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Voepass: Caos no Nordeste! ✈️❌ Demissões em massa, salários atrasados e passageiros no prejuízo.

A Voepass, companhia aérea regional brasileira, anunciou recentemente o cancelamento de operações em diversas cidades do Nordeste, como Fortaleza, Aracati e Jua

Bruna MachadoPor Bruna Machado4 min de leitura
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A Voepass, companhia aérea regional brasileira, anunciou recentemente o cancelamento de operações em diversas cidades do Nordeste, como Fortaleza, Aracati e Juazeiro do Norte. Com o fim das atividades em aeroportos da região, vieram as demissões de dezenas de funcionários.

O problema, no entanto, se intensificou quando os trabalhadores notaram a ausência de pagamento das verbas rescisórias e o não depósito do FGTS, gerando uma situação de incerteza e insegurança.

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Demissões no Nordeste: aeroportos afetados

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Imagem: Divulgação / Voepass

A suspensão das operações impactou diretamente os aeroportos de Fortaleza, Juazeiro do Norte, Aracati, Mossoró e Campina Grande. Segundo dados fornecidos pelo Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA), apenas em Fortaleza foram 12 demissões, enquanto Juazeiro registrou 3 dispensas.

No total, cerca de 22 trabalhadores teriam sido demitidos em cidades nordestinas, sendo a maioria composta por colaboradores em funções administrativas e de solo.

Cidades afetadas pelas demissões

  • Fortaleza (CE): 12 demissões
  • Juazeiro do Norte (CE): 3 demissões
  • Mossoró (RN): 5 demissões
  • Campina Grande (PB): 2 demissões

Além das demissões, a empresa encerrou totalmente suas atividades em várias outras cidades nordestinas, reduzindo significativamente sua malha aérea na região e deixando apenas dois destinos ativos: Recife e Fernando de Noronha.

Reclamações e falta de pagamento de direitos trabalhistas

Os ex-funcionários relatam uma série de problemas relacionados ao não cumprimento dos direitos trabalhistas. De acordo com os relatos, a Voepass não estaria pagando o FGTS regularmente e as rescisões estariam sendo feitas com promessas de pagamento parcelado ao longo de meses ou até mesmo anos.

FGTS e rescisão com pagamento parcelado

De acordo com uma ex-funcionária da empresa, que pediu para não ser identificada, a Voepass teria proposto quitar as rescisões em até 12 parcelas de meio salário mínimo.

Já o FGTS, segundo a empresa, seria depositado integralmente somente em um prazo de até cinco anos. A proposta foi considerada abusiva por muitos trabalhadores, que agora dependem do pagamento desses direitos para garantir sua subsistência.

Além disso, há relatos de que os funcionários foram orientados a tirar férias compulsórias antes da demissão. Ao retornarem, muitos receberam aviso de dispensa, sem a devida compensação financeira imediata.

Voepass e a instabilidade no ambiente de trabalho

Após um acidente aéreo envolvendo uma aeronave da Voepass, que resultou na morte de 62 pessoas no interior de São Paulo, a companhia parece ter passado por uma reestruturação de emergência. Desde então, a insegurança tomou conta dos colaboradores, que trabalharam sob pressão e com medo de novas demissões.

De acordo com relatos, a empresa não organizou reuniões presenciais para comunicar as dispensas, limitando-se a enviar documentos de rescisão por meio digital. A falta de comunicação e o ambiente de incerteza geraram insatisfação entre os ex-colaboradores, que agora enfrentam desafios para receber seus direitos trabalhistas.

Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) aciona a Justiça

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Em resposta ao impasse, o Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) anunciou que está preparando ações judiciais para garantir os direitos dos trabalhadores demitidos pela Voepass.

Segundo Lucas Viana, coordenador regional do sindicato no Nordeste, a empresa possui um histórico de descumprimento de obrigações trabalhistas, como a falta de pagamento de periculosidade e desvios de função.

“Essa empresa costuma não cumprir com o direito dos seus trabalhadores, não cumpre a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e explora seus trabalhadores com jornadas excessivas de trabalho”, declarou Lucas Viana. Ele ainda ressaltou que a entidade está buscando alternativas para assegurar o pagamento das rescisões e dos depósitos de FGTS de todos os colaboradores afetados.

Posicionamento da Voepass

Em nota, a Voepass informou que “as questões trabalhistas estão sendo devidamente tratadas”, indicando que existe um fluxo de parcelamento para o FGTS.

No entanto, o sindicato e os funcionários demitidos apontam a falta de clareza nos prazos de pagamento, o que contribui para o clima de insegurança entre os ex-trabalhadores.

Futuro das operações da Voepass

Após o acidente fatal e as demissões em massa, o futuro da Voepass permanece incerto. A companhia anunciou uma nova malha aérea, com apenas 16 destinos, e restringiu suas operações no Nordeste aos voos para Recife e Fernando de Noronha.

Segundo o SNA, há especulações de que a empresa possa retomar algumas rotas na região a partir de abril do próximo ano, mas não há garantias oficiais sobre essa expansão.

Imagem: Divulgação / Voepass

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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