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Uber, 99 e iFood querem pagar menos de um salário mínimo aos seus funcionários?

Plataformas determinam jornada de trabalho superior à legislação. Acordos precisam ser selados até dia 15 deste mês. Confira mais detalhes!

Guilherme TabosaPor Guilherme Tabosa2 min de leitura
Motorista com mão esquerda sobre o volante enquanto segura celular com o app da Uber aberto e sua mão direita

As conversas entre motoristas das plataformas de transporte, como Uber, 99 e iFood, com representantes dos aplicativos e o governo ainda não chegaram à um consenso, uma vez que o principal ponto do empasse é a questão das horas trabalhadas pelos condutores. Essa falta do acordo impossibilita o avanço para novos diálogos, como o da remuneração mínima.

Além disso, outra pauta pendente é a inclusão dos serviços na Previdência Social. O grupo do governo Lula deseja que os aplicativos recolham os impostos necessários, a fim de incluir os trabalhadores no sistema de Seguridade Nacional. Assim, eles seriam contemplados com melhorias, como auxílio-doença, licença maternidade e aposentadoria. A seguir, veja mais detalhes sobre esse caso.

Horas trabalhadas pelos funcionários

As empresas defendem que a jornada de trabalho deve ter como referencial o período em que o motorista realiza seus serviços. Isso significa que apenas o tempo em que as entregas ou viagens são realizadas seriam computadas. Quanto às horas em que o condutor fica conectado ao aplicativo, aguardando um pedido, não serviriam para remuneração.

Já os representantes dos trabalhadores defendem que todo o tempo seja analisado, desde o momento em que o funcionário entra na plataforma. Caso isso não aconteça, a remuneração da categoria seria inferior a um salário mínimo, atualmente em R$ 1.320.

motorista de aplicativo usando celular enquanto dirige
Imagem: Rostislav_Sedlacek / Shutterstock.com

Remuneração de motoristas de aplicativo

A primeira proposta oferecida pelas plataformas foi de uma jornada de 220 horas por mês. A marca supera o limite da legislação trabalhista, de 176 horais mensais ou 44 horas por semana. Em relação ao pagamento, foi proposto a remuneração de R$ 6 a hora, que foi recusada. No entanto, a segunda oferta foi de R$ 7,56, que aguarda a determinação sobre o conceito de horas trabalhadas.

O secretário-geral da UGT, Francisco Pegado, contesta a proposta. Ele ressalta que, para que as 220 horas sejam alcançadas, o motorista teria que permanecer conectado ao aplicativo por quase 400 horas.

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Ademais, referente à contribuição para a Previdência, as empresas afirmam que os funcionários deveriam contribuir por conta própria, já que são considerados independentes. Por fim, o presidente Lula deu um prazo máximo, que vence no próximo dia 15, para que todos os pontos sejam decididos.

Imagem: Lutsenko_Oleksandr/ Shutterstock.com

Guilherme Tabosa

Autor

Guilherme Tabosa

Cursando o 6º semestre de Jornalismo na UNI7. Apaixonado por escrever, esporte e surfe.

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