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TV 3.0 chega ao Brasil com DTV+: experiência de cinema em casa

TV 3.0 (DTV+) chega ao Brasil com imagem 4K e som imersivo; transmissões começam em 2025 e expandem até 2040.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
TV

Na última quarta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou o decreto que oficializa a chegada da TV 3.0, também chamada de DTV+, ao Brasil. A nova geração de televisão digital promete transformar a forma como os brasileiros consomem conteúdo: qualidade de imagem até 8K, som envolvente digno de cinema e novos recursos de interatividade — mantendo a TV aberta gratuita.

Segundo o governo, as primeiras transmissões estão previstas para o primeiro semestre de 2025, em capitais estratégicas. A expectativa é que a tecnologia esteja disponível para todo o país em até 15 anos, em um processo gradual de implementação semelhante ao da migração do sinal analógico para o digital.

Leia mais: TV 3.0 no Brasil: Lula assina decreto com novas regras

Do preto e branco ao 8K: evolução da TV

tv box televisão
Imagem: Freepik

A DTV+ é vista como um salto histórico para a televisão. Especialistas explicam que a evolução tecnológica seguiu três grandes marcos:

  • TV 1.0: sinal analógico em preto e branco.
  • TV 2.0: imagens coloridas e conexão à internet.
  • TV 3.0 (DTV+): qualidade ultra-HD, som imersivo e canais que funcionam como aplicativos.

Segundo o Fórum do Sistema Brasileiro de Televisão Digital Terrestre, o Brasil adotará o padrão ATSC 3.0, considerado um dos mais avançados do mundo.

O que muda com a TV 3.0?

As principais inovações vão muito além da imagem e do som. A DTV+ inaugura uma experiência mais interativa e personalizada:

Canais como aplicativos

“Em vez de ficar passando de canal em canal, você terá o aplicativo de cada emissora, algo mais próximo do que já vemos hoje nas Smart TVs”, explicou Wilson Diniz, secretário de Comunicação Social Eletrônica do Ministério das Comunicações.

Qualidade de cinema

transmissões em 4K e até 8K, com maior contraste e brilho.

Som imersivo

áudio tridimensional, comparado ao de salas de cinema.

Publicidade segmentada

anúncios personalizados, como nas redes sociais. “Se a pessoa quer trocar de carro, será possível exibir propagandas que falem diretamente com quem está em busca de um novo veículo”, afirmou Leonora Bardini, diretora de programação da TV Globo.

Interatividade

será possível votar em enquetes, participar de reality shows e até comprar produtos em tempo real diretamente pela TV.

“Assim que ligar e se logar, a TV já vai te conhecer, saber seus gostos e oferecer uma combinação de conteúdo e publicidade. É uma TV personalizada, feita exclusivamente para cada pessoa”, completou Bardini.

Precisa de internet?

Um dos pontos mais discutidos é a necessidade (ou não) de conexão à internet.

Segundo Wilson Diniz, os recursos básicos da TV 3.0 não dependerão da rede: “A qualidade de imagem 4K, 8K e o som imersivo estarão disponíveis mesmo sem internet”.

Porém, para explorar a interatividade avançada, como compras e experiências personalizadas, a conexão será fundamental.

Conversor ou nova TV?

Assim como ocorreu na transição para o sinal digital, inicialmente será preciso adquirir um conversor para utilizar a DTV+.

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“Ninguém precisará trocar a televisão de uma hora para outra”, garantiu o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

O equipamento deve custar entre R$ 300 e R$ 350 e será comercializado a partir de 2025. O governo avalia a possibilidade de distribuir os conversores para famílias de baixa renda, a exemplo do que aconteceu na digitalização do sinal.

Com o tempo, os novos televisores já deverão sair de fábrica com a tecnologia integrada, eliminando a necessidade de conversores.

Expansão e cronograma

  • 2025: início das transmissões em grandes capitais.
  • 2026: estreia em escala nacional durante a Copa do Mundo.
  • 2040 (estimativa): cobertura em todo o território nacional.

Segundo o ministro Frederico Filho, haverá um período de convivência entre a TV digital e a TV 3.0, com transição escalonada para permitir adaptação da indústria e dos consumidores.

O impacto da DTV+ no mercado brasileiro

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Imagem: Vitaliy Kyrychuk / shutterstock.com

Além de mudar a rotina dos telespectadores, a DTV+ pode remodelar o mercado de mídia no Brasil. Com publicidade segmentada e novos recursos de interatividade, emissoras terão novas fontes de receita e oportunidades de engajamento.

Para o público, a promessa é de uma TV aberta gratuita com qualidade de cinema, aproximando-se da experiência das plataformas de streaming.

Brasil acompanha tendência mundial

O Brasil não está sozinho nessa transição. Países como Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul já adotaram sistemas baseados no ATSC 3.0.

Segundo especialistas, a adesão brasileira coloca o país em posição de destaque na América Latina e pode impulsionar o desenvolvimento da indústria nacional de tecnologia.

Com informações de: g1

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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