Quem ama comprar em sites internacionais como Shein, Shopee e AliExpress está bastante preocupado com a nova medida do governo. Isso porque na última terça-feira (3), Fernando Haddad, ministro da Fazenda, anunciou um aumento da taxação de produtos de fora do Brasil.
Taxação na Shopee, Shein e AliExpress: veja quanto o Governo Lula pode faturar
Se você faz muitas compras na Shein, Shopee ou AliExpress, fique atento! Nova taxação pode tornar seus pedidos mais caros.
Assim, por meio dessa estratégia, o governo quer elevar a arrecadação para combater o contrabando existente no comércio eletrônico. De acordo com Haddad, o tributo pode arrecadar R$ 8 bilhões ao ano se a regularização ocorrer.
A iniciativa exigirá atenção dos consumidores, mas não quer dizer que todas as compras serão taxadas, já que há um limite de valor para que isso não aconteça. Confira, a seguir, como funcionam os impostos em compras de sites estrangeiros.
Como funciona a taxação no Brasil?
É importante destacar que em compras de até US$ 50 não há taxa nenhuma, mas se o valor ultrapassar esse limite e alcançar US$ 3 mil, a compra será taxada. Neste caso, a aquisição se enquadra no RTS (Regime de Tributação Simplificada) e aplica-se o Imposto de Importação de até 60% do valor da compra.
Se a compra for de remédios importados, feita por uma pessoa física e para uso humano, próprio ou individual, o teto para não pagar nenhuma taxa é de US$ 10 mil.
Por que empresas brasileiras apoiaram a medida?
O principal motivo para as varejistas brasileiras terem apoiado a medida é a competição desigual entre os comércios nacionais e os eletrônicos.
De acordo com Luiza Trajano, do Magazine Luiza, os produtos importados não pagam impostos, ao passo que os nacionais pagam 37%, ou seja, “não tem jeito de competir”.
Raphael Carnavalli, Marketing and Sales Director da Frete Rápido, concordou com Trajano em uma entrevista ao Canaltech. O profissional destacou que esse cenário é injusto com as varejistas brasileiras, que precisam pagar para importar, quando consumidores de sites como a Shein, Shopee e AliExpress dificilmente pagam impostos.
Ainda de acordo com Carnavalli, a nova medida vai estimular o mercado interno do país, já que vai ficar mais vantajoso consumir do mercado nacional.
Posicionamento do Haddad
O ministro da Fazenda disse que o problema maior não é comprar de sites estrangeiros, mas sim do contrabando. Para ele, o comércio eletrônico é bom para o Brasil, visto que estimula a concorrência.
Contudo, é necessário acabar com o contrabando “porque está prejudicando muito as empresas brasileiras que pagam impostos”, afirmou.
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Ainda de acordo com a fala do Ministro da Fazenda, as empresas podem operar no Brasil, mas é preciso existir uma concorrência saudável com aqueles que pagam os impostos.
Opinião dos consumidores
Mesmo diante dos argumentos apresentados, a maioria dos consumidores não gostou da nova medida do governo. Assim, diversos comentários surgiram nas redes sociais, confira:
Imagem: Sergei Elagin / Shutterstock.com
