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WhatsApp vai permitir mensagens para o Telegram? Entenda a novidade

WhatsApp trabalha em recurso para enviar mensagens a apps como Telegram, mas liberação deve ocorrer apenas na União Europeia. Veja como vai funcionar.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
Whatsapp

O WhatsApp está prestes a passar pela maior transformação desde a sua criação. A Meta, empresa responsável pelo mensageiro, confirmou que está desenvolvendo a interoperabilidade — um recurso que permitirá enviar e receber mensagens de outros aplicativos dentro do próprio WhatsApp, como Telegram e Signal. No entanto, apesar da novidade parecer revolucionária, ela não será liberada para o mundo todo.

Segundo informações divulgadas pelo WABetaInfo, plataforma que monitora recursos em desenvolvimento do WhatsApp, a funcionalidade já começou a aparecer na versão Beta em alguns dispositivos, mas somente para usuários localizados na União Europeia. A restrição acontece porque a iniciativa não é, a princípio, uma escolha comercial da Meta, e sim uma obrigação legal para cumprir a Lei de Mercados Digitais (DMA), legislação que impõe regras mais rígidas às Big Techs.

A seguir, entenda o que é a interoperabilidade, como ela vai funcionar, quais apps podem ser integrados e por que o Brasil ficará de fora — pelo menos inicialmente.

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O que é interoperabilidade e por que o WhatsApp terá que adotá-la

A interoperabilidade é a capacidade de sistemas diferentes se comunicarem entre si. No contexto do WhatsApp, significa permitir o envio e o recebimento de mensagens de outros apps dentro da plataforma, sem que o usuário precise baixar ou abrir outro aplicativo.

Por que isso está acontecendo

A União Europeia considera que algumas empresas de tecnologia têm poder excessivo sobre setores inteiros da economia digital, e por isso criou a Lei de Mercados Digitais (Digital Markets Act — DMA). Essa lei determina que serviços classificados como “gatekeepers” — plataformas consideradas essenciais e que controlam o acesso de milhões de usuários — não podem impedir a concorrência.

A Meta foi obrigada a se adequar porque:

  • O WhatsApp tem mais de 2 bilhões de usuários ativos no planeta.
  • A empresa também controla o Facebook e o Instagram, ampliando sua influência.
  • A interoperabilidade é vista como uma forma de evitar monopólios na comunicação digital.

Em outras palavras, o WhatsApp não pode mais impedir que uma pessoa que usa Telegram envie uma mensagem para alguém que prefere WhatsApp.

Como o WhatsApp vai trocar mensagens com outros aplicativos

Conversas com apps de terceiros

O recurso permitirá que o usuário receba mensagens de outras plataformas sem sair do WhatsApp. Entre os apps que já são considerados potenciais candidatos estão:

  • Telegram
  • Signal
  • BirdyChat (já compatível na versão Beta)
  • Outros mensageiros que quiserem aderir

De acordo com imagens divulgadas pelo WABetaInfo, o WhatsApp terá uma nova área chamada “Apps de terceiros”, onde ficará a lista de plataformas integradas.

Como vai funcionar na prática

Fluxo básico da integração

  1. O usuário recebe uma mensagem enviada a partir de outro aplicativo.
  2. A conversa aparece no WhatsApp, em uma seção separada.
  3. O usuário pode responder normalmente, como faz com qualquer contato.

Segurança continua sendo prioridade

Mesmo com a integração, a Meta confirmou que pretende manter funcionalidades como:

  • Criptografia de ponta a ponta
  • Respostas diretas a mensagens
  • Controle de privacidade nas configurações

A Meta ainda não divulgou qual protocolo de comunicação será adotado, mas especialistas acreditam que a empresa pedirá que os apps respeitem o mesmo padrão de criptografia.

Quais apps terão integração com o WhatsApp

Até o momento, não há uma lista oficial. A escolha depende dos próprios aplicativos: para integrar-se ao WhatsApp, o mensageiro interessado terá que adaptar seu sistema às regras impostas pela Meta e pelas normas da DMA.

Segundo o WABetaInfo:

  • A plataforma BirdyChat já aparece como integrada na versão Beta.
  • Espera-se que Telegram e Signal sejam os próximos da lista.

Por que alguns apps podem não querer integrar-se

Apesar de parecer vantagem, existem fatores de resistência:

  • Muitos apps usam a interoperabilidade como diferencial de privacidade.
  • Integração pode significar abrir mão de parte do controle sobre os usuários.

Um exemplo é o próprio Telegram, que já demonstrou críticas à forma como a Meta lida com criptografia.

O recurso chegará ao Brasil?

Infelizmente, não.

Por que o Brasil ficará de fora

A interoperabilidade foi criada para cumprir leis da União Europeia, não como parte de uma estratégia global do WhatsApp. Como o Brasil não tem uma legislação equivalente à DMA, não há obrigatoriedade para que o recurso seja ativado no país.

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Outros motivos citados por especialistas:

  • Risco de aumento de golpes via apps de terceiros
  • Adoção gradual para evitar falhas de segurança
  • Testes priorizados onde há exigência legal

Existe chance de chegar futuramente?

Sim, mas depende de dois fatores:

  • Avaliação de segurança na União Europeia
  • Existência de demanda ou obrigatoriedade legal em outros países

Se a UE provar que o recurso é seguro e viável, outros governos podem começar a pressionar por modelos semelhantes.

Impactos para o usuário: o que vai mudar

Benefícios

  • Menos necessidade de alternar entre apps diferentes
  • Mais liberdade para escolher o aplicativo preferido
  • Redução de dependência de um único serviço digital

Riscos

  • Possível aumento de mensagens indesejadas
  • Maior exposição a golpes em apps menos seguros
  • Dificuldade inicial de adaptação

Conclusão

A interoperabilidade do WhatsApp representa uma mudança histórica no cenário de comunicação digital. Pela primeira vez, diferentes aplicativos poderão conversar entre si, quebrando a lógica de plataformas fechadas.

Contudo:

  • A novidade será liberada apenas para os países da União Europeia.
  • O Brasil não tem previsão de receber o recurso.
  • A integração ainda está em fase de testes.

Enquanto isso, resta aos brasileiros acompanhar a evolução e torcer para que o recurso seja expandido no futuro.

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Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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