O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que países que se alinharem ao BRICS serão alvo de uma tarifa adicional de 10% nas exportações para o mercado americano. A declaração foi feita logo após a cúpula do bloco no Rio de Janeiro e gerou reações imediatas no cenário internacional. Segundo Trump, a medida busca proteger os interesses dos EUA frente a políticas que ele considera hostis por parte do grupo.
Vai ter taxação! Trump promete cobrar tarifas de aliados do BRICS
Trump promete taxar em 10% qualquer país que se aliar ao BRICS, acusando o bloco de políticas antiamericanas. Medida reacende tensões.
O que é o BRICS e por que preocupa os EUA?

BRICS: bloco em expansão
Originalmente fundado por Brasil, Rússia, Índia e China, o grupo passou a incluir mais nações em 2023, ampliando sua influência global.
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O bloco se propõe a fortalecer a cooperação entre países emergentes e fomentar uma nova ordem econômica mais equilibrada, com menos dependência de instituições dominadas por países ocidentais, como o FMI e o Banco Mundial.
A preocupação norte-americana
A ampliação do BRICS e suas propostas de desdolarização do comércio, criação de sistemas financeiros alternativos e crítica à hegemonia ocidental são vistas por Washington como ameaças diretas à sua liderança global. A sinalização de apoio do bloco a países como Irã e Rússia, alvos de sanções norte-americanas, aumenta a tensão.
A fala de Trump e seus impactos imediatos
O anúncio
Durante um comício na Flórida, Donald Trump anunciou que países que se aliarem ao BRICS enfrentarão uma tarifa adicional de 10%, acusando o bloco de adotar uma postura confrontadora. A declaração veio horas após a cúpula do BRICS no Rio, cujo documento final criticou medidas unilaterais, como tarifas e sanções, sem citar diretamente os Estados Unidos.
Reação internacional
A declaração gerou desconforto entre aliados históricos dos EUA, como Tailândia, Malásia e Vietnã — citados na declaração final do BRICS como “parceiros de diálogo”. Muitos desses países mantêm laços econômicos importantes com ambos os blocos e veem na retórica de Trump um risco para sua estabilidade comercial.
A declaração final do BRICS e a resposta velada aos EUA
Condenação ao protecionismo
Ao final da Cúpula, os líderes do BRICS demonstraram preocupação com medidas unilaterais que, segundo o grupo, prejudicam o comércio global e violam as regras da OMC.
Proposta de reforma na OMC
O documento também destaca a necessidade de uma reforma na Organização Mundial do Comércio, com o objetivo de dar mais espaço e poder de decisão aos países em desenvolvimento — outro ponto que contraria os interesses norte-americanos, que historicamente resistem a esse tipo de mudança na governança global.
Implicações para o Brasil e o comércio global
Brasil em posição delicada
Com forte presença no BRICS e ao mesmo tempo importante parceiro comercial dos EUA, o Brasil pode se ver em uma posição estratégica, porém delicada. A imposição de tarifas norte-americanas afetaria diretamente setores como o agronegócio e a indústria, que exportam volumes significativos para o mercado norte-americano.
Especialistas acreditam que o governo brasileiro buscará manter uma postura diplomática, evitando confrontos diretos, mas sem abrir mão de sua atuação dentro do BRICS.
Efeitos no comércio internacional
A adoção de tarifas contra aliados do BRICS pode desencadear uma nova onda de protecionismo global, desestabilizando cadeias de fornecimento e gerando incertezas para investidores. Países asiáticos e africanos com laços comerciais em ambos os lados serão os mais afetados.
Especialistas analisam o movimento de Trump
Para muitos analistas, a declaração de Trump tem tom eleitoreiro e busca fortalecer sua base política interna, que apoia medidas nacionalistas e de enfrentamento a blocos como o BRICS e instituições multilaterais.
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Possíveis reações dos países do BRICS
A fala de Trump pode ter o efeito contrário ao desejado: acelerar o aprofundamento da cooperação entre os países do BRICS. Ao se verem como alvos comuns de medidas unilaterais, os membros do bloco podem reforçar seus laços econômicos e políticos, buscando autonomia em relação às potências ocidentais.
O que esperar daqui para frente?

Incertezas no comércio global
A declaração de Trump adiciona mais um elemento de incerteza ao cenário geopolítico e econômico global. As eleições norte-americanas de 2025 e o futuro da política externa dos EUA serão determinantes para os desdobramentos dessa tensão com o BRICS.
A diplomacia como caminho
Especialistas defendem que o momento exige habilidade diplomática por parte dos países afetados. O Brasil, como anfitrião da cúpula e membro influente no bloco, pode desempenhar papel importante na mediação de conflitos e construção de pontes entre os interesses divergentes.
FAQ – Perguntas frequentes
O que Trump disse sobre o BRICS?
Trump afirmou que qualquer país que se aliar ao BRICS pagará uma tarifa adicional de 10%, alegando que o grupo promove políticas contrárias aos interesses dos EUA.
Quais países formam o BRICS atualmente?
Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Indonésia e Irã.
Essas tarifas já estão valendo?
Ainda não. O anúncio foi feito publicamente, mas não há detalhes sobre sua implementação legal ou prazos.
Considerações finais
A ameaça de tarifas adicionais anunciada por Donald Trump marca um novo capítulo nas tensões entre os Estados Unidos e o BRICS, refletindo o acirramento da disputa por influência no cenário global. O posicionamento do presidente norte-americano sinaliza não apenas uma política comercial mais agressiva, mas também um esforço para conter o avanço de blocos alternativos que desafiam a hegemonia ocidental.
