Nesta quinta-feira (29), o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva anunciou os últimos 16 ministros e completou a formação do primeiro escalão do futuro governo. Das 37 pastas, apenas 9 serão de responsabilidade do PT, sendo as demais, em grande parte, direcionadas aos partidos de centro-direita.
Tensão entre ministérios: das 37 pastas, apenas 9 serão responsabilidade do PT
Nomeação de ministros do presidente Lula é tema de debate. Apenas 9 das 37 pastas são de responsabilidade do PT. Entenda!
Entre os nomes recentemente anunciados, estão duas ex-presidenciáveis, Simone Tebet (MDB), ministra do Planejamento, e Marina Silva (Rede), no Ministério do Meio Ambiente.
Ambas são consideradas escolhas pessoais de Lula, em retribuição ao apoio e engajamento prático e simbólico delas na campanha. Especialistas explicam que a diversidade partidária dos ministros busca principalmente a ampliação da base de governabilidade no Congresso.
Petistas não serão maioria nos ministérios do Governo Lula
Apesar das escolhas parecerem polêmicas, os ministérios com maior poder de decisão continuam nas mãos de filiados do PT. São eles:
- Economia: Fernando Haddad – ex-prefeito de São Paulo;
- Casa Civil: Rui Costa – governador da Bahia;
- Educação: Camilo Santana – ex-governador do Ceará;
- Saúde: Nísia Trindade – presidente da FioCruz;
- Desenvolvimento Social: Wellington Dias – ex-Governador do Piauí.
Já entre os principais partidos contemplados com as pastas do governo Lula estão o MDB, o PSD e o União Brasil.
Foram dados três ministérios para cada um. Dessa forma, Lula selou o acordo para que as legendas integrem o governo, mesmo diante de insatisfações no PT e em partidos pequenos não atendidos.
Presidentes da Caixa e do Banco do Brasil no Governo Lula
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Até o momento, o presidente eleito não anunciou quem ficará à frente dos principais bancos do Governo Federal: a Caixa Econômica Federal e o Banco do Brasil. Mas, em declaração, Lula afirmou que escolherá mulheres para comandar essas instituições:
“Nós vamos ter uma mulher presidente da Caixa e outra presidente do Banco do Brasil. O Banco do Brasil tem 200 anos, nunca se pensou, nem de perto, de ter uma mulher na presidência. Vamos provar que uma mulher pode ser melhor que muitos homens que dirigiram aquele Banco do Brasil”, declarou.
Imagem: Andre Penner / AP
