O início de 2026 reacende uma dúvida comum entre aposentados, pensionistas e beneficiários de auxílios previdenciários: qual é a diferença entre a primeira e a segunda parcela do 13º salário do INSS? Embora o pagamento seja conhecido como abono anual, as regras sobre descontos, proporcionalidade e Imposto de Renda ainda geram confusão.
13º salário do INSS: qual parcela será maior?
Entenda a diferença entre a 1ª e a 2ª parcela do 13º do INSS em 2026, veja quem tem direito, como funcionam os descontos de IR, valores atualizados e calendário de pagamento.
O 13º do INSS é garantido a segurados que recebem benefícios previdenciários de caráter contributivo. A diferença central entre as duas parcelas está no valor líquido depositado e na incidência de descontos obrigatórios, especialmente o Imposto de Renda.
A seguir, você confere uma explicação detalhada, com base nas regras aplicadas pelo Instituto Nacional do Seguro Social e na legislação previdenciária vigente.
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Quem tem direito ao 13º do INSS
O 13º salário é pago aos beneficiários que recebem:
- Aposentadorias
- Pensão por morte
- Auxílio por incapacidade temporária
- Auxílio-acidente
- Auxílio-reclusão
Não têm direito ao 13º os beneficiários do BPC/Loas, pois esse benefício assistencial não exige contribuição previdenciária.
Regras gerais do pagamento
O valor do 13º corresponde ao total do benefício recebido no ano. Para quem já estava aposentado ou pensionista em janeiro, o valor é integral. Já quem começou a receber ao longo de 2026 tem direito proporcional aos meses de benefício.
Exemplo prático:
Se um segurado começou a receber aposentadoria em julho de 2026, terá direito a 6/12 do 13º.
Qual é a diferença entre a 1ª e a 2ª parcela do 13º do INSS
A principal diferença está nos descontos.
Primeira parcela: 50% sem descontos
A primeira parcela corresponde a 50% do valor bruto do benefício mensal.
Ela é paga sem qualquer desconto, inclusive sem Imposto de Renda, mesmo para quem recebe acima da faixa de isenção. Por isso, costuma ser vista como um adiantamento “limpo”.
Exemplo:
Aposentado que recebe R$ 2.500 por mês:
Primeira parcela do 13º = R$ 1.250
Valor depositado = R$ 1.250
Não há desconto de IR nem de contribuição.
Segunda parcela: valor com possíveis descontos
A segunda parcela completa o valor total do 13º. É nela que ocorre a incidência do Imposto de Renda para quem não está na faixa de isenção.
Se houver retenção, o valor líquido será menor que o da primeira parcela.
Exemplo:
Benefício mensal: R$ 2.500
13º total: R$ 2.500
Primeira parcela paga: R$ 1.250
Segunda parcela bruta: R$ 1.250
Caso haja desconto de IR de R$ 120, por exemplo:
Valor líquido da segunda parcela = R$ 1.130
Essa diferença costuma gerar surpresa entre segurados que esperam receber o mesmo valor das duas parcelas.
Como funciona o desconto do Imposto de Renda
O desconto segue a tabela vigente da Receita Federal.
A retenção incide apenas na segunda parcela e depende:
- Do valor total do benefício
- Da idade do beneficiário
- Da existência de dependentes
- De outras fontes de renda
Importante destacar que aposentados com 65 anos ou mais têm direito a uma faixa adicional de isenção mensal sobre rendimentos previdenciários, o que pode reduzir ou eliminar o desconto.
O 13º do INSS em 2026: valores atualizados
Com o salário mínimo fixado em R$ 1.621 em 2026, o piso dos benefícios previdenciários acompanha esse valor.
Isso significa que:
Quem recebe um salário mínimo terá:
13º total = R$ 1.621
1ª parcela = R$ 810,50
2ª parcela = R$ 810,50 (sem IR, se estiver isento)
Já os benefícios acima do piso seguem o teto previdenciário atualizado, o que eleva o valor máximo do 13º.
Segundo dados oficiais do governo federal, mais de 39 milhões de benefícios são pagos mensalmente no país, o que demonstra o impacto econômico significativo da antecipação do 13º.
Calendário de pagamento em 2026
Até o momento, o governo federal não publicou decreto oficial confirmando antecipação.
Nos últimos anos, o pagamento foi antecipado para o primeiro semestre, geralmente entre abril e junho. Caso o modelo tradicional seja retomado, o calendário padrão prevê:
- Primeira parcela em agosto
- Segunda parcela em novembro
O cronograma segue o número final do benefício, desconsiderando o dígito verificador.
Proporcionalidade: quem recebe menos que o valor integral
Quem começou a receber benefício durante o ano não tem direito ao valor cheio.
O cálculo considera:
Número de meses com benefício ativo ÷ 12 × valor mensal
Exemplo:
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Benefício de R$ 3.000 iniciado em março.
Meses com benefício em 2026: 10
13º proporcional = 10/12 × 3.000
Total aproximado = R$ 2.500
Impacto econômico do 13º do INSS
A antecipação do 13º se tornou uma estratégia econômica nos últimos anos para estimular consumo e movimentar o comércio.
Economistas apontam que bilhões de reais entram na economia com a liberação das parcelas, beneficiando principalmente:
- Setor varejista
- Supermercados
- Farmácias
- Serviços
Para milhões de aposentados, o valor também serve para:
- Quitar dívidas
- Pagar despesas médicas
- Organizar orçamento anual
Como consultar o valor do 13º
O segurado pode consultar o extrato pelo:
- Aplicativo Meu INSS
- Site do Meu INSS
- Central telefônica 135
O extrato detalha:
- Valor bruto
- Descontos
- Valor líquido
- Data de pagamento
Dúvidas comuns sobre o 13º do INSS
O BPC recebe 13º?
Não. Beneficiários do BPC não recebem 13º porque o benefício é assistencial.
A primeira parcela pode ter desconto?
Não. A primeira parcela é sempre paga sem desconto de Imposto de Renda.
O 13º pode ser bloqueado?
Pode haver bloqueio em casos de irregularidades cadastrais ou pendências no benefício. Por isso, manter dados atualizados no Meu INSS é essencial.
Conclusão
A diferença entre a primeira e a segunda parcela do 13º do INSS está principalmente nos descontos. A primeira parcela é paga integralmente, sem abatimentos. Já a segunda pode sofrer retenção de Imposto de Renda, reduzindo o valor líquido recebido.
Além disso, quem começou a receber benefício ao longo do ano tem direito ao valor proporcional. Com o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621, o abono anual também cresce em 2026, trazendo alívio financeiro a milhões de brasileiros.
Entender essas regras ajuda o segurado a planejar melhor seu orçamento e evitar surpresas no momento do depósito.
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