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Total de MEIs cresce e gera preocupação

Crescimento dos MEIs no Brasil levanta preocupações sobre pejotização e precarização das relações de trabalho

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Quadradinhos de madeira com as letras "m", "e" e "i", formando a sigla MEI - Microempreendedor Individual MEIs

O número de Microempreendedores Individuais (MEIs) no Brasil tem aumentado de forma significativa nos últimos anos. Essa tendência, embora positiva em muitos aspectos, levanta preocupações quanto à pejotização – prática onde empresas contratam pessoas jurídicas em vez de empregados com carteira assinada para reduzir custos trabalhistas.

O MEI, que permite direitos trabalhistas básicos e a formalização a um custo acessível, tem atraído jovens e adultos em busca de uma oportunidade para iniciar seus próprios negócios ou oferecer serviços de maneira legalizada. Veja mais detalhes!

Evolução no número de MEIs

O Brasil tem visto um crescimento expressivo no número de MEIs, uma categoria criada para formalizar pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos. Dados recentes indicam que milhões de brasileiros aderiram ao regime, atraídos pela simplicidade de abertura e pela carga tributária reduzida.

Em 2009, o primeiro ano após a criação do MEI, 62,9 mil trabalhadores se registraram. Já em 2023, o número de MEIs registrados disparou para 2,8 milhões. Até junho de 2024, os dados da Receita Federal indicam a existência de 15,8 milhões de MEIs no Brasil, com jovens entre 18 a 30 anos representando 3,5 milhões – ou 22% do total.

Quadradinhos de madeira com as letras "m", "e" e "i", formando a sigla MEI - Microempreendedor Individual MEIs
Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Preocupação com a precarização da categoria

No entanto, a pejotização pode gerar diversos problemas para os trabalhadores, como a falta de acesso a direitos básicos como férias, licença-maternidade e seguro-desemprego. Além disso, os trabalhadores autônomos geralmente não possuem carteira assinada, o que os deixa ainda mais vulneráveis à exploração e à instabilidade no trabalho.

Dessa forma, para combater a precarização do trabalho, especialistas defendem a implementação de medidas como a regulamentação do trabalho autônomo e a fiscalização mais rigorosa das empresas que pejotizam seus funcionários. 

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Além disso, é importante também conscientizar os trabalhadores sobre seus direitos e incentivar a busca por melhores oportunidades de trabalho.

Imagem: rafastockbr / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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