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Ações do Magazine Luiza disparam com crise na Americanas

Com a crise na Americanas, ações do Magazine Luiza se fortalecem, mesmo diante de instabilidade no setor. Confira mais detalhes!

Avatar de Liliana Luísa Liliana Luísa · · 2 min de leitura
Mão segurando celular que mostra logo do Magazine Luiza. Ao fundo, tela de computador mostra site do Magalu aberto.

Recentemente, o mercado se surpreendeu com um rombo de R$ 20 bilhões na Americanas, originado de inconsistências contábeis. Com o anúncio, no mesmo período, enquanto as ações AMER3 sofriam grave queda, as ações do Magazine Luiza registraram alta de 27%.

Na última segunda-feira (16), os papéis do Magalu valiam R$ 3,85. No mesmo período, a Via Varejo — que administra as Casas Bahia, o Pontofrio e o Extra — também apresentou crescimento.

Concorrentes da Americanas, como Magazine Luiza, devem se beneficiar com a evasão de clientes

Com o cenário instável, a Americanas se encontra em uma posição delicada, considerando a insegurança de acionistas e clientes com o setor.

Apesar de promover, em suas lojas físicas e em seu site, promoções com até 50% de desconto, é possível que muitos prefiram realizar suas compras em outro lugar. Afinal, ainda existem dúvidas com relação aos procedimentos de pós-venda.

O Magazine Luiza informou que não recorre a financiamentos bancários para pagar fornecedores com prazo adicional. Essa condição gerou os bilhões de reais de inconsistências na Americanas.

A Via Varejo também se posicionou, indicando que suas operações estão de acordo com as regras contábeis internacionais.

Acredita-se que, em ambos os casos, não sejam apenas discursos para fortalecer as marcas envolvidas, mas também credibilizar o setor de varejo, que foi bastante prejudicado com a notícia.

Possivelmente, o maior beneficiado com a queda da Americanas é o Mercado Livre, o marketplace dominante do mercado brasileiro.

Decisão de Haddad reforça lucros de grandes empresas

Por ter decidido adiar o aumento de alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acabou deixando, temporariamente, uma excelente oportunidade para empresas que se beneficiam com a desoneração.

Dessa maneira, grandes companhias, como o Magazine Luiza, podem aproveitar para tornar os preços mais competitivos e aumentar a demanda.

Imagem: rafapress/shutterstock.com

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