Milhões de segurados do INSS começam o ano com a mesma dúvida: a primeira parcela do 13º salário será menor em 2026? A preocupação é legítima. O pagamento do abono anual costuma coincidir com um período de pressão no orçamento, com despesas como impostos, remédios, alimentação e contas acumuladas.
INSS 2026: o que é tributável no 13º salário
Entenda se a 1ª parcela do 13º do INSS em 2026 terá descontos, como é feito o cálculo e quando o pagamento pode ocorrer.
Nos bastidores do governo, decisões sobre antecipação, calendário e regras de pagamento sempre geram expectativa. Embora o calendário oficial ainda dependa de ato do Executivo, já é possível explicar, com base nas normas vigentes e na prática dos últimos anos, como funciona o 13º do INSS, quem recebe, como é feito o cálculo e se há descontos na primeira parcela.
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Como funciona o 13º salário pago pelo INSS
O chamado 13º do INSS é tecnicamente o abono anual pago aos segurados que recebem benefícios previdenciários. Ele segue lógica parecida com o 13º dos trabalhadores com carteira assinada, mas tem regras próprias.
O pagamento é dividido em duas parcelas:
Primeira parcela
Corresponde, em regra, a 50% do valor do benefício que o segurado recebe no mês de referência. Essa parte funciona como um adiantamento do abono anual.
Segunda parcela
É a parte complementar, que fecha o valor total do 13º. Nela podem incidir descontos obrigatórios, como o Imposto de Renda, conforme a faixa de renda do beneficiário.
Nos últimos anos, o Governo Federal passou a usar a antecipação do 13º como medida de estímulo à economia e apoio à renda de aposentados e pensionistas, com pagamentos concentrados ainda no primeiro semestre.
A primeira parcela do 13º do INSS será menor em 2026?
Pelas regras atuais, não. A primeira parcela não costuma sofrer descontos e, por isso, não é “menor” por causa de tributos.
Ela equivale a metade do valor bruto do benefício mensal. Ou seja:
Se o segurado recebe R$ 1.800 por mês, a tendência é que a primeira parcela seja de aproximadamente R$ 900.
Se recebe R$ 3.000, a primeira parcela gira em torno de R$ 1.500.
Por que existe essa dúvida?
Muitos beneficiários confundem a redução da segunda parcela com a primeira. É na segunda parte que podem aparecer:
- Desconto de Imposto de Renda, quando devido
- Ajustes de valores proporcionais
- Situações específicas, como cessação ou início recente do benefício
Como a primeira parcela costuma ser paga sem esses abatimentos, ela geralmente chega “cheia” ao segurado.
Quem tem direito ao 13º do INSS
Recebem o abono anual segurados que, em algum mês do ano-base, tenham recebido benefícios como:
Aposentadorias
Incluem aposentadoria por idade, por tempo de contribuição, por invalidez e demais modalidades previdenciárias.
Pensão por morte
Dependentes de segurados falecidos que recebem pensão também têm direito ao 13º proporcional.
Benefícios por incapacidade
Como o auxílio por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença, e o auxílio-acidente.
Auxílio-reclusão
Pago a dependentes de segurados de baixa renda em regime fechado.
Não têm direito ao 13º:
Beneficiários do BPC, o Benefício de Prestação Continuada, por se tratar de benefício assistencial e não previdenciário.
Como é feito o cálculo do 13º do INSS
O valor do 13º não é fixo. Ele depende de dois fatores principais:
Valor do benefício mensal
O ponto de partida é quanto o segurado recebe normalmente por mês.
Número de meses recebidos no ano
O cálculo é proporcional. Cada mês em que o benefício foi pago conta como um “avo”.
Fórmula simplificada:
valor do benefício ÷ 12 × número de meses recebidos no ano
Exemplos práticos
Benefício de um salário mínimo durante todo o ano
Quem recebe o piso durante os 12 meses tem direito ao valor integral do salário mínimo como 13º, dividido em duas parcelas de 50%.
Benefício acima do mínimo por 12 meses
Um segurado que receba R$ 4.000 ao longo de todo o ano terá 13º total de R$ 4.000. A primeira parcela tende a ser R$ 2.000. A segunda pode sofrer desconto de IR, dependendo da faixa.
Recebimento por apenas 6 meses
Se o benefício começou no meio do ano, o valor será proporcional. Um benefício de R$ 2.000 por 6 meses gera um 13º de cerca de R$ 1.000 no total, dividido entre as duas parcelas.
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Quando o 13º do INSS pode ser pago em 2026
O calendário oficial depende de decreto presidencial, geralmente anunciado pelo governo federal e divulgado pelo Ministério da Previdência Social e pelo próprio INSS.
Nos últimos anos, a prática tem sido:
Primeira parcela entre abril e maio
Segunda parcela entre maio e junho
Essa antecipação, que antes não era regra, tornou-se recorrente desde 2020, especialmente em contextos de estímulo econômico.
Onde consultar datas e valores
O segurado pode acompanhar tudo pelos canais oficiais:
Aplicativo e site Meu INSS
No Meu INSS é possível consultar:
- Extrato de pagamento
- Valor do benefício
- Detalhamento do 13º
- Histórico de créditos
Basta acessar com CPF e senha da conta gov.br.
Telefone 135
A central telefônica também informa datas, valores e orientações, de segunda a sábado.
O que pode reduzir o valor total recebido no 13º
Mesmo que a primeira parcela costume vir sem descontos, o valor total do abono pode ser menor em algumas situações:
- Benefício recebido por poucos meses no ano
- Suspensão ou cessação do benefício antes do fim do ano
- Descontos de Imposto de Renda na segunda parcela
- Decisões judiciais ou revisões que alterem o valor mensal
Por isso, é essencial acompanhar o extrato no Meu INSS e verificar se os valores batem com o histórico do benefício.
Conclusão
Pelas regras atuais, não há previsão de que a primeira parcela do 13º do INSS em 2026 seja menor por causa de descontos. Ela tende a corresponder a metade do valor bruto do benefício e, em geral, é paga sem abatimentos de Imposto de Renda.
A maior variação ocorre na segunda parcela e nos casos de pagamento proporcional ao tempo de recebimento do benefício. Como o calendário oficial ainda depende de ato do governo, a recomendação é acompanhar os canais oficiais e evitar informações não confirmadas.
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