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Uber falso permite que motoristas banidos sigam trabalhando

Ex-motoristas, que por alguma violação foram banidos do Uber, estão retornando por meio de contas falsas. Usuários devem ficar atentos!

Hannah AragãoPor Hannah Aragão5 min de leitura
imagem de pessoa usando o aplicativo do uber no celular, enquanto está sentado no banco de trás de carro, com motorista na frente

Nova preocupação para usuários de aplicativos de corrida. Uber falso permite que motoristas banidos sigam trabalhando nas plataformas. Para isso, os criminosos fazem uso de contas falsas que são vendidas ilegalmente.

Os ex-motoristas parceiros dos aplicativos, que por alguma violação foram banidos das plataformas do Uber e 99, estão retornando por meio de contas falsas compradas ou alugadas em grupos do Facebook.

Motoristas banidos compram contas e atuam em Uber falso

Em reportagem especial, o UOL afirmou ter encontrado diferentes grupos na rede social utilizados para a prática do Uber falso. Na plataforma é possível encontrar pessoas que criam contas nos aplicativos de corrida e negociam os perfis em troca de dinheiro. 

Os valores de venda são diversos, podendo chegar a R$ 750. Os anúncios destacam que a foto, carro e biometria do comprador serão cadastrados na conta comprada.

Por se tratarem de motoristas, na maioria das vezes, os banidos dos aplicativos de corrida buscam pelo aluguel de contas. O serviço é encontrado a partir de R$ 75.

Além da venda e aluguel de contas, os criminosos usam os grupos para oferecer o serviço de cadastro de carros mais antigos. Isso porque os aplicativos, como Uber e 99, determinam o limite de idade de dez anos para os veículos dos motoristas parceiros. 

Em muitos dos casos, os vendedores das contas falsas de Uber não utilizam suas próprias identidades nos perfis do Facebook. Estes atuam por trás de personagens, diante da ilegalidade das atividades.

Golpe do Uber falso?

Além da prática ilegal de venda de contas falsas, que configura crime de estelionato, também é possível encontrar em grupos de Uber relatos de motoristas banidos que buscaram o serviço, mas que após o pagamento nunca receberam os perfis.

Apesar da prática se tornar cada vez mais conhecida, acumulando milhares de interessados nos serviços ilícitos, as denúncias desses casos ainda não são encontradas.

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Cabe destacar que a comercialização de contas, além de crime, é proibida pelas políticas das plataformas de corrida.

As orientações aos passageiros são de sempre checar o máximo de informações possíveis nas contas, além de se certificar de que o veículo e o motorista estão corretos. Por fim, encoraja-se a realizar denúncias nas plataformas nos casos de Uber falso.

Nota oficial da Uber sobre o caso do “Uber falso”

Não foi possível verificar se qualquer das contas supostamente negociadas de fato deu acesso a uma conta ativa no aplicativo ou realizou viagens, ou se é apenas um golpe em quem deseja obter uma conta ilegalmente porque, até o momento, a reportagem do UOL Carros (citada como fonte pelo Seu Crédito Digital) não forneceu à empresa informações suficientes para checar se qualquer das contas era real ou realizou viagens.

De qualquer forma, sabemos que os esquemas de fraude estão em constante evolução e é por isso que a Uber está comprometida em atualizar e fortalecer os seus processos internos para proteger a plataforma e os seus usuários. Nossas equipes de detecção de fraudes usam análises manuais e sistemas automatizados de aprendizado que analisam mais de 600 tipos de sinais diferentes à procura de comportamentos fraudulentos. Estamos permanentemente implementando novos processos e tecnologias para evitar fraudes e aprimoramos o treinamento dos nossos agentes, enquanto seguimos trabalhando para ficar à frente dos golpes mais recentes. 

Segurança é prioridade para a Uber, que está sempre buscando, por meio da tecnologia, fazer da sua plataforma a mais segura possível, de uma forma escalável. Através da ferramenta U-check, a Uber possui um contrato com o Serpro, empresa de TI do Governo Federal, para confirmar as informações cadastrais dos motoristas parceiros e candidatos a motoristas e de seus veículos, em tempo real, a partir das informações da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e do Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV), com a autorização do Senatran – Secretaria Nacional de Trânsito. As fotos dos motoristas também são verificadas digitalmente, com um software especialmente desenvolvido pelo SERPRO para isso, denominado Datavalid, que compara as imagens fornecidas pelo condutor com as arquivadas pela autoridade de trânsito, a fim de prevenir fraudes. 

Vale destacar ainda que no processo de cadastramento para utilizar o aplicativo da Uber, todos os motoristas parceiros passam por uma checagem de apontamentos criminais realizada por empresa especializada que, a partir dos documentos fornecidos pelo próprio motorista e com consentimento deste, consulta informações de diversos bancos de dados oficiais e públicos de todo o País em busca de apontamentos criminais, na forma da lei. A Uber também realiza rechecagens periódicas dos motoristas a cada 12 meses.

Além disso, a Uber utiliza uma ferramenta de “verificação de identidade em tempo real”, chamada U-Selfie. De tempos em tempos, o aplicativo pede, aleatoriamente, para que os motoristas parceiros tirem uma selfie antes de aceitar uma viagem ou de ficar on-line, para ajudar a verificar se a pessoa que está usando o aplicativo corresponde àquela da conta que temos no arquivo. Isso ajuda a prevenir fraudes e proteger as contas dos condutores de serem comprometidas.

Imagem: Worawee Meepian / Shutterstock.com

Hannah Aragão

Autor

Hannah Aragão

Formada em jornalismo pela Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Atualmente fazendo parte do Seu Crédito Digital, acumulo experiências como redatora de finanças, economia e futebol.

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