O governo anunciou que vai chamar mais de 5 milhões de brasileiros para fazer a atualização das informações do Cadastro Único (CadÚnico). O objetivo é encontrar os beneficiários que estão recebendo o Bolsa Família de forma irregular.
1,7 milhão de pessoas podem perder benefícios do CadÚnico
Governo começa a convocar as pessoas que precisam atualizar o CadÚnico, a expectatica é que 1,7 milhão de cadastros irregulares. Saiba mais!
Esse grupo é composto por famílias unipessoais que estão recebendo o auxílio social. Destes, 51% tem entre 22 e 50 anos e a maioria é do sexo masculino. Assim, a ideia é identificar os casos de divisão artificial das famílias.
Ou seja, quando uma pessoa se apresenta como família unipessoal para receber o benefício, mas, na verdade, faz parte de um grupo familiar mais extenso. A expectativa do governo é que, com a atualização do CadÚnico, 1,7 milhão de beneficiários deixem de fazer parte do programa.
Atualização do CadÚnico servirá para identificar irregularidades
É possível observar um aumento do número de famílias unipessoais que fazem parte dos programas sociais do governo, uma vez que, desde o início do Auxílio Brasil, o número de famílias formadas por uma pessoa aumentou mais de 200%.
O maior crescimento foi identificado a partir de 2021, quando o Auxílio Brasil começou a pagar R$ 600 para todas as famílias independentemente da quantidade de membros.
As pessoas que precisam fazer a atualização do CadÚnico começarão a ser chamadas a partir de março. Portanto, elas devem comparecer ao Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) com documentos que comprovem a sua situação financeira.
De acordo com a secretária do Ministério do Desenvolvimento Social, responsável pelas avaliações dos cadastros, famílias unipessoais que cumpram os requisitos do Bolsa Família não correm o risco de ter o benefício suspenso.
Requisitos do Bolsa Família
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As pessoas cadastradas no CadÚnico e que querem receber o Bolsa Família precisam ter uma renda de R$ 260 mensais por membro da família. Assim, quem tiver uma renda per capita de mais de R$ 525 será retirado do programa.
Para garantir uma análise correta da documentação, o governo vai investir quase R$ 200 milhões no treinamento do pessoal que atua nos CRAS dos municípios brasileiros.
Imagem: Sidney de Almeida / shutterstock.com
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