O início de 2026 reacende uma dúvida recorrente entre aposentados e pensionistas: afinal, qual é a diferença entre a primeira e a segunda parcela do 13º salário do INSS? Embora o benefício seja pago todos os anos, muitos segurados ainda se surpreendem com o valor menor na segunda etapa — principalmente por causa dos descontos.
2ª parcela do 13º do INSS pode vir com desconto; entenda
Saiba o que muda entre a 1ª e 2ª parcela do 13º do INSS em 2026 e como os descontos afetam o valor final.
O 13º salário pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social é um direito garantido aos beneficiários que recebem aposentadorias, pensões por morte e auxílios previdenciários decorrentes de contribuição. Ele funciona como um abono anual, semelhante ao pago aos trabalhadores com carteira assinada.
Com o salário mínimo reajustado para R$ 1.621 em 2026 e o teto previdenciário também atualizado, o valor do abono acompanha esses novos parâmetros, impactando diretamente o orçamento de milhões de brasileiros.
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Como funciona a primeira parcela do 13º do INSS?
Pagamento sem descontos
A primeira parcela corresponde a 50% do valor bruto do benefício mensal. O principal ponto de atenção é que ela é paga sem qualquer desconto — inclusive sem retenção de Imposto de Renda.
Isso significa que o aposentado recebe exatamente metade do valor bruto que ganha por mês. Quem recebe um salário mínimo, por exemplo, terá direito a metade desse valor na primeira parcela, integralmente.
Mesmo quem recebe acima do piso ou próximo ao teto não sofre desconto nesse primeiro pagamento. Por isso, muitos segurados encaram essa etapa como um “adiantamento limpo” do abono anual.
Quando é paga?
Embora o governo federal ainda não tenha publicado decreto oficial em 2026, nos últimos anos o pagamento foi antecipado entre abril e junho. Caso o modelo tradicional seja retomado, os depósitos costumam ocorrer em duas etapas: agosto e novembro.
O calendário segue o número final do benefício, desconsiderando o dígito verificador, conforme divulgado oficialmente pelo INSS.
O que muda na segunda parcela?
Incidência de descontos obrigatórios
A segunda parcela completa o valor total do 13º salário, mas é nela que incidem os descontos obrigatórios.
O principal deles é o Imposto de Renda, quando o beneficiário não está dentro da faixa de isenção. O tributo é retido diretamente na fonte, conforme as regras da Receita Federal do Brasil.
É por isso que, em muitos casos, o valor líquido da segunda parcela é menor do que o da primeira.
Exemplo prático
Imagine um aposentado que recebe acima da faixa de isenção do IR. Na primeira parcela, ele recebe 50% do benefício bruto, sem descontos. Já na segunda, além de completar os outros 50%, haverá retenção do imposto, reduzindo o valor final depositado.
Esse é o principal motivo da diferença entre as duas parcelas.
Quem recebe o 13º proporcional?
Outro ponto importante é a proporcionalidade. Quem começou a receber o benefício ao longo de 2026 não terá direito ao valor integral do 13º.
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O cálculo é feito com base no número de meses em que o segurado esteve vinculado ao INSS naquele ano. Cada mês conta como 1/12 do valor total do abono.
Por exemplo, se a aposentadoria foi concedida em julho, o beneficiário terá direito a seis meses proporcionais do 13º.
Todos os benefícios dão direito ao 13º?
Têm direito ao abono anual:
- Aposentadorias
- Pensão por morte
- Auxílio por incapacidade temporária
- Auxílio-acidente
- Auxílio-reclusão
Não recebem 13º os beneficiários do BPC/Loas, pois o benefício assistencial não é vinculado à contribuição previdenciária.
Impacto do reajuste do salário mínimo em 2026
Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621 e o teto previdenciário reajustado, tanto o valor mensal dos benefícios quanto o 13º acompanham a atualização.
Para quem depende exclusivamente do INSS, o abono representa um reforço essencial no orçamento, ajudando a pagar dívidas, comprar medicamentos ou equilibrar as contas do fim de ano.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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