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Urna eletrônica: Como funciona e quais são as principais fake news sobre ela

Entenda como funciona uma urna eletrônica e se ocorrem muitos problemas na hora de contar os votos de cada local.

Avatar de Victória Victória · · 2 min de leitura
urna eletrônica

A urna eletrônica surgiu no Brasil na década de 90. Desde então, o processo evoluiu e se destaca pela agilidade e confiança. Assim, no primeiro turno das eleições, às 21h25, veio a confirmação de que Jair Bolsonaro (PL) e Lula (PT) disputarão o segundo turno.

Vale destacar que o Brasil não é o único país a realizar as eleições com urnas eletrônicas. Dessa forma, cerca de 23 nações adotam esse modelo. Entre elas, estão Canadá, Índia, França e Austrália, de acordo com um levantamento do Instituto Internacional para a Democracia e a Assistência Social. 

Como funciona? 

Primeiramente, às 17h, quando a votação acaba, os mesários acionam o encerramento da urna. Feito isso, emite-se o BU (boletim de urna), em papel, e um arquivo digital chamado RDV (Registro Digital de Voto), também conhecido como “memória de resultado”. Assim, através do RDV, armazena-se os votos em um pen drive e enviados a um ponto de transmissão. 

Desse modo, uma via do BU é fixada na porta da seção eleitoral e as demais são encaminhadas para o cartório eleitoral, à fiscalização e ao presidente da seção. Portanto, depois de receberem essas informações, os Tribunais Regionais Eleitorais somam os votos e repassam ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por uma rede privada (intranet).

Já nas regiões mais afastadas, os TREs de cada estado recebem os votos através de comunicação via satélite. 

“A partir da emissão dos boletins de urna e dos discos [RDV] que são entregues aos cartórios eleitorais, há uma totalização rápida feita pelo supercomputador do TSE”, esclareceu Renato Ribeiro de Almeida, professor de direito eleitoral ao g1. 

Há problemas nas urnas? 

As urnas são produzidas em série e planejadas para ser um equipamento simples. Assim, nas eleições de 2020, apenas 0,75% das urnas precisaram de troca, ou seja, 3.381 de um total de 400 mil. 

Já em 2022, até as 16h de 2 de outubro do primeiro turno das eleições, o TSE tinha informado que 3.222 urnas deveriam ser trocadas, isto é, 0,6% do total de 472.075. Vale destacar ainda que, em caso de falta de energia, a coleta de votos transcorre normalmente. Isso porque os equipamentos têm bateria embutida, o que garante mais de dez horas de autonomia, de acordo com o TSE.

Imagem: rafapress / Shutterstock.com

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