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A mudança que o PT quer fazer no Pix será boa ou ruim para os brasileiros?

A ferramenta instantânea do Banco Central do Brasil é mais utilizada do que as transferências via DOC, TED, pagamento de contas e saques.

Avatar de Djamilla Ribeiro Martins Djamilla Ribeiro Martins · · 2 min de leitura
Mão tocando tela de celular que mostra logo do Pix em ambiente pouco iluminado

De acordo com um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Pix é o meio de pagamento mais utilizado pelos brasileiros. Dessa forma, a ferramenta instantânea do Banco Central do Brasil é mais utilizada do que as transferências via DOC, TED, pagamento de contas e saques.

Além disso, em 2022, o volume financeiro das transações realizadas via Pix chegou a R$ 10,9 trilhões, segundo dados do Banco Central.

Continuidade aos projetos do BC no governo anterior

À vista disso, Fernando Haddad (PT), ministro da Fazenda, afirmou que dará continuidade aos projetos que já estavam em andamento no Banco Central desde o governo anterior. Haddad disse que irá antecipar a implantação da utilização do Pix em transações e operações de crédito no país. A funcionalidade será lançada no segundo semestre deste ano.

“Em meados do ano, o Pix vai ser usado para créditos, isso está na agenda do BC e vai ser lançado quem sabe até o meio do ano”, afirmou o ministro. Entretanto, alguns bancos, como o Nubank e PicPay, já disponibilizam a modalidade, porém ainda não foi feita a padronização do serviço.

Em síntese, os usuários poderão fazer as transferências via Pix utilizando o limite do cartão de crédito oferecido pela instituição financeira correspondente. No entanto, assim como já ocorre nos bancos que oferecem a modalidade, haverá incidência de taxas sobre a transação.

Novas modalidades para o Pix

Além disso, neste ano, a atual gestão deve lançar cinco novas modalidades do Pix, sendo elas:

  1. Pix automático, que possibilita o débito em conta de pagamentos recorrentes;
  2. Pix por aproximação, através da tecnologia NFC (a transferência é realizada ao encostar um celular no outro);
  3. Pix internacional, transferência de valores entre países parceiros; 
  4. Pix offline, no qual o pagamento poderá ser feito ainda que esteja sem internet;
  5. “Pix Garantido”, que permite o parcelamento do pagamento, de forma semelhante a um cartão de crédito.

Portanto, há a promessa de que sejam lançadas ainda mais funcionalidades ao Pix, o que será um benefício para os brasileiros, que contarão com mais serviços à sua disposição.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

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