Na quarta-feira, 18 de março, o Banco Central do Brasil pode se basear nos temores provocados pela expansão do coronavírus e na instabilidade da política e da economia brasileira para voltar a reduzir a taxa básica de juros. Em um ano, a Selic passou de 6,5% ao ano (em fevereiro de 2019) para os atuais 3,75% ao ano. Portanto, com isso, muitos economistas esperam novas reduções. O aplicativo de gestão financeira e curadoria de produtos Guiabolso investigou as estratégias diante deste cenário e descobriu que a maioria das pessoas (60%) quer mudar os tipos de investimento na carteira.

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60% dos investidores querem mudar de estratégia para compensar juros mais baixos

“O investidor se vê frustrado diante dos baixos rendimentos de aplicações de renda fixa e, mais recentemente, da volatilidade da bolsa de valores. O objetivo da mudança de carteira é tentar ter um rendimento satisfatório a ponto de superar a inflação e, principalmente, os investimentos tradicionais”, diz a economista do Guiabolso, Yolanda Fordelone. A boa notícia é que a maioria das pessoas (80%) já tem feito aplicações neste ano.

Caminhos escolhidos

Quase 55% dos investidores interessados em mudar de plano pretendem aproveitar o atual cenário de juros mais baixos e mercado financeiro instável para investir na Bolsa de Valores e nos fundos imobiliários, duas opções voltadas para perfis mais arrojados.

Para a economista, os interessados precisam conhecer muito bem o próprio perfil e as características do investimento escolhido. “No caso da Bolsa de Valores, por exemplo, o período de seguidas quedas pode ser um atrativo para comprar alguma ação que esteja com preço baixo. O desafio é ter a paciência para esperar a recuperação do preço ou mesmo coragem para sair do papel caso reconheça que a análise foi equivocada”, avalia.

Primeiramente, quase 7,5% dos entrevistados pretende apostar na valorização do dólar ou migrar para um investimento tido como mais seguro: o ouro. Vale lembrar que nesta semana o dólar fechou acima de R$ 5 pela primeira vez na história. tudo isso, diante do receio com a economia brasileira e mundial. Independentemente da alternativa escolhida, a economista do Guiabolso ainda faz um alerta importante sobre “evitar colocar todos os recursos em um único caminho. Ele pode dar errado e aí o prejuízo será maior”.

Caminhos atuais e aportes realizados

A maior parte dos investidores costuma realizar aportes entre R$100 e R$500 nas carteiras de investimentos. Quanto ao tipo de investimento, o maior acesso a investimentos arrojados faz com que cada vez mais pessoas apliquem não só nas opções conservadoras. Por exemplo, como a caderneta de poupança (36%), mas em arriscadas como ações (37%). Ambos têm feito concorrência com o Tesouro Direto.

A pesquisa foi realizada no fim de semana antes da decisão do Copom, entre os dias 13 e 16 de março, e consultou 660 usuários de todo o país.

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Imagem: S_Photo via shutterstock