Uma pesquisa recente divulgada pelo Procon de Maringá identificou diferenças significativas nos preços dos combustíveis praticados na cidade. O levantamento, realizado na primeira semana de julho de 2025, avaliou 80 postos de abastecimento e revelou variação de até 25,79% no preço do etanol, a maior entre os combustíveis pesquisados.
Combustíveis têm diferença de até 25% em Maringá; confira os postos com menor preço
Procon aponta variação de até 25,79% nos preços dos combustíveis em Maringá. Lula cobra fiscalização mais rigorosa contra abusos no setor.
Segundo o estudo, o litro do etanol foi encontrado em valores que vão de R$ 3,49 a R$ 4,39. Já a gasolina aditivada apresentou variação de 19,68%, com preços entre R$ 5,59 e R$ 6,69. A gasolina comum, por sua vez, oscilou 16,39%, sendo vendida entre R$ 5,49 e R$ 6,39. O diesel S10 teve flutuação de 18,21%, com valores de R$ 5,49 a R$ 6,49, enquanto o diesel S500 registrou a menor diferença: 14,84%, variando de R$ 5,39 a R$ 6,19.

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O que diz a coordenadora do Procon Maringá sobre a pesquisa
A coronel Aldilene Souza, coordenadora do Procon local, destacou a importância do levantamento para o consumidor. Segundo ela, a pesquisa oferece uma visão ampla do mercado e contribui para que o consumidor faça escolhas conscientes, aproveitando oportunidades de economia.
“Essa pesquisa é fundamental para oferecer uma visão ampla do mercado e auxiliar na tomada de decisão. O objetivo final é sempre garantir economia ao consumidor”, afirmou.
A pesquisa considera apenas os preços à vista, sem incluir promoções, programas de fidelidade ou descontos aplicados via aplicativos. É importante lembrar que os valores podem variar diariamente conforme a política de cada estabelecimento.
Fiscalização e cobranças do governo federal
No mesmo dia da divulgação da pesquisa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de um evento no Rio de Janeiro em que cobrou maior rigor na fiscalização dos preços dos combustíveis.
Lula criticou a falta de repasse dos descontos anunciados pela Petrobras para os consumidores finais e questionou os altos preços praticados, mesmo com queda nos valores das refinarias.
“Não é possível que a Petrobras anuncie o desconto de um centavo e esse desconto não chegue para o consumidor”, declarou o presidente.
Ele também mencionou o aumento abusivo nos preços do gás de cozinha:
“Se a Petrobras entrega o gás de cozinha a R$ 37, como ele chega a R$ 140 nas casas das pessoas? Alguém está ganhando demais”, afirmou.
O presidente citou a importância da atuação de órgãos como a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), Agência Nacional do Petróleo (ANP), Procons estaduais, Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e Polícia Federal para impedir abusos e garantir transparência.
Entenda a variação dos preços dos combustíveis em Maringá
A oscilação nos preços dos combustíveis pode ocorrer por diversos fatores, entre eles:
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- Custo do etanol e gasolina nas refinarias e usinas
- Taxas de distribuição e impostos estaduais e federais
- Política comercial dos postos de abastecimento
- Competitividade regional e proximidade de concorrentes
- Custos operacionais como aluguel e mão de obra
O consumidor que deseja economizar deve acompanhar essas variações e pesquisar antes de abastecer, aproveitando as melhores oportunidades.
Dicas para economizar na hora de abastecer

- Pesquise preços com antecedência: Utilize aplicativos e sites que informam os valores atualizados dos combustíveis na sua cidade.
- Observe a qualidade e procedência: Prefira postos confiáveis que ofereçam combustível de qualidade comprovada.
- Aproveite promoções legítimas: Verifique se os descontos são reais e não apenas estratégias para atrair clientes.
- Considere o tipo de combustível: Em algumas situações, o etanol pode ser mais vantajoso, dependendo do preço e do consumo do veículo.
- Evite abastecer com o tanque quase vazio: Reabastecer antes evita que o carro trabalhe mais e consuma mais combustível.
A importância da fiscalização para conter abusos
A atuação dos órgãos de defesa do consumidor e regulação é fundamental para evitar práticas abusivas, como superfaturamento e preços irregulares.
Fiscalizações regulares, autuações e transparência são ferramentas essenciais para garantir que a política de preços seja justa e beneficie o cidadão.
A pressão do governo federal sobre entidades como Senacon, ANP e Procons reforça o compromisso em proteger o consumidor, principalmente em momentos de alta nos custos globais de petróleo e derivados.
