O novo módulo da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) trata sobre o teletrabalho no Brasil ao longo de 2022. Vale destacar que esse é um estudo inédito e, nesse sentido, suas estatísticas são experimentais, ou seja, estão em fase de análise e testes.
Teletrabalho é mais comum entre pessoas com ensino superior completo; entenda
PNAD Contínua apresenta dados inéditos sobre o cenário de teletrabalho no Brasil durante o ano passado. Confira!
Inicialmente, é preciso tratar sobre o conceito. Teletrabalho é uma subcategoria do trabalho remoto, caracterizado pela utilização de equipamentos eletrônicos pessoais para exercer as atividades laborais. Com isso, é válido dizer que apesar de serem considerados sinônimos, existe diferença entre trabalho remoto e teletrabalho.
Sob essa perspectiva, no ano passado, 7,4 milhões de pessoas atuavam em teletrabalho no país. Isso corresponde a 7,7% do total de ocupados que não estavam afastados do trabalho. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
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Teletrabalho entre as regiões do país
Com base nos dados da pesquisa em questão, é possível verificar a distribuição dos brasileiros que realizaram teletrabalho em 2022 entre as regiões do país. Confira o cenário.
- Norte: 4,1%;
- Nordeste: 5,2%;
- Sudeste: 9,7%;
- Sul: 7,4%;
- Centro-Oeste: 7,1%.
No que se refere aos recortes sociodemográficos, o teletrabalho é mais comum entre mulheres (8,7%), brancos (11%) e pessoas com idade entre 25 a 49 anos (9,7%).

Nível de instrução
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Além disso, em relação à quantidade de brasileiros que exerceram suas funções por meio de teletrabalho, essa foi a divisão conforme os níveis de instrução:
- Fundamental incompleto: 0,6%;
- Fundamental completo e médio incompleto: 1,3%;
- Médio completo e superior incompleto: 4,8%;
- Superior completo: 23,5%.
Sendo assim, conforme apontam os dados, quase ¼ dos brasileiros com superior completo realizaram teletrabalho no ano passado. Por fim, ao considerar distribuição das pessoas ocupadas, mais de ⅔ dos teletrabalhadores tinham o nível superior completo (69,1%), ao passo que menos de 5% não possuíam o nível médio completo.
Imagem: Racool_studio / Freepik.com
