O mercado imobiliário brasileiro passou por uma mudança importante no ranking das cidades com os imóveis residenciais novos mais caros do país. Vitória, no Espírito Santo, assumiu a primeira posição entre os municípios com maior valor médio do metro quadrado para compra, ultrapassando cidades tradicionais de Santa Catarina que há anos aparecem entre as mais valorizadas.
Mercado imobiliário de SC perde liderança, mas mantém quatro cidades no top 5
Vitória assume liderança do preço do metro quadrado no Brasil, mas Santa Catarina mantém quatro cidades entre as mais valorizadas.
Os dados fazem parte do Índice FipeZap, levantamento que acompanha mensalmente a evolução dos preços de imóveis residenciais anunciados em diversas cidades brasileiras. O estudo considera informações de anúncios publicados em plataformas digitais e serve como uma referência para acompanhar tendências do setor imobiliário.
Apesar da mudança na liderança nacional, Santa Catarina continua com forte presença no mercado de alto valor. Quatro cidades catarinenses aparecem entre as cinco primeiras colocadas no ranking, mostrando a força da valorização imobiliária no litoral do estado.
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Vitória assume liderança com metro quadrado acima de R$ 15 mil
De acordo com o levantamento mais recente do Índice FipeZap, Vitória encerrou julho com o metro quadrado residencial novo avaliado em aproximadamente R$ 15.448.
A capital capixaba ultrapassou por pequena diferença Itapema, em Santa Catarina, que registrou valor médio de R$ 15.403 por metro quadrado.
A disputa entre as duas cidades mostra um mercado bastante aquecido, já que a diferença entre a primeira e a segunda colocação ficou em apenas R$ 45 por metro quadrado.
Na sequência aparecem outros municípios catarinenses conhecidos pela valorização imobiliária, especialmente no litoral.
O ranking das cidades com maior preço médio do metro quadrado ficou assim:
- Vitória (ES): R$ 15.448 por m²
- Itapema (SC): R$ 15.403 por m²
- Balneário Camboriú (SC): R$ 15.295 por m²
- Florianópolis (SC): R$ 13.461 por m²
- Itajaí (SC): R$ 13.301 por m²
A média registrada entre os 56 municípios analisados pelo estudo ficou em R$ 9.900 por metro quadrado, com crescimento anual de 2,89%.
Santa Catarina segue como referência no mercado imobiliário de luxo
Mesmo perdendo a liderança nacional, Santa Catarina mantém uma das maiores concentrações de cidades valorizadas do Brasil.
O litoral catarinense se tornou um dos principais polos de investimentos imobiliários do país, impulsionado por fatores como turismo, qualidade de vida, infraestrutura urbana e procura por imóveis de alto padrão.
Municípios como Itapema, Balneário Camboriú, Florianópolis e Itajaí atraem compradores interessados tanto em moradia quanto em imóveis para investimento.
A valorização também está relacionada ao crescimento econômico regional, à expansão da construção civil e ao aumento da procura por apartamentos próximos ao mar.
Itapema se destaca pelo crescimento imobiliário acelerado
Itapema aparece como a cidade catarinense com o metro quadrado mais caro do estado e uma das principais referências nacionais em valorização imobiliária.
Localizada no litoral norte de Santa Catarina, a cidade combina atrativos turísticos, praias valorizadas e proximidade com outros importantes centros econômicos da região.
Segundo dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município possui cerca de 75,9 mil habitantes.
Nos últimos anos, Itapema registrou forte expansão imobiliária, especialmente com empreendimentos residenciais de alto padrão voltados para moradores, investidores e compradores de segunda residência.
A proximidade com cidades como Balneário Camboriú e Itajaí também contribui para o aumento da demanda por imóveis na região.
Balneário Camboriú mantém posição entre os imóveis mais valorizados
Conhecida pelos grandes edifícios residenciais e pelo mercado de luxo, Balneário Camboriú continua entre as cidades brasileiras com maior preço por metro quadrado.
O município registrou valor médio de R$ 15.295 por metro quadrado no levantamento.
A cidade ganhou destaque nacional pela verticalização urbana, com alguns dos edifícios residenciais mais altos do Brasil e forte presença de empreendimentos de alto padrão.
Além do mercado de compra e venda, Balneário Camboriú também possui grande participação de imóveis utilizados como segunda residência ou hospedagem temporária.
Segundo o Censo 2022, o município tem aproximadamente 138,7 mil habitantes, mas recebe milhares de visitantes durante períodos de alta temporada.
Florianópolis combina qualidade de vida e valorização imobiliária
A capital catarinense aparece na quarta posição nacional, com metro quadrado médio de R$ 13.461.
Florianópolis reúne características que impulsionam o mercado imobiliário, como qualidade de vida, presença de tecnologia, turismo e grande oferta de áreas naturais.
Com cerca de 537 mil habitantes segundo o Censo 2022, a cidade possui mais de uma centena de praias e é considerada um dos destinos mais procurados por brasileiros que buscam morar perto do litoral.
Além do turismo, Florianópolis também se consolidou como polo de inovação e negócios, atraindo profissionais qualificados e empresas de tecnologia.
Esse movimento aumentou a procura por imóveis em diferentes regiões da cidade.
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Itajaí cresce com força econômica e influência do porto
Itajaí completa o grupo de cidades catarinenses entre as cinco mais caras do Brasil para comprar imóveis novos.
O município apresentou preço médio de R$ 13.301 por metro quadrado.
Um dos principais fatores de valorização é a força econômica da cidade, que abriga um dos maiores portos do país e possui papel estratégico no comércio exterior brasileiro.
Com aproximadamente 287 mil habitantes, segundo dados divulgados pelo IBGE, Itajaí também se destaca pelo turismo, geração de empregos e expansão urbana.
A combinação entre atividade econômica e localização privilegiada ajudou a transformar o mercado imobiliário local nos últimos anos.
Por que o metro quadrado ficou tão valorizado nessas cidades?
A valorização imobiliária em cidades como Vitória e municípios do litoral catarinense envolve uma combinação de fatores.
A oferta limitada de terrenos próximos ao mar é um dos principais elementos. Regiões costeiras possuem restrições naturais e urbanísticas que reduzem a disponibilidade de novos espaços para construção.
Outro fator importante é a demanda por imóveis de alto padrão. Investidores e compradores buscam propriedades em locais considerados seguros, com infraestrutura, serviços e potencial de valorização futura.
Além disso, o crescimento do turismo e a expansão econômica regional aumentam a procura por imóveis residenciais e comerciais.
Em cidades com forte presença turística, apartamentos também podem funcionar como fonte de renda por meio de aluguel de temporada.
Como o Índice FipeZap calcula os preços dos imóveis

O Índice FipeZap acompanha a variação dos preços de imóveis residenciais anunciados na internet em diferentes cidades brasileiras.
O levantamento utiliza informações de anúncios publicados em plataformas imobiliárias e acompanha o comportamento dos valores médios ao longo do tempo.
O indicador não representa necessariamente o preço final de negociação de todos os imóveis vendidos, mas funciona como uma importante referência para analisar tendências do mercado.
Além dos valores médios, o índice permite observar quais regiões estão apresentando maior valorização ou desaceleração nos preços.
Imagem: Reprodução
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