Na segunda-feira (12), o Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou uma nota em que afirma que o Auxílio Brasil conta com falhas e é menos eficiente e mais caro que o Bolsa Família. A afirmação ocorre após irregularidades nas famílias beneficiadas pelo programa social do atual governo.
De acordo com um recente documento assinado pelo TCU, houve a inclusão de cerca de 3,5 milhões de famílias no Auxílio Brasil em agosto, o que pode indicar uma ação com fins eleitoreiros.
Novas famílias do Auxílio Brasil
Segundo informações do tribunal, cerca de 3,5 milhões de famílias incluídas não cumpriam com os critérios de elegibilidade do programa. O relatório foi divulgado há 2 semanas e pode ser indício do uso eleitoral do Auxílio Brasil para a tentativa de reeleição de Bolsonaro.
Com base no documento, o pagamento de R$ 600 sem levar em consideração o número de pessoas da família teria influenciado o desmembramento de núcleos familiares para que membros de uma mesma casa recebessem mais de um benefício.
A medida adotada pelo atual governo também gera um aumento de irregularidades no Cadastro Único. Durante o governo Bolsonaro, foi registrada uma queda nos níveis de atualização da plataforma. Em janeiro de 2019, eram 87,3%. Em outubro de 2021, esse número caiu para 58,3%.
Custo do Auxílio Brasil x Custo do Bolsa Família
O TCU realizou o cálculo do custo-efetividade do Auxílio Brasil e do Bolsa Família. Veja os resultados.
- Custo do Auxílio Brasil: R$ 1,72 bilhão;
- Custo do Bolsa Família: R$ 1,43 bilhão.
Conforme aponta o tribunal, a forma de pagamento do Bolsa Família, que leva como base a renda per capita, tende a ser mais eficaz para auxiliar as famílias em situação de vulnerabilidade social do que o método atual adotado para o Auxílio Brasil, com o pagamento de um valor único.
Com a eleição de Lula, o Bolsa Família deve retornar no próximo ano, com novas regras implementadas ao programa.
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