O volume de vendas do varejo chegou, no mês de outubro, ao patamar de 3,4% acima do nível de fevereiro de 2020, no período pré-pandemia. Contudo, no varejo ampliado, isto é, aquele que inclui atividades de veículos e material de construção, as vendas estão 0,9% abaixo do período pré-pandemia.
Volume de vendas no varejo está 3,4% acima do período pré-pandemia, segundo IBGE
Confira o crescimento de vendas no varejo no quarto trimestre de 2022, e saiba quais os motivos desse aumento.
Vale destacar que esses dados são da Pesquisa Mensal de Comércio e foram divulgados, na última quinta-feira (8), pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Quais segmentos estão acima do patamar pré-pandemia?
Primeiramente, apenas três atividades estão acima do nível pré-pandemia, de acordo com o gerente da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos. Assim, confira quais são esses segmentos:
- artigos farmacêuticos — operam 20,0% acima do nível pré-pandemia;
- combustíveis e lubrificantes — operam 19,3% acima do nível pré-pandemia;
- supermercados — operam 4,2% acima do nível pré-pandemia.
Quais segmentos estão abaixo do patamar pré-pandemia?
- Veículos: 9,4% abaixo;
- material de construção: 3,1% abaixo;
- vestuário: 21,4% abaixo;
- móveis e eletrodomésticos: 14,3% abaixo;
- equipamentos de informática e comunicação: 9,9% abaixo;
- livros e papelaria: 35,0% abaixo;
- artigos de uso pessoal e doméstico: 2,7% abaixo.
Auxílio Brasil e aumento das vendas
Para Cristiano Santos, o principal impulso ao volume de vendas veio do pagamento do Auxílio Brasil e o aumento de trabalhadores ocupados. Além disso, o aumento na massa de renda em circulação na economia, e a desvalorização do dólar em outubro, também contribuiu para o aumento.
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Vale destacar que a desvalorização do dólar no mês de outubro beneficia os setores de eletrodomésticos e equipamentos de informática. Contudo, a taxa de juros elevada diminuiu o acesso ao crédito, e a inadimplência alta também atuou como freio à demanda das famílias.
Assim, apesar da boa sequência mensal, a segunda parcela do 13° terá um impacto menor sobre o setor de varejo, pontuou Fábio Bentes, economista da CNC. Isso porque, de acordo com ele, o pagamento de dívidas normalmente consuma a maior parcela dos recursos do décimo terceiro no final de 2022.
Imagem: Andrey_Popov | shutterstock
