A Americanas não é a única empresa com registro de rombo nas suas contas nos últimos anos. Nesse sentido, outras organizações, como a Kraft Heisz, CVC, IRB Brasil, Via e Grupo Itapemirim também já protagonizaram casos de inconsistências contábeis.
4 empresas famosas que tiveram rombos nas contas, assim como a Americanas
Enquanto situação da varejista se desenrola, relembre outros casos de empresas que identificaram rombos nas contas. Leia agora
Porém, cada corporação teve um desfecho diferente, e uma delas chegou a ter a falência decretada. Todavia, vale lembrar que o caso mais recente, da varejista fundada em 1929, segue em aberto. Atualmente, a Americanas protagoniza disputas, na Justiça, com diversos bancos.
As instituições financeiras acusam gestores e seus principais acionistas – Jorge Paulo Lemmann, Carlos Sicupira e Marcel Teles – de fraude. Anteriormente, a Americanas ingressou com um pedido de recuperação judicial. Confira abaixo outras empresas que identificaram rombos nas contas.
Acionista das Americanas têm vivência com rombos nas contas
Antes de tudo, vale destacar que o trio Lemann, Telles e Sicupira acumula alguma experiência com empresas que identificaram rombos. Eles também são os principais acionistas da fabricante de alimentos Kraft Heinz.
De acordo com o portal UOL, em 2019, a comissão reguladora do mercado de capitais nos EUA identificou distorções em balanços da empresa entre 2016 e 2018. Os problemas eram especialmente concentrados na área de compras, acusada de ocultar gastos e superdimensionar lucros.
A Kraft Heinz retificou e republicou seus balanços, que passaram a apontar baixa contábil de US$ 15,4 bilhões — ou R$ 57,6 bilhões na época. Por fim, com o objetivo de encerrar as investigações sobre o caso, em 2021, a organização fez um acordo e pagou uma multa no valor de US$ 62 milhões.
Os rombos nas contas da CVC e IRB Brasil
Em 2020, quando preparava o balanço de 2019, a CVC encontrou indícios de erros contábeis em valores transferidos a fornecedores. Primeiramente, a empresa disse que o rombo significava um impacto de R$ 250 milhões entre 2015 e 2019. Porém, o valor foi ajustado para R$ 362 milhões.
Um ano depois, após a situação se arrastar por meses, quatro membros do Conselho de Administração renunciaram. Do mesmo modo, no final de 2019, problemas foram identificados em balanços trimestrais da IRB Brasil. Os supostos erros da resseguradora foram identificados pela gestora Squadra Investimento.
Assim, a empresa teve, nos primeiros meses de 2019, um prejuízo de R$ 112 milhões, embora tenha divulgado um lucro de R$ 1,39 bilhão. A situação custou ao menos R$ 24 bilhões, em valor de mercado, a IRB Brasil. Uma investigação interna confirmou as irregularidades, mas os culpados não foram expostos.
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Os casos da Via e Grupo Itapemirim
Em 2019, a empresa de comércio varejista Via alertou para indícios de fraudes em balanços que variavam entre R$ 1,05 bilhão a R$ 1,2 bilhão. Boa parte do rombo na dona da Casas Bahia, Ponto e Extra.com era relacionada ao pagamento de processos trabalhistas. Uma investigação independente acabou confirmando uma fraude estimada em R$ 1,19 bilhão.
Por fim, fechando a lista de empresas que identificaram rombos em suas contas, está o Grupo Itapemirim. A companhia de transporte rodoviário teve sua falência decretada em 2022.
Com a sentença do poder Judiciário, ficou definido que o administrador judicial vendesse todos os bens da empresa. A organização acumulava aproximadamente R$ 2,8 bilhões em débitos tributários. O Grupo Itapemirim esteve em recuperação judicial desde 2016.
Imagem: Arthur Matsuo / shutterstock.com
