O governo federal implementou uma nova medida que pode beneficiar milhares de brasileiros: trabalhadores com 60 anos ou mais, que exerceram atividades com carteira assinada e contribuíram ao PIS/Pasep, têm direito ao saque de um valor extra que pode ultrapassar R$ 1 mil. Essa liberação representa um reforço financeiro importante para aqueles que, após uma vida de trabalho, enfrentam os desafios da aposentadoria.
PIS/PASEP paga valor adicional de até r$ 1 mil para idosos acima de 60 anos
Governo libera valor extra do PIS/Pasep para quem tem 60 anos ou mais e trabalhou com carteira assinada. Veja como consultar, sacar e mais!
A medida alcança tanto empregados da iniciativa privada, vinculados ao Programa de Integração Social (PIS), quanto servidores públicos, vinculados ao Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Para receber, no entanto, é necessário cumprir alguns requisitos específicos e estar com os dados atualizados.
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O que é o valor extra do PIS/Pasep?
O valor extra do PIS/Pasep é um pagamento complementar disponibilizado pelo governo para trabalhadores que contribuíram ao longo de sua vida ativa, mas ainda não retiraram os saldos antigos desses fundos. A medida contempla recursos esquecidos em contas inativas, acumulados entre 1971 e 1988, período em que as contribuições eram depositadas diretamente nas cotas dos trabalhadores, antes da criação do abono salarial anual.
Com o avanço da idade da população e a necessidade de reforçar a renda de idosos, o governo federal autorizou o saque integral das cotas para trabalhadores com 60 anos ou mais, permitindo que esses recursos sejam resgatados em sua totalidade, com juros e correção monetária.
Quem tem direito ao saque do valor extra?
Para ter direito ao valor extra do PIS/Pasep, o trabalhador precisa atender aos seguintes critérios:
- Ter trabalhado com carteira assinada entre 1971 e 1988;
- Ter contribuído regularmente para o PIS (setor privado) ou Pasep (setor público);
- Ter 60 anos ou mais, independentemente de estar aposentado ou não;
- Não ter sacado anteriormente os valores disponíveis nas cotas.
Além disso, os herdeiros legais de trabalhadores falecidos que se enquadravam nesses critérios também podem solicitar o saque, desde que apresentem a documentação necessária, como certidão de óbito, comprovantes de vínculo e inventário.
Como consultar se você tem saldo a receber?
A consulta pode ser feita de forma rápida e gratuita, por meio de diversos canais oficiais. Confira:
Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)
- Aplicativo Caixa Trabalhador
- Aplicativo CAIXA Tem
- Portal Gov.br
- Telefone 0800 726 0207
- Agências da Caixa Econômica Federal
Para servidores públicos (Pasep)
- Site do Banco do Brasil
- Aplicativo do Banco do Brasil
- Telefone 4004-0001 (capitais) ou 0800-729-0001 (demais localidades)
- Agências do Banco do Brasil
No caso das consultas digitais, será necessário possuir login Gov.br (com CPF e senha) para acessar os dados. Esse login também pode ser usado para acompanhar outras informações previdenciárias e trabalhistas do cidadão.
Como é feito o pagamento do valor extra?
O pagamento é feito de forma organizada, respeitando a instituição vinculada ao vínculo empregatício:
- Empregados da iniciativa privada recebem pela Caixa Econômica Federal;
- Servidores públicos recebem pelo Banco do Brasil.
O crédito pode ser depositado automaticamente em conta ou, caso isso não ocorra, o trabalhador pode se dirigir a uma agência bancária, apresentando documento de identificação e comprovantes de vínculo empregatício, caso sejam solicitados.
Calendário de liberação dos pagamentos

O cronograma segue o mês de nascimento do beneficiário, com pagamentos escalonados de janeiro a agosto. Essa divisão tem como objetivo evitar filas e sobrecarga nos sistemas bancários.
| Mês de nascimento | Liberação do saque |
|---|---|
| Janeiro | 15 de janeiro |
| Fevereiro | 15 de fevereiro |
| Março | 15 de março |
| Abril | 15 de abril |
| Maio | 15 de maio |
| Junho | 17 de junho |
| Julho | 15 de julho |
| Agosto | 15 de agosto |
Observação: datas são aproximadas e podem sofrer ajustes conforme a liberação oficial de cada instituição.
O que fazer se o valor não for creditado automaticamente?
Caso o saque não ocorra automaticamente, o contribuinte deve verificar se houve algum problema nos dados cadastrais ou no registro de contribuições. Algumas situações comuns incluem:
- Erros no CPF ou dados bancários;
- Inconsistências na RAIS ou no eSocial;
- Falta de atualização do Cadastro Único ou do vínculo empregatício no sistema do banco.
Nesses casos, o beneficiário deve:
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- Comparecer a uma agência da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil;
- Levar documento de identidade com foto, CPF e carteira de trabalho;
- Solicitar a regularização da situação e verificar o prazo para o novo pagamento.
Documentos necessários para o saque
Para realizar o saque presencial, o trabalhador ou herdeiro deverá apresentar:
- Documento de identidade com foto (RG, CNH, passaporte ou equivalente);
- Número do PIS/Pasep (geralmente consta na carteira de trabalho);
- Comprovante de vínculo empregatício entre 1971 e 1988 (carteira de trabalho, contracheque ou declaração do empregador);
- Para herdeiros: certidão de óbito, documentação legal de inventário ou alvará judicial.
Como regularizar dados incorretos?
Caso o benefício não apareça como disponível devido a falhas cadastrais, é possível:
- Solicitar ao ex-empregador a correção das informações na RAIS ou no eSocial;
- Abrir uma solicitação formal na Caixa ou Banco do Brasil, com cópias dos documentos que comprovam o direito ao saque;
- Utilizar o canal digital do Portal Gov.br para verificar inconsistências.
Qual o valor médio pago?
Embora o valor varie conforme a quantidade de cotas acumuladas e os rendimentos aplicados, muitos trabalhadores relatam pagamentos que ultrapassam R$ 1 mil, principalmente aqueles que contribuíram durante mais tempo no período entre 1971 e 1988.
O valor inclui:
- Saldo das cotas do PIS/Pasep;
- Juros aplicados anualmente;
- Correções monetárias;
- Rendimentos acumulados até a data de saque.
Importância do benefício para os trabalhadores idosos

Esse pagamento representa mais do que uma correção histórica: é um suporte financeiro real para trabalhadores idosos, que em muitos casos não tiveram acesso a complementos de renda nos anos de serviço. Em tempos de aumento do custo de vida e dificuldade para manter o padrão econômico após a aposentadoria, esse valor extra pode ser decisivo para reforçar o orçamento, quitar dívidas ou investir em saúde e bem-estar.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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