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Vai ter taxação! Trump promete cobrar tarifas de aliados do BRICS

Trump promete taxar em 10% qualquer país que se aliar ao BRICS, acusando o bloco de políticas antiamericanas. Medida reacende tensões.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Donald Trump trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que países que se alinharem ao BRICS serão alvo de uma tarifa adicional de 10% nas exportações para o mercado americano. A declaração foi feita logo após a cúpula do bloco no Rio de Janeiro e gerou reações imediatas no cenário internacional. Segundo Trump, a medida busca proteger os interesses dos EUA frente a políticas que ele considera hostis por parte do grupo.

O que é o BRICS e por que preocupa os EUA?

Dólar trump
Imagem: Evan El-Amin/shutterstock.com

BRICS: bloco em expansão

Originalmente fundado por Brasil, Rússia, Índia e China, o grupo passou a incluir mais nações em 2023, ampliando sua influência global.

Leia mais: Lula afirma que Brics representa nova forma de manter o multilateralismo

O bloco se propõe a fortalecer a cooperação entre países emergentes e fomentar uma nova ordem econômica mais equilibrada, com menos dependência de instituições dominadas por países ocidentais, como o FMI e o Banco Mundial.

A preocupação norte-americana

A ampliação do BRICS e suas propostas de desdolarização do comércio, criação de sistemas financeiros alternativos e crítica à hegemonia ocidental são vistas por Washington como ameaças diretas à sua liderança global. A sinalização de apoio do bloco a países como Irã e Rússia, alvos de sanções norte-americanas, aumenta a tensão.

A fala de Trump e seus impactos imediatos

O anúncio

Durante um comício na Flórida, Donald Trump anunciou que países que se aliarem ao BRICS enfrentarão uma tarifa adicional de 10%, acusando o bloco de adotar uma postura confrontadora. A declaração veio horas após a cúpula do BRICS no Rio, cujo documento final criticou medidas unilaterais, como tarifas e sanções, sem citar diretamente os Estados Unidos.

Reação internacional

A declaração gerou desconforto entre aliados históricos dos EUA, como Tailândia, Malásia e Vietnã — citados na declaração final do BRICS como “parceiros de diálogo”. Muitos desses países mantêm laços econômicos importantes com ambos os blocos e veem na retórica de Trump um risco para sua estabilidade comercial.

A declaração final do BRICS e a resposta velada aos EUA

Condenação ao protecionismo

Ao final da Cúpula, os líderes do BRICS demonstraram preocupação com medidas unilaterais que, segundo o grupo, prejudicam o comércio global e violam as regras da OMC.

Proposta de reforma na OMC

O documento também destaca a necessidade de uma reforma na Organização Mundial do Comércio, com o objetivo de dar mais espaço e poder de decisão aos países em desenvolvimento — outro ponto que contraria os interesses norte-americanos, que historicamente resistem a esse tipo de mudança na governança global.

Implicações para o Brasil e o comércio global

Brasil em posição delicada

Com forte presença no BRICS e ao mesmo tempo importante parceiro comercial dos EUA, o Brasil pode se ver em uma posição estratégica, porém delicada. A imposição de tarifas norte-americanas afetaria diretamente setores como o agronegócio e a indústria, que exportam volumes significativos para o mercado norte-americano.

Especialistas acreditam que o governo brasileiro buscará manter uma postura diplomática, evitando confrontos diretos, mas sem abrir mão de sua atuação dentro do BRICS.

Efeitos no comércio internacional

A adoção de tarifas contra aliados do BRICS pode desencadear uma nova onda de protecionismo global, desestabilizando cadeias de fornecimento e gerando incertezas para investidores. Países asiáticos e africanos com laços comerciais em ambos os lados serão os mais afetados.

Especialistas analisam o movimento de Trump

Para muitos analistas, a declaração de Trump tem tom eleitoreiro e busca fortalecer sua base política interna, que apoia medidas nacionalistas e de enfrentamento a blocos como o BRICS e instituições multilaterais.

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Possíveis reações dos países do BRICS

A fala de Trump pode ter o efeito contrário ao desejado: acelerar o aprofundamento da cooperação entre os países do BRICS. Ao se verem como alvos comuns de medidas unilaterais, os membros do bloco podem reforçar seus laços econômicos e políticos, buscando autonomia em relação às potências ocidentais.

O que esperar daqui para frente?

Donald Trump apontando com dedo indicador enquanto fala ao microfone
Imagem: Joseph Sohm / shutterstock

Incertezas no comércio global

A declaração de Trump adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário geopolítico e econômico global. As eleições norte-americanas de 2025 e o futuro da política externa dos EUA serão determinantes para os desdobramentos dessa tensão com o BRICS.

A diplomacia como caminho

Especialistas defendem que o momento exige habilidade diplomática por parte dos países afetados. O Brasil, como anfitrião da cúpula e membro influente no bloco, pode desempenhar papel importante na mediação de conflitos e construção de pontes entre os interesses divergentes.

FAQ – Perguntas frequentes

O que Trump disse sobre o BRICS?
Trump afirmou que qualquer país que se aliar ao BRICS pagará uma tarifa adicional de 10%, alegando que o grupo promove políticas contrárias aos interesses dos EUA.

Quais países formam o BRICS atualmente?
Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.

Essas tarifas já estão valendo?
Ainda não. O anúncio foi feito publicamente, mas não há detalhes sobre sua implementação legal ou prazos.

Considerações finais

A ameaça de tarifas adicionais anunciada por Donald Trump marca um novo capítulo nas tensões entre os Estados Unidos e o BRICS, refletindo o acirramento da disputa por influência no cenário global. O posicionamento do presidente norte-americano sinaliza não apenas uma política comercial mais agressiva, mas também um esforço para conter o avanço de blocos alternativos que desafiam a hegemonia ocidental.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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