O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu anular, nesta última terça-feira (23), o pedido do PT para considerar discurso de Michelle Bolsonaro como propaganda eleitoral antecipada. As falas aconteceram no Dia das Mães de 2022.
TSE rejeita pedido do PT sobre propaganda eleitoral ANTECIPADA de Michelle Bolsonaro
Pedido do PT sobre suposta campanha eleitoral antecipada, feito em maio do ano passado, foi mais uma vez negado pelo TSE. Entenda o caso!
À época, o PT argumentou que a ex-primeira-dama estava realizando irregularidades ao fazer propaganda para seu marido, o então presidente Jair Bolsonaro. Na solicitação, o partido pediu a remoção do vídeo do Instagram de Michelle.
Entretanto, o pedido, que já havia sido negado anteriormente pelo ministro Raul Araújo, voltou com um recurso apresentado pelo Partido dos Trabalhadores e teve julgamento finalizado na noite de ontem.
Por que PT protocolou pedido ao TSE?
De acordo com o partido, a ex-primeira-dama utilizou do seu discurso de Dia das Mães para realizar a promoção antecipada das eleições de seu marido, com promessas de campanha. Na ocasião, Michelle estava acompanhada da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Brito.
No pedido, o PT alega ao TSE que o vídeo “teve duração de, aproximadamente, quatro minutos e 15 segundos, no qual a ministra e a representada (Michelle) intercalaram falas acerca de programas governamentais, de forma a exaltar a gestão do atual presidente”.
Entretanto, o ministro Araújo considerou, na ocasião, que a mulher estava falando estritamente da situação da ocasião, que era o Dia das Mães. Nesse sentido, ressaltou que Michelle abordava ações que o Governo havia posto em prática até o momento para mães brasileiras.
Decisão do Tribunal Superior Eleitoral
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No início do julgamento, a defesa do Bolsonaro sustentou que, no vídeo, Michelle apenas parabenizou as mães pela data, falando dos atos do governo, sem mencionar as eleições, que viriam posteriormente em outubro. O Ministério Público Eleitoral também opinou pela rejeição do recurso do PT.
A princípio, o PT pediu ao TSE a remoção do vídeo e uma multa no valor máximo da lei. Assim como antes, o pedido foi rejeitado pelo TSE, dessa vez em unanimidade, pois nenhum dos ministros da Corte Eleitoral considerou as falas da ex-primeira-dama como propaganda eleitoral antecipada. Por fim, vale ressaltar que este tipo de irregularidade não resulta em inelegibilidade.
Imagem: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
