Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Taxação na Shopee, Shein e AliExpress: veja quanto o Governo Lula pode faturar

Se você faz muitas compras na Shein, Shopee ou AliExpress, fique atento! Nova taxação pode tornar seus pedidos mais caros.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Mão segurando celular que mostra logo da loja Shopee. Ao fundo, site da loja aberto em uma tela grande

Quem ama comprar em sites internacionais como Shein, Shopee e AliExpress está bastante preocupado com a nova medida do governo. Isso porque na última terça-feira (3), Fernando Haddad, ministro da Fazenda, anunciou um aumento da taxação de produtos de fora do Brasil.

Assim, por meio dessa estratégia, o governo quer elevar a arrecadação para combater o contrabando existente no comércio eletrônico. De acordo com Haddad, o tributo pode arrecadar R$ 8 bilhões ao ano se a regularização ocorrer. 

A iniciativa exigirá atenção dos consumidores, mas não quer dizer que todas as compras serão taxadas, já que há um limite de valor para que isso não aconteça. Confira, a seguir, como funcionam os impostos em compras de sites estrangeiros. 

Como funciona a taxação no Brasil?

É importante destacar que em compras de até US$ 50 não há taxa nenhuma, mas se o valor ultrapassar esse limite e alcançar US$ 3 mil, a compra será taxada. Neste caso, a aquisição se enquadra no RTS (Regime de Tributação Simplificada) e aplica-se o Imposto de Importação de até 60% do valor da compra.

Se a compra for de remédios importados, feita por uma pessoa física e para uso humano, próprio ou individual, o teto para não pagar nenhuma taxa é de US$ 10 mil.

Por que empresas brasileiras apoiaram a medida?

O principal motivo para as varejistas brasileiras terem apoiado a medida é a competição desigual entre os comércios nacionais e os eletrônicos.

De acordo com Luiza Trajano, do Magazine Luiza, os produtos importados não pagam impostos, ao passo que os nacionais pagam 37%, ou seja, “não tem jeito de competir”. 

Raphael Carnavalli, Marketing and Sales Director da Frete Rápido, concordou com Trajano em uma entrevista ao Canaltech. O profissional destacou que esse cenário é injusto com as varejistas brasileiras, que precisam pagar para importar, quando consumidores de sites como a Shein, Shopee e AliExpress dificilmente pagam impostos. 

Ainda de acordo com Carnavalli, a nova medida vai estimular o mercado interno do país, já que vai ficar mais vantajoso consumir do mercado nacional. 

Posicionamento do Haddad

O ministro da Fazenda disse que o problema maior não é comprar de sites estrangeiros, mas sim do contrabando. Para ele, o comércio eletrônico é bom para o Brasil, visto que estimula a concorrência. 

Contudo, é necessário acabar com o contrabando “porque está prejudicando muito as empresas brasileiras que pagam impostos”, afirmou. 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Ainda de acordo com a fala do Ministro da Fazenda, as empresas podem operar no Brasil, mas é preciso existir uma concorrência saudável com aqueles que pagam os impostos. 

Opinião dos consumidores

Mesmo diante dos argumentos apresentados, a maioria dos consumidores não gostou da nova medida do governo. Assim, diversos comentários surgiram nas redes sociais, confira: 

https://twitter.com/presbicalvo/status/1640741589621325827

Imagem: Sergei Elagin / Shutterstock.com

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

Topicos relacionados