A melhor parte de declarar o imposto de renda é receber a restituição. Assim, nessa época, em que está aberto o prazo para os contribuintes declararem seus gastos à Receita Federal, os bancos aproveitam para oferecer a antecipação do valor. Mas será que vale a pena antecipar o recebimento desse dinheiro?
Vale a pena antecipar a restituição do Imposto de Renda? Saiba quais os riscos
Instituições financeiras oferecem a antecipação da restituição aos clientes, mas a alternativa tem seus pontos positivos e negativos. Veja!
Como diz o ditado: ‘o banco trabalha com o nosso dinheiro’, e é exatamente isso que acontece com a antecipação da restituição. Ao aceitar a oferta do banco, o contribuinte recebe antes esse valor, porém, ele terá que ser pago mais adiante. Acompanhe a seguir a explicação.
Entenda como funciona a antecipação do IR
De acordo com os cálculos da Receita Federal, a restituição se refere ao valor que o contribuinte pagou a mais de impostos. O primeiro lote de devolução será pago para idosos acima dos 60 anos, portadores de deficiência física ou mental grave e contribuintes que tenham como maior fonte de renda o magistério. As próximas fases serão pagas de acordo com a ordem de chegada das declarações.
Assim, a antecipação prevê que o contribuinte receba antes deste calendário estipulado pela Receita. No entanto, especialistas alertam que, ao escolher esse método, é preciso ter planejamento sobre as finanças.
Isso pois a antecipação se configura como um empréstimo e será cobrada com juros equivalentes à data da antecipação e à data verdadeira do pagamento feito pela Receita mais o IOF presente em todas as operações financeiras.
Para Simone Sgarbi, educadora financeira, a opção tem “juros mais baixos do que outras linhas de crédito sem garantia. Antecipar esse recebimento é uma vantagem para quem tem dívidas com juros maiores do que os cobrados por esse novo empréstimo”, explica.
Quais são os riscos ?
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A principal atenção deve ser na data de devolução do dinheiro que foi antecipado. Esse pagamento vai acontecer no dia que a Receita depositar o valor para o contribuinte ou quando vencer o contrato deste empréstimo com o banco. Será o que chegar primeiro.
Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, alerta que é preciso ficar atento ao calendário e ao valor correto da restituição, pois esse montante precisará ser devolvido ao banco, com juros, na data determinada, mesmo que o contribuinte não venha a receber o dinheiro, caso caia na malha fina.
Imagem: Africa Studio e Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
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