As intensas chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul entre os dias 14 e 20 de junho de 2025 deixaram um rastro de destruição, provocando perdas materiais e o desalojamento de milhares de pessoas. Em resposta à tragédia, o governo estadual, em parceria com a Caixa Econômica Federal e as prefeituras municipais, ativou novamente o programa Volta por Cima, que oferece um auxílio emergencial de R$ 2 mil para famílias em situação de vulnerabilidade, por meio do aplicativo Caixa Tem.
Caixa Tem: confira se você faz parte das famílias que receberão R$ 2 mil
Programa Volta por Cima paga R$ 2 mil pelo Caixa Tem a famílias afetadas pelas chuvas no RS. Veja quem tem direito!
A medida foi amparada pela Lei Estadual nº 15.977, de 2023, criada para oferecer suporte financeiro imediato a moradores de regiões afetadas por desastres naturais no estado.
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O que é o programa Volta por Cima?
Objetivo do benefício
O Volta por Cima é um programa social e emergencial criado pelo Governo do Rio Grande do Sul para prestar assistência a famílias atingidas por enchentes, deslizamentos e demais desastres naturais. Ele garante um repasse único de R$ 2 mil por família, pago de forma direta via PIX pelo Caixa Tem, com o objetivo de auxiliar no recomeço após perdas materiais.
Histórico do programa
A iniciativa surgiu após os graves eventos climáticos de 2023 e desde então já contemplou milhares de famílias em diversas regiões do estado. Só em 2023, por exemplo, mais de R$ 250 milhões foram repassados para famílias em situação de emergência, ajudando na reconstrução de lares, compra de móveis, roupas, alimentos e itens de primeira necessidade.
Quem tem direito aos R$ 2 mil?
Critérios para recebimento do benefício
Para ter acesso ao auxílio do Volta por Cima em 2025, é necessário atender aos seguintes requisitos:
1. Residir em área atingida pelas chuvas
O beneficiário deve morar em municípios que sofreram com os efeitos das chuvas entre os dias 14 e 20 de junho de 2025, com comprovação de perdas, danos à residência ou deslocamento forçado.
2. Estar em situação de desalojamento ou desabrigo
Famílias que precisaram deixar suas casas, seja por risco de desabamento, inundação ou por determinação da Defesa Civil, têm prioridade no recebimento do auxílio.
3. Estar inscrito no CadÚnico
O responsável familiar deve estar inscrito e com dados atualizados no Cadastro Único (CadÚnico), especialmente no que se refere à composição familiar e renda mensal.
4. Renda familiar de até três salários mínimos
O limite para acesso ao benefício é de renda mensal de até R$ 4.236,00 (três salários mínimos em 2025). Famílias que superam esse teto não são elegíveis.
Como o cadastro é realizado?

Processo é feito via equipes sociais das prefeituras
Diferentemente de outros benefícios, não há cadastro individual ou via internet. Todo o processo é feito por meio das prefeituras, Defesas Civis e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que visitam as áreas afetadas, abrigos temporários e residências em risco.
As informações coletadas pelas equipes locais são enviadas para a Secretaria de Desenvolvimento Social do Estado, que realiza o cruzamento com o CadÚnico e homologa os beneficiários.
Prazos para envio de dados
Após a verificação da situação de cada família, os dados devem ser inseridos no sistema estadual em até 10 dias úteis. A partir daí, os pagamentos começam a ser processados.
Como o valor de R$ 2 mil é pago?
Depósito pelo Caixa Tem
O repasse de R$ 2 mil é feito em parcela única, por meio de transferência via PIX no aplicativo Caixa Tem. O valor é depositado automaticamente na conta em nome do CPF do beneficiário.
Caso não tenha conta no Caixa Tem
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Se o beneficiário não possuir conta ativa no Caixa Tem, o sistema da Caixa cria automaticamente uma conta digital vinculada ao CPF, que pode ser movimentada imediatamente após o pagamento.
O que pode ser feito com o dinheiro?
O valor recebido pode ser utilizado da forma que melhor atender às necessidades da família:
- Compra de alimentos, roupas, eletrodomésticos
- Pagamento de aluguéis temporários
- Compra de materiais de limpeza e reconstrução
- Pagamento de contas essenciais (água, luz, internet)
- Transferência bancária para outra conta
- Saque em lotéricas ou caixas eletrônicos da Caixa
Onde foram os maiores danos no RS?
As fortes chuvas em junho de 2025 causaram inundações severas principalmente nas seguintes regiões:
- Vale do Taquari
- Região Metropolitana de Porto Alegre
- Serra Gaúcha
- Planalto Médio e Alto Uruguai
Muitas cidades decretaram situação de emergência ou calamidade pública, e algumas comunidades ficaram isoladas por dias, enfrentando desabastecimento e perda total de moradias.
O que dizem as autoridades

Secretaria de Desenvolvimento Social
A secretária da pasta, Regina Becker, afirmou que o programa Volta por Cima representa um respiro para milhares de famílias, especialmente as que perderam tudo:
“Nosso compromisso é garantir que quem mais precisa tenha um mínimo de dignidade para reconstruir sua vida. O programa é uma política de amparo direto e emergencial.”
Caixa Econômica Federal
A Caixa informou que o aplicativo Caixa Tem foi preparado para suportar a demanda, e que todos os depósitos serão feitos de forma segura, rastreável e prática, com apoio das prefeituras para esclarecimentos.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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