A Universidade de São Paulo (USP) manteve a segunda colocação entre as melhores universidades da América Latina e do Caribe, segundo a edição 2027 do ranking regional elaborado pela Quacquarelli Symonds (QS). O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (1º de outubro) e coloca a instituição brasileira novamente atrás apenas da Pontificia Universidad Católica de Chile (UC).
O desempenho também reforça a presença brasileira no topo da classificação. Quatro universidades do país aparecem entre as dez primeiras: além da USP, estão a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 3º lugar; a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 5º; e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), em 6º.
A edição deste ano avaliou 517 instituições de 27 países da América Latina e do Caribe. O Brasil foi o país com maior número de universidades classificadas, com 137 instituições.
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Como ficou o top 10 da América Latina

A liderança regional continua com a Pontificia Universidad Católica de Chile. A USP aparece logo atrás, enquanto a Unicamp ocupa a terceira posição.
| Universidade | País | Posição em 2027 | Posição em 2026 |
|---|---|---|---|
| Pontificia Universidad Católica de Chile (UC) | Chile | 1º | 1º |
| Universidade de São Paulo (USP) | Brasil | 2º | 2º |
| Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) | Brasil | 3º | 3º |
| Tecnológico de Monterrey | México | 4º | 4º |
| Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) | Brasil | 5º | 5º |
| Universidade Estadual Paulista (Unesp) | Brasil | 6º | 7º |
| Universidad de Chile | Chile | 7º | 6º |
| Universidad de los Andes | Colômbia | 8º | 8º |
| Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM) | México | 9º | 9º |
| Universidade de Buenos Aires (UBA) | Argentina | 10º | 10º |
Fonte: QS Quacquarelli Symonds.
A principal mudança entre as instituições brasileiras do grupo foi registrada pela Unesp, que avançou da sétima para a sexta colocação. A Universidade de São Paulo e a Unicamp permaneceram nas mesmas posições.
Em quais critérios a USP se destacou?
O ranking da QS não considera apenas uma medida de desempenho acadêmico. A classificação regional utiliza oito indicadores, que procuram avaliar diferentes aspectos das universidades.
São eles: reputação acadêmica, reputação entre empregadores, citações, publicações por docente, rede internacional de pesquisa, proporção de estudantes por professor, proporção de docentes com doutorado e impacto na internet.
Na edição 2027, a USP alcançou pontuação máxima em cinco desses oito indicadores:
- reputação acadêmica;
- reputação entre empregadores;
- rede internacional de pesquisa;
- publicações por docente;
- impacto na internet.
O resultado indica que a instituição teve desempenho particularmente elevado nos indicadores relacionados à percepção da comunidade acadêmica e dos empregadores, produção científica, colaboração internacional e presença digital.
A própria USP ressalta que o ranking regional possui metodologia diferente daquela utilizada pela QS em sua classificação mundial. Por isso, as posições entre os dois levantamentos não devem ser comparadas diretamente sem considerar os critérios e pesos específicos de cada um.
Brasil lidera em número de universidades classificadas
O Brasil aparece como o país mais representado na edição 2027 do QS Latin America & The Caribbean.
Das 517 instituições classificadas, 137 são brasileiras. Na sequência aparecem Colômbia, com 70 universidades, e México, com 69.
Além da presença no topo, quatro instituições brasileiras estão entre as dez primeiras e várias outras aparecem entre as 50 melhores.
Universidades brasileiras entre as 50 primeiras
| Universidade | Posição |
|---|---|
| Universidade de São Paulo (USP) | 2º |
| Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) | 3º |
| Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) | 5º |
| Universidade Estadual Paulista (Unesp) | 6º |
| Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) | 13º |
| Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) | 15º |
| Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) | 19º |
| Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) | 24º |
| Universidade de Brasília (UnB) | 28º |
| Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) | 36º |
| Universidade Federal do Paraná (UFPR) | 37º |
A concentração de instituições brasileiras nas primeiras posições ajuda a explicar a forte presença do país no ranking regional. Ainda assim, a posição de uma universidade em uma classificação internacional não representa, isoladamente, a qualidade de todos os seus cursos, campi ou áreas de conhecimento.
O que esse ranking mede na prática?

Os rankings universitários internacionais são construídos a partir de indicadores diferentes e, por isso, podem produzir resultados distintos para a mesma instituição.
No caso do QS Latin America & The Caribbean, uma parcela significativa da metodologia está relacionada à reputação acadêmica e à percepção dos empregadores. Também são considerados dados relacionados à produção científica, qualificação dos professores, relação entre estudantes e docentes, colaboração internacional e presença na internet.
Isso significa que uma universidade pode ter uma posição elevada no ranking sem necessariamente apresentar o melhor desempenho em todos os cursos. Da mesma forma, uma instituição que ocupa uma posição inferior pode ser particularmente forte em determinada área de conhecimento.
Por isso, para quem pretende escolher uma universidade, o ranking pode funcionar como uma referência geral, mas a análise do curso, da estrutura, da localização, das oportunidades acadêmicas e do perfil profissional deve ser feita separadamente.
Conclusão
A permanência da USP na segunda posição do ranking QS 2027 reforça a presença das universidades brasileiras entre as principais instituições de ensino superior da América Latina. O país também se destaca pela quantidade de representantes no topo da classificação, com Unicamp, UFRJ e Unesp entre as dez primeiras.
O resultado ocorre em um período de reconhecimento internacional para a USP, que também apresentou desempenho relevante em outros rankings globais. Embora essas classificações não substituam uma análise individual de cursos e universidades, elas oferecem um panorama sobre indicadores como produção científica, reputação acadêmica, pesquisa e inserção internacional.
Para estudantes e pesquisadores, os dados ajudam a dimensionar a posição das instituições brasileiras no cenário internacional e mostram a relevância da produção acadêmica do país na América Latina.
