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É permitido usar o FGTS para viajar? Entenda

FGTS pode ser usado para financiar viagens? Saiba como utilizar o saldo para comprar passagens e pacotes, conheça as regras e mais!

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
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Viajar é um dos maiores desejos de muitos brasileiros. No entanto, o custo das passagens aéreas e pacotes de turismo pode ser um obstáculo para quem não tem uma reserva financeira específica.

O que poucos sabem é que, em algumas situações, é possível utilizar o saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para financiar viagens. O recurso, normalmente usado em situações de emergência, pode ser a chave para realizar o sonho de conhecer novos destinos.

Como funciona o uso do FGTS para viajar?

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital

Esse formato de retirada permite o acesso anual a uma parte do valor disponível na conta vinculada, oferecendo maior liberdade no uso dos recursos. Dessa forma, o fundo pode ser direcionado para finalidades diversas, como a compra de passagens ou pacotes turísticos, sem a necessidade de esperar uma demissão para ter acesso ao dinheiro.

Leia mais: FGTS libera R$ 6.220 para trabalhadores afetados por desastres naturais; confira quem pode sacar

Saque-aniversário: uma oportunidade para quem quer viajar

O saque-aniversário é uma das formas mais simples de utilizar o FGTS. Ao optar por essa modalidade, o trabalhador tem acesso a uma porcentagem do saldo acumulado a cada ano, podendo usá-lo conforme desejar. Esse tipo de saque pode ser vantajoso para quem planeja utilizar os recursos para viagens, uma vez que o saldo fica disponível anualmente.

Como utilizar o FGTS para comprar passagens aéreas?

Atualmente, duas companhias aéreas parceiras do banco Digio permitem que o saldo do FGTS seja utilizado para a compra de passagens aéreas. As empresas são:

  • Azul Linhas Aéreas
  • GOL Linhas Aéreas

Compra de passagens

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Imagem: Freepik e Canva

Quem deseja usar o FGTS para adquirir passagens aéreas precisa contar com um saldo mínimo de R$ 300 no fundo. Outro ponto importante são os prazos definidos pelas companhias aéreas: na GOL, a compra deve ser efetuada com, no mínimo, 4 dias de antecedência em relação à data do voo; na Azul, esse prazo é maior, exigindo que a reserva seja feita com pelo menos 28 dias de antecedência.

Vale destacar que apenas voos dentro do território nacional são elegíveis. Outro detalhe importante é que as transações não podem ser feitas entre 23h e 23h59. Também não é permitido somar o saldo do FGTS com outras formas de pagamento para concluir a compra.

Como usar o FGTS para pacotes de turismo?

Além de passagens aéreas, o saldo do FGTS também pode ser utilizado para a compra de pacotes de turismo completos. Isso pode ser feito através da agência de viagens CVC, que oferece a possibilidade de usar o saldo do FGTS para a antecipação de até 3 parcelas de pacotes turísticos.

Requisitos para utilizar o FGTS em pacotes de turismo

  • O trabalhador precisa ter aderido ao saque-aniversário.
  • O saldo disponível no FGTS deve ser suficiente para cobrir o valor do pacote ou parte dele.
  • O processo de habilitação do saque-aniversário pode ser feito no aplicativo FGTS da Caixa Econômica Federal.

Vale a pena usar o FGTS para viajar?

Vantagens de usar o FGTS para viajar

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Imagem: Freepik/Edição: Seu Crédito Digital
  • Acesso simplificado: a modalidade de saque-aniversário oferece uma forma mais livre de movimentar os valores do FGTS, sem exigência de comprovar o destino do recurso.
  • Sem cobrança de juros em alguns casos: quando o saldo é utilizado na aquisição de passagens ou pacotes turísticos, a operação pode ser realizada sem a aplicação de juros, diferentemente do que ocorre em empréstimos tradicionais.
  • Organização financeira: para quem já aderiu ao saque-aniversário, essa alternativa representa uma maneira prática de viabilizar viagens, sem pressionar o orçamento mensal ou recorrer a crédito.

Desvantagens de usar o FGTS para viajar

  • Comprometimento do saldo: ao utilizar o FGTS, o trabalhador estará retirando uma parte do saldo acumulado, que poderia ser utilizado em uma eventual necessidade emergencial, como uma demissão.
  • Possível custo mais alto: dependendo da modalidade de antecipação escolhida, pode haver a cobrança de juros, o que torna a compra da passagem ou do pacote mais cara do que o previsto.
  • Limitação para outras necessidades: o saque do FGTS pode limitar as opções financeiras para outras situações emergenciais, como problemas de saúde ou custos relacionados à casa.

Dúvidas frequentes

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1. Posso usar qualquer saldo do meu FGTS para comprar passagens aéreas?

Não. Você só pode utilizar o saldo do FGTS para comprar passagens aéreas ou pacotes turísticos se tiver aderido ao saque-aniversário. Além disso, há um saldo mínimo de R$ 300 necessário para realizar a transação.

2. O que acontece se eu não pagar o valor antecipado do pacote de viagem?

Se o pagamento do pacote não for feito corretamente, a transação pode ser cancelada, e o saldo do FGTS não será liberado. Por isso, é importante seguir todas as orientações fornecidas pela agência de turismo ou pela companhia aérea.

3. Quais as vantagens de usar o FGTS para viajar?

A principal vantagem é o acesso a uma reserva financeira sem precisar recorrer a empréstimos.

4. Existem limitações no uso do FGTS para viagens internacionais?

Atualmente, o uso do FGTS para viagens é restrito a passagens aéreas e pacotes de turismo nacionais, não sendo permitido utilizá-lo para compras de passagens ou pacotes internacionais.

Considerações finais

Usar o FGTS para viajar pode ser uma alternativa interessante para quem tem esse saldo disponível e já aderiu ao saque-aniversário. No entanto, é essencial avaliar cuidadosamente os prós e contras dessa escolha, especialmente considerando o impacto no futuro financeiro.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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