A Ministra do Planejamento, Simone Tebet, falou sobre o aumento do salário mínimo, nesta quinta-feira (2), em entrevista ao portal de notícias UOL. De acordo com Tebet, uma nova elevação do piso salarial em maio exigirá “corte de gastos” do Governo Federal.
Conforme a ministra, o aumento “não é difícil”. Contudo, Tebet deve apresentar ao governo um quadro de onde ele pode ou não tirar verba e quais seriam as prioridades.
Qual seria o novo valor do piso salarial?
O salário mínimo de 2023 foi fixado em R$ 1.302. Contudo, o Partido dos Trabalhadores avalia aumentar esse valor para R$ 1.320.
A dificuldade é que os custos para esse aumento estão acima do previsto para o piso. Dessa forma, uma equipe do governo está avaliando a possibilidade de aumentar o valor.
De acordo com Simone Tebet, caso o presidente opte pelo reajuste, o Ministério do Planejamento deverá ser responsável por informar à gestão onde é possível realizar cortes de gastos para arcar com os custos do aumento do salário.
Embora a ministra já tenha uma ideia de onde sairá o dinheiro, a informação não deve vir a público neste primeiro momento. De acordo com Tebet, uma divulgação prévia poderia atrapalhar o debate da equipe a respeito do orçamento.
Prioridade nas políticas públicas definirá aumento do salário mínimo, diz Simone Tebet
Para Simone Tebet, o que definirá o aumento do salário mínimo será a decisão a respeito de quais políticas públicas serão prioritárias para o governo Lula.
O corte de gastos em investimentos para obras, por exemplo, poderia se transformar em “uma estrada que não vai ser feita e outra que não vai ser recuperada”.
Dessa forma, haveria outras complicações, como a diminuição da oferta de empregos durante o governo. ”Qualquer aumento de despesa requer corte de gastos”, afirmou a ministra sobre o aumento do salário mínimo.
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
