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Super Quarta: decisões no Brasil e EUA agitam o mercado; entenda

Hoje o Brasil e os Estados Unidos vivem a chamada "super quarta". Entenda o motivo e veja o que será afetado!

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Torre de moedas com pessoa colocando mais moedas e um gráfico acompanhando as torres

O mundo dos investimentos vive mais uma “Super Quarta” com decisões monetárias no Brasil e nos Estados Unidos que podem movimentar o mercado financeiro. Hoje, o Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) devem se reunir para discutir a taxa básica de juros de ambos os países.

A decisão é amplamente aguardada não só por ela nortear os rumos da economia do Brasil e dos Estados Unidos, mas também porque a decisão será considerada uma resposta dos países a uma possível crise de crédito no mercado financeiro, após as falências do Silicon Valley Bank (SVB) e do Signature Bank.

Nos Estados Unidos, a expectativa do mercado é de que a taxa básica de juros seja elevada em 0,25. No entanto, com uma possível crise no setor bancário, devido ao caso do Silicon Valley, os especialistas americanos estão incertos quanto ao percentual que deve ser adotado.

Qual a expectativa do Brasil na ‘super quarta’?

Em solo nacional, a expectativa do mercado é de que a taxa básica de juros do Brasil, a Selic, se mantenha no patamar de 13,75% pelo quinto encontro seguido. A decisão só deve ser efetivamente anunciada a partir das 18h30 desta quarta-feira (22).

A especulação é que a taxa, que se mantém no mesmo patamar desde agosto de 2022, deve iniciar um ciclo de queda somente a partir do segundo trimestre deste ano, a partir da reunião de 3 de maio do Copom.

Críticas a Selic

A Selic, responsável por guiar todas as outras taxas do país, está no mesmo patamar desde agosto de 2022, levando duras críticas do Governo Federal. Este, por sua vez, recebeu uma nova liderança em janeiro deste ano, com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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O chefe do Executivo já teceu diversas críticas ao Banco Central e ao próprio presidente da instituição, Roberto Campos Neto. Recentemente, o tom duro contra o órgão foi aderido até mesmo por outros membros do governo.

Além da instituição ter sido alvo de críticas do vice-presidente, Geraldo Alckmin, o presidente da Fiesp, Josué Gomes, classificou o patamar da taxa de juros como “pornográfica”. Outra crítica dura foi do vencedor do Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, que a classificou como uma “pena de morte”.

Imagem: Dilok Klaisataporn/ Shutterstock

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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