Na última quarta-feira (26), o Telegram foi suspenso no Brasil por decisão da Justiça Federal após não cumprir com as solicitações para fornecer dados de usuários com conteúdo neonazista na plataforma. A Polícia Federal havia pedido informações de dois grupos específicos.
Contudo, foi considerado que a rede social não concedeu integralmente todas as informações necessárias. A multa por isso foi elevada para R$ 1 milhão para cada dia de atraso. A ação faz parte de uma investigação acerca do ataque a uma escola na cidade de Aracruz, no Espírito Santo.
Diante do cenário, Pavel Durov, cofundador do Telegram, se pronunciou nesta quinta-feira (27). Segundo ele, a Justiça fez solicitações de informações que são impossíveis de obter mesmo com uso de tecnologia. Na mensagem, ainda declarou que não independentemente dos custos, a empresa continuará defendendo os usuários no país.
Ataque à escola e relação com Telegram
O Telegram chegou a encaminhar algumas das informações solicitadas pela Justiça, mas não enviou o número de celular dos envolvidos nos grupos neonazistas da plataforma de mensagens. De acordo com as autoridades, a companhia cumpriu com a ordem judicial de forma precária.
A investigação quer saber se o jovem de 16 anos, responsável pelo assassinato de 4 pessoas em uma escola em Aracruz, estava envolvido em um destes grupos de conteúdos antissemitas no Telegram. A plataforma recorre da decisão.
Telegram
O Telegram é um aplicativo de mensagens instantâneas fundado em 2013 pelos irmãos russos Pavel e Nikolai Durov. O aplicativo é famoso por oferecer recursos de privacidade e segurança, além de um alto nível de personalização.
Uma das características da plataforma é o recurso de chat secreto, que utiliza criptografia de ponta a ponta para garantir a privacidade das mensagens. Além disso, permite que os usuários criem grupos com até 200.000 membros e canais de transmissão com um número ilimitado de seguidores.
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