Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Teto de gastos foi furado em R$ 795 bilhões por Bolsonaro nos últimos 4 anos

Com o teto de gastos em alta no cenário político atual, veja como foram os últimos 4 anos do governo Bolsonaro em relação ao regime fiscal.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Ex-presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento

Com a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de Transição, muito se tem falado sobre o teto de gastos, regra fiscal que limita as despesas públicas do governo. De acordo com um levantamento publicado pela BBC Brasil, o governo Bolsonaro gastou R$ 795 bilhões fora do orçamento em seus 4 anos de mandato. 

A quantia expressiva corresponde à soma de todos os recursos que o atual governo conseguiu no Congresso Nacional para gastar acima do permitido. 

Bolsonaro e os R$ 795 bilhões acima do teto de gastos

Os gastos acima do teto do governo Bolsonaro começaram antes mesmo da pandemia de Covid-19, durante o primeiro ano de mandato do atual presidente. Entretanto, a maior parte foi usada em 2020, quando o Congresso passou a liberar os recursos devido ao cenário pandêmico. 

Apesar disso, mesmo com a diminuição de casos do coronavírus, os gastos acima do teto continuaram. Um exemplo é a PEC que liberou a ampliação do Auxílio Brasil e a criação de novos programas sociais, como o Auxílio Caminhoneiro e Auxílio Taxista. 

Nos últimos 4 anos, os gastos acima do limite fiscal foram distribuídos da seguinte forma:

  • 2019: R$ 53,6 bilhões;
  • 2020: R$ 507,9 bilhões;
  • 2021: R$ 117,2 bilhões;
  • 2022: R$ 116,2 bilhões. 

Os cálculos foram realizados pelo economista Bráulio Borges, que atua no Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV IBRE). 

PEC de Transição 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

A PEC de Transição aprovada pelo Senado Federal foi desenvolvida pela equipe do governo Lula a fim de possibilitar as propostas de campanha do petista. O texto aguarda o parecer da Câmara dos Deputados.

O projeto amplia o teto de gastos em R$ 145 bilhões pelos próximos dois anos e outros R$ 23 bilhões ficam fora do teto. Nesse sentido, o impacto fiscal é de R$ 168 bilhões para o pagamento do Bolsa Família e investimentos em áreas como saúde e educação. 

Por fim, a expectativa é de que a PEC seja votada ainda nesta semana no plenário da Câmara.

Imagem: Marcelo Chello/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados