas.
Críticas e elogios
Embora elogiada por sua visão inovadora, a Strategy também enfrenta críticas, incluindo:
- ⚠ Alta exposição a um único ativo;
- ⚠ Volatilidade do BTC afetando o preço das ações;
- ⚠ Riscos regulatórios e de custódia de ativos digitais.
Ainda assim, os resultados de valorização e a consistência da estratégia fortalecem a reputação da empresa entre investidores mais ousados.
Conclusão: a Strategy lidera uma nova era corporativa com o Bitcoin

A acumulação de mais de 600 mil bitcoins e o controle direto sobre mais de 3% de todo o suprimento mundial posicionam a Strategy como a maior detentora corporativa de BTC da história. Sob a liderança de Michael Saylor, a empresa não apenas redefiniu seu modelo de negócios, mas também influenciou o comportamento de um mercado inteiro.
Sua abordagem de longo prazo, baseada em convicção, escassez e proteção contra a inflação, está alinhada com a narrativa de que o Bitcoin é o ativo mais resiliente do século XXI. E enquanto o restante do mundo ainda debate se o BTC é o futuro, a Strategy já está se posicionando como uma entidade que molda esse futuro em tempo real.
