O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou nesta quarta-feira (18) a suspensão do programa “Jimmy Kimmel Live!”, anunciada pela emissora ABC, e criticou duramente o apresentador. Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que Kimmel não tem talento e comparou sua audiência desfavoravelmente a outros talk-shows.
Trump comemora suspensão de Jimmy Kimmel e pede fim de outros programas de TV
Donald Trump celebra suspensão de Jimmy Kimmel na ABC e pede que outros programas de TV conservadores também sejam retirados do ar.
“Grande notícia para os Estados Unidos: o programa com problemas de audiência de Jimmy Kimmel foi CANCELADO. Kimmel não tem TALENTO NENHUM e tem índices de audiência piores até que os de Colbert — se é que isso é possível”, escreveu Trump.
A decisão da ABC de tirar o programa do ar por tempo indeterminado ocorreu após Kimmel comentar, em monólogo, sobre o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, atribuindo politicamente o crime ao acusado Tyler Robinson.
Leia mais: Obama pede união após morte de Charlie Kirk
Contexto da suspensão de Jimmy Kimmel

O talk-show “Jimmy Kimmel Live!” está no ar há mais de 20 anos e é conhecido por abordar acontecimentos semanais dos Estados Unidos e do mundo com humor ácido. No episódio polêmico, Kimmel sugeriu que o assassino de Kirk seria um republicano pró-Trump, provocando reação imediata da mídia e das autoridades.
Andrew Alford, presidente da divisão de transmissão da Nexstar, afirmou que os comentários foram “ofensivos e insensíveis em um momento crítico do debate político nacional”. A ABC, por sua vez, reforçou que a decisão visa preservar a responsabilidade editorial diante de um crime de grande repercussão.
Trump pede suspensão de outros programas
Além de comemorar a suspensão de Kimmel, Trump solicitou que os talk-shows de Jimmy Fallon e Seth Meyers, transmitidos pela NBC, também fossem retirados do ar. Para o ex-presidente, esses programas possuem conteúdo similar e estariam contribuindo para a polarização política no país.
A publicação de Trump reacendeu debates sobre a influência de programas de entretenimento na política americana e sobre o papel das redes de TV na regulamentação de conteúdo sensível.
O caso Charlie Kirk e Tyler Robinson
Charlie Kirk era fundador do grupo estudantil conservador Turning Point USA, que atua em mais de 3.500 escolas e universidades nos Estados Unidos. Kirk era ativo na mobilização de apoio jovem ao movimento Make America Great Again (MAGA) e também ocupava posição de assessor pessoal de Donald Trump Jr.
Tyler Robinson, acusado pelo assassinato de Kirk, participou de sua primeira audiência judicial de forma virtual, permanecendo em silêncio e vestindo colete verde. Documentos divulgados mostram que Robinson trocou mensagens com a namorada, revelando a premeditação do crime e detalhes perturbadores sobre a execução do ataque.
Repercussão entre artistas e público
O cancelamento do programa gerou reação imediata de artistas e personalidades americanas. Celebridades como Ben Stiller, Wanda Sykes e John Legend expressaram indignação, defendendo a liberdade de expressão e criticando a decisão da ABC.
Apesar disso, a suspensão é vista por setores conservadores como um ato necessário para conter comentários que possam ser interpretados como politicamente tendenciosos, especialmente em contextos sensíveis envolvendo violência.
Trajetória de Jimmy Kimmel
Jimmy Kimmel é reconhecido por seu humor ácido e versatilidade. Em “Jimmy Kimmel Live!”, ele entrevista artistas internacionais e comenta sobre política e cultura pop. Ao longo de duas décadas, Kimmel consolidou uma base de fãs fiel, mas também enfrentou críticas por seu estilo provocativo, que muitas vezes ultrapassa o limite da polêmica política.
Em janeiro, por exemplo, a atriz Fernanda Torres participou do programa para promover o filme “Ainda Estou Aqui”, evidenciando a relevância da atração no cenário cultural internacional.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Turning Point USA e o legado de Charlie Kirk
O Turning Point USA, fundado por Kirk, se destacou por promover o conservadorismo entre estudantes e criticar a influência de políticas de esquerda nas universidades. Kirk também publicou livros influentes como Campus Battlefield e The MAGA Doctrine, consolidando sua voz como líder estudantil e formador de opinião entre jovens conservadores.
O ativista acumulava seguidores expressivos nas redes sociais, ultrapassando 14 milhões de pessoas, e mantinha programas de rádio e podcasts com grande audiência nacional. Sua atuação política e educacional amplificou a polarização em torno de temas como armas, valores cristãos e críticas ao marxismo.
Impacto da suspensão no cenário americano

A suspensão de Jimmy Kimmel levanta questões sobre censura e liberdade de expressão nos Estados Unidos. Por um lado, setores políticos defendem medidas que evitem comentários sensíveis em momentos críticos; por outro, artistas e críticos argumentam que a medida ameaça a diversidade de opiniões e o humor crítico na TV americana.
O episódio também intensifica o debate sobre o papel das emissoras na regulação de conteúdo, especialmente quando envolve crimes de grande repercussão e acusações com viés político.
Resumo final:
A suspensão do programa de Jimmy Kimmel pela ABC, comemorada por Donald Trump, coloca em evidência o conflito entre liberdade de expressão e responsabilidade editorial na TV americana. Enquanto celebridades criticam a decisão, setores conservadores apoiam a medida. O caso envolve o assassinato de Charlie Kirk por Tyler Robinson e reacende discussões sobre política, mídia e cultura pop nos Estados Unidos.
Com informações de: G1
