O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou a suspensão da concessão do empréstimo consignado do Auxílio Brasil pela Caixa Econômica Federal, nesta terça-feira (18).
URGENTE: Ministério Público solicita suspensão do consignado do Auxílio Brasil
De acordo com o subprocurador Lucas Furtado, o consignado do Auxílio Brasil possui finalidades eleitorais e oferece risco à Caixa.
De acordo com o subprocurador Lucas Furtado, autor do pedido, o benefício possui finalidades eleitorais e oferece risco à Caixa e às finanças da instituição.
Suspensão do consignado do Auxílio Brasil pela Caixa Econômica Federal
No texto, o subprocurador Lucas Furtado solicitou a adoção de medida cautelar determinando que a Caixa deve se abster de realizar novos empréstimos consignado do Auxílio Brasil, “independentemente de eventuais arranjos legais e infralegais”, até que a Justiça se manifeste sobre o assunto.
Furtado pede ainda que o TCU tome medidas para impedir que os procedimentos tomados pela instituição tenham “finalidade meramente eleitoral”.
Caixa liberou empréstimo consignado do Auxílio Brasil a 700 mil pessoas
A Caixa Econômica Federal já liberou o empréstimo consignado do Auxílio Brasil a 700 mil pessoas. Ao todo, foram liberados R$ 1,8 bilhão aos beneficiários nos primeiros dias de funcionamento.
Segundo a presidente da Caixa, Daniella Marques, o valor médio do consignado é de R$ 2.600.
As taxas de juros do empréstimo são de 3,45% ao mês. A taxa de juros anual é de 50,23%. Conforme as taxas, um empréstimo de R$ 2.582 pode custar cerca de R$ 3.840 com as condições oferecidas.
Os prazos para pagamento vão até 24 meses. O preço máximo das parcelas é de R$ 160, ou seja, 40% do valor do benefício previsto para o próximo ano, de R$ 400. O valor mínimo para as parcelas do empréstimo é de R$ 15.
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Idec registra 2 mil queixas na 1ª semana
O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) registrou ao menos 2 mil queixas sobre o empréstimo consignado do Auxílio Brasil na primeira semana de liberação do benefício.
As reclamações giram em torno de venda casada com seguros, chamadas para oferecer o consignado (ação vedada pelas regras do crédito pessoal) e problemas na liberação dos valores.
Imagem: rafapress/shutterstock.com
