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Contas do Governo Central têm resultado positivo de R$ 25,2 bilhões

Governo central registra superávit de R$ 25,2 bilhões em abril de 2026, o melhor resultado para o mês desde 2022.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Contas do Governo Central têm resultado positivo de R$ 25,2 bilhões

O governo central encerrou abril de 2026 com um superávit primário de R$ 25,2 bilhões, resultado que representa um crescimento de 32,7% em relação ao mesmo mês de 2025. Os dados foram divulgados pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (28) e mostram uma melhora relevante nas contas públicas federais.

O resultado é o mais positivo para meses de abril desde 2022, quando o saldo havia alcançado cerca de R$ 29 bilhões. O desempenho reforça a recuperação da arrecadação federal em meio ao avanço de receitas tributárias e à manutenção do controle sobre parte das despesas obrigatórias.

O superávit primário acontece quando o governo arrecada mais do que gasta, desconsiderando o pagamento de juros da dívida pública. Esse indicador é acompanhado de perto por investidores, economistas e instituições financeiras por revelar a capacidade do país de equilibrar suas contas.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Os números divulgados pelo Tesouro indicam uma trajetória de oscilação nos últimos anos. Veja a evolução do resultado primário do governo central nos meses de abril:

  • Abril de 2022: superávit de R$ 28,996 bilhões;
  • Abril de 2023: superávit de R$ 15,773 bilhões;
  • Abril de 2024: superávit de R$ 11,584 bilhões;
  • Abril de 2025: superávit de R$ 18,195 bilhões;
  • Abril de 2026: superávit de R$ 25,197 bilhões.

A comparação mostra que o desempenho atual supera com folga os resultados registrados em 2023, 2024 e 2025, aproximando-se do patamar observado em 2022.

Especialistas apontam que o crescimento da arrecadação, aliado ao avanço da atividade econômica em alguns setores, contribuiu para o resultado mais robusto em abril.

Receita federal impulsionou o saldo positivo

O crescimento das receitas foi um dos principais fatores responsáveis pelo aumento do superávit em abril. Segundo o Tesouro Nacional, a receita total avançou 6% na comparação anual.

Entre os destaques da arrecadação estão:

Imposto de Renda teve crescimento relevante

A arrecadação com o Imposto de Renda apresentou alta de 5,7%. O resultado reflete tanto o desempenho das empresas quanto o aumento na retenção sobre aplicações financeiras e rendimentos tributáveis.

Além disso, o período coincide com o calendário de entrega da declaração do Imposto de Renda, o que costuma elevar o fluxo de receitas para a União.

IOF registrou forte aumento

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) apresentou crescimento expressivo de 29,5%.

Esse avanço pode estar relacionado ao aumento das operações de crédito, câmbio e movimentações financeiras em diversos segmentos da economia. Em momentos de maior atividade econômica, a arrecadação do tributo tende a crescer de forma acelerada.

Cofins e exploração de recursos naturais também cresceram

A arrecadação da Cofins subiu 14,4%, indicando maior movimentação no consumo e nas atividades empresariais.

Já as receitas ligadas à exploração de recursos naturais tiveram aumento de 9,8%, impulsionadas principalmente pelo desempenho do setor de petróleo e mineração, que continuam relevantes para as contas públicas brasileiras.

Despesas também avançaram em abril

Mesmo com o resultado positivo, as despesas do governo também cresceram no período. Segundo os dados oficiais, o aumento total foi de 3,3%.

Os principais fatores que pressionaram os gastos públicos foram:

  • Benefícios previdenciários;
  • Gastos com pessoal;
  • Encargos sociais.

Previdência segue entre os maiores desafios fiscais

As despesas com benefícios previdenciários avançaram 3,4% em relação a abril do ano passado.

O envelhecimento da população brasileira e o crescimento contínuo do número de aposentadorias e pensões continuam sendo desafios importantes para o equilíbrio fiscal do país.

O pagamento de benefícios do INSS representa uma das maiores despesas obrigatórias do orçamento federal.

Gastos com servidores tiveram alta próxima de 10%

As despesas com pessoal e encargos sociais aumentaram 9,8%.

Esse crescimento está relacionado a reajustes salariais, progressões de carreira e despesas permanentes da máquina pública federal.

Economistas alertam que o avanço constante das despesas obrigatórias reduz o espaço do governo para investimentos e políticas públicas sem aumento de arrecadação.

Acumulado do ano ainda preocupa economistas

Apesar do resultado positivo em abril, o acumulado de janeiro a abril mostra um cenário mais desafiador para as contas públicas.

Nos quatro primeiros meses de 2026, o governo central registra superávit de R$ 8,7 bilhões. O valor representa uma queda de 87,6% em comparação ao mesmo período de 2025, quando o saldo positivo havia alcançado R$ 73,2 bilhões.

A diferença entre os dois períodos evidencia que, embora abril tenha sido favorável, o ritmo de crescimento das despesas ainda preocupa analistas do mercado financeiro.

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Despesas cresceram mais que receitas no ano

No acumulado de 2026, a receita total apresentou crescimento de 4%.

Por outro lado, a despesa total aumentou 14,2%, um ritmo muito superior ao da arrecadação.

Essa diferença é vista como um dos principais pontos de atenção para o governo federal, especialmente diante das metas fiscais previstas no novo arcabouço fiscal.

O que isso significa para a economia brasileira

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Quando as despesas crescem mais rapidamente que as receitas, o governo enfrenta maior dificuldade para manter equilíbrio fiscal.

Na prática, isso pode gerar:

  • Necessidade de novos cortes de gastos;
  • Aumento da carga tributária;
  • Maior emissão de dívida pública;
  • Pressão sobre juros e inflação.

Além disso, investidores acompanham os resultados fiscais para avaliar o risco das contas públicas brasileiras. Resultados negativos podem afetar o dólar, a bolsa de valores e os custos de financiamento do país.

Mercado acompanha metas fiscais do governo

O desempenho fiscal continuará sendo monitorado ao longo de 2026 por economistas, instituições financeiras e agências de classificação de risco.

O governo busca cumprir as metas estabelecidas no arcabouço fiscal, mecanismo que substituiu o antigo teto de gastos e estabelece limites para o crescimento das despesas públicas.

Para atingir os objetivos fiscais, a equipe econômica aposta em:

  • Crescimento da arrecadação;
  • Revisão de benefícios tributários;
  • Controle das despesas obrigatórias;
  • Melhora da atividade econômica.

No entanto, especialistas avaliam que o desafio permanece elevado devido ao avanço constante dos gastos previdenciários e da folha de pagamento.

Resultado de abril traz alívio, mas cenário exige cautela

O superávit de R$ 25,2 bilhões registrado em abril representa um sinal positivo para as contas públicas brasileiras e mostra melhora importante na arrecadação federal.

Ainda assim, o desempenho acumulado do ano indica que o governo precisará manter atenção ao crescimento das despesas para evitar deterioração fiscal nos próximos meses.

A evolução das receitas, o comportamento da economia e as decisões sobre gastos públicos serão determinantes para definir se o país conseguirá cumprir as metas fiscais previstas para 2026.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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