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Você pode estar sendo substituído — mas não pela IA. Saiba por quem!

Descubra o que é workslop e como a IA pode estar criando retrabalho em vez de produtividade. Saiba os riscos e como se proteger. Leia mais!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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O debate sobre a inteligência artificial no ambiente de trabalho ganhou um novo capítulo em 2025. Um estudo recente revelou que, ao contrário do que muitos acreditam, a ameaça imediata não está em a IA substituir empregos diretamente, mas em algo chamado workslop — um termo que descreve tarefas artificiais e mal executadas produzidas por ferramentas de IA.

Esse fenômeno está afetando a produtividade, os custos das empresas e até a confiança dos trabalhadores. Continue a leitura para entender como o workslop está mudando o mercado e o que isso significa para o seu futuro profissional.

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O que é o workslop?

Emprego IA
Imagem: Stock-Asso / Shutterstock

O termo workslop ganhou destaque após uma pesquisa publicada pela Harvard Business Review em parceria com Stanford e BetterUp Labs. Ele descreve a produção de trabalhos que parecem sofisticados, mas carecem de substância real.

Exemplos comuns incluem:

  • Relatórios extensos com jargões vazios.
  • Apresentações em PowerPoint elegantes, mas sem conteúdo útil.
  • Linhas de código que parecem funcionais, mas não resolvem problemas.

Ou seja, é um tipo de trabalho que aparenta ser produtivo, mas que não contribui de forma efetiva para os resultados.

Por que o workslop preocupa empresas

Segundo a pesquisa, 40% dos funcionários entrevistados nos EUA afirmaram ter recebido workslop de colegas nos últimos 30 dias.

Esse falso trabalho gera custos diretos:

  • Em média, cada funcionário gasta duas horas por semana corrigindo ou refazendo tarefas.
  • Isso representa um “imposto invisível” estimado em US$ 186 por mês por colaborador.
  • Em uma empresa de 10 mil pessoas, a perda pode ultrapassar US$ 9 milhões anuais em produtividade.

Ou seja, a IA não está eliminando empregos — está criando retrabalho.

O impacto para trabalhadores

Para os profissionais, lidar com workslop significa:

  • Perda de tempo com revisões desnecessárias.
  • Sobrecarga mental, já que precisam corrigir o que deveria ter sido entregue pronto.
  • Frustração, pois a sensação é de que o esforço genuíno é substituído por resultados artificiais.

Um gerente de varejo, por exemplo, relatou ter perdido dias refazendo relatórios produzidos com ajuda de IA — reuniões adicionais, checagens de dados e retrabalho pessoal fizeram a tarefa custar muito mais do que deveria.

IA: vilã ou ferramenta mal usada?

Embora o workslop esteja diretamente ligado ao uso de ferramentas de IA, os pesquisadores destacam que o problema não está apenas na tecnologia, mas também em como as empresas a utilizam.

Muitos gestores incentivam os funcionários a usarem IA, mas sem critérios claros de qualidade ou verificação. Isso gera um ciclo:

  1. O funcionário usa IA para economizar tempo.
  2. O resultado parece profissional, mas é raso.
  3. Outro funcionário precisa revisar, corrigir ou refazer.
  4. A produtividade cai e os custos aumentam.

Ou seja, o discurso de que a IA vai substituir trabalhadores contrasta com a realidade: ela está gerando mais tarefas para os humanos corrigirem.

CEOs e o discurso da substituição

Apesar desses problemas práticos, líderes de grandes empresas continuam defendendo a ideia de que a IA substituirá empregos em larga escala.

  • Andy Jassy, CEO da Amazon, afirmou que a IA “vai remodelar radicalmente o trabalho de colarinho branco”.
  • Dario Amodei, da Anthropic, falou em um “banho de sangue dos colarinhos brancos”.
  • Sam Altman, da OpenAI, insiste que a adoção rápida da IA é essencial para “vencer” no mercado.

No entanto, pesquisas recentes, como um estudo do MIT, mostram que a IA não tem gerado ganhos reais de receita nas empresas. Pelo contrário, tem criado novas formas de desperdício.

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Quem está realmente sendo substituído

A grande ironia é que, enquanto os executivos falam sobre substituição em massa, quem acaba sobrecarregado são os próprios trabalhadores que já vivem sob pressão.

Jovens profissionais, muitas vezes endividados com empréstimos estudantis, recorrem à IA para ganhar tempo. Mas em vez de serem reconhecidos, enfrentam críticas de gestores e acabam acumulando mais responsabilidades.

Assim, o discurso da substituição serve mais como narrativa corporativa do que como realidade do mercado. No curto prazo, quem está sendo “substituído” é o tempo produtivo e o foco dos trabalhadores.

Como evitar o workslop

trabalho temporário
Imagem: Freepik

Para que a IA seja uma aliada, empresas e trabalhadores precisam adotar práticas claras:

  • Estabelecer critérios de qualidade para trabalhos feitos com IA.
  • Combinar IA com supervisão humana, sem transferir toda a responsabilidade.
  • Investir em treinamento para uso consciente das ferramentas.
  • Recompensar resultados reais, e não apenas a aparência de produtividade.

Dessa forma, o workslop pode ser reduzido e a IA pode, de fato, trazer benefícios.

Recapitulando

O conceito de workslop mostra que a IA, longe de substituir empregos em massa, está gerando novos desafios no ambiente de trabalho. O que parece eficiência pode se transformar em retrabalho caro e improdutivo, prejudicando empresas e sobrecarregando trabalhadores.

A questão não é se a IA vai tirar seu emprego, mas se ela está ajudando ou atrapalhando a forma como você trabalha hoje.

Com informações de: CNN Brasil

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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