Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

TSE encontra apenas R$ 13,5 milhões nas contas do PL, partido de Bolsonaro

O bloqueio acontece para quitar parte da multa do PL por acionar a Justiça de forma irresponsável em relação ao resultado das eleições.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago2 min de leitura
Ex-presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento

O PL, partido do atual presidente Bolsonaro, multado por questionar as urnas sem fundamentos, teve R$ 13,5 milhões bloqueados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em uma conta do Banco do Brasil para quitar a dívida. O valor total da multa, contudo, é de R$ 22,9 milhões. 

O bloqueio foi realizado na última sexta-feira (25) pelo TSE e servirá para pagar pouco menos da metade do que o partido deve. 

Multa de R$ 22,9 milhões

A multa de R$ 22,9 milhões ao PL foi determinada pelo presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, após o partido solicitar revisão extraordinária do resultado das urnas do segundo turno das eleições deste ano, que declarou Lula como presidente eleito. 

De acordo com Alexandre de Moraes, o partido agiu de forma irresponsável ao acionar a Justiça para isso. A multa foi aplicada por litigância de má-fé. 

Inicialmente, a multa havia sido aplicada ao PL e aos partidos Republicanos e PP (Partido Progressista), que formaram a coligação de Bolsonaro (PL) para a reeleição. No entanto, as legendas entraram com pedido para serem excluídas da ação e o ministro acatou a solicitação.

Além da multa, também foi determinada a suspensão de repasses do Fundo Partidário ao PL até que a dívida seja quitada. 

Com o bloqueio de R$ 13,5 milhões, valor total encontrado em uma das contas da legenda, a dívida ainda persistirá até que todo o valor seja quitado. 

Resposta do PL 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Após a decisão de Moraes, o PL emitiu uma nota dizendo que adotará uma série de medidas adequadas a fim de “restaurar a liberdade, o direito à livre atividade parlamentar e partidária, o direito à liberdade de expressão e, mais ainda, o direito de se poder contestar as decisões judiciais sem sofrer qualquer retaliação”. 

De acordo com a legenda, 60% das urnas não eram auditáveis, mesmo após a comprovação de que as eleições foram realizadas de forma limpa.

Imagem: Marcelo Chello/shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

Topicos relacionados