O Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, deu um importante passo para melhorar a experiência dos passageiros ao ampliar sua área de embarque remoto. O espaço, que tinha 1.400 metros quadrados, mais do que dobrou de tamanho e agora conta com 3.300 metros quadrados.
A mudança promete reduzir os apertos e tumultos que sempre marcaram um dos terminais mais movimentados do Brasil. A ampliação será aberta aos viajantes a partir de agosto de 2025, trazendo mais conforto e infraestrutura para cerca de 15 mil passageiros que passam diariamente pela área remota.
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A ampliação do embarque remoto: principais mudanças

Espaço físico e infraestrutura
Antes restrito e apertado, o novo espaço do embarque remoto tem largura e comprimento ampliados, garantindo maior circulação e conforto.
Além do aumento de área, a principal novidade é o acréscimo do número de lojas: passou de duas para 11 estabelecimentos, incluindo restaurantes, livraria, farmácia, sorveteria e cafés.
Portões de embarque
O número de portões permanece o mesmo, 10 ao todo, com numeração de 13 a 22. A Aena construiu quatro novos portões, integrando-os a seis existentes.
O aumento no comprimento do espaço permitiu que os portões fiquem mais afastados, diminuindo aglomerações e facilitando a movimentação dos passageiros.
Assentos para passageiros
Outro ganho importante está no número de assentos na área de embarque remoto, que saltou de 213 para 339. Com isso, a espera para os voos se torna mais confortável, especialmente para quem viaja com crianças ou idosos.
Aena e o compromisso com a experiência do passageiro
Kleber Meira, CEO da Aena, administradora do aeroporto desde outubro de 2023, destacou que o objetivo da ampliação é “administrar a ansiedade do passageiro”.
Ele reconhece que, até então, o espaço de embarque remoto gerava desconforto e comparações desfavoráveis com outros aeroportos privados que já passaram por reformas estruturais.
O embarque remoto: uma solução provisória
Situação atual e desafios
Apesar da expansão, a área de embarque remoto é provisória. O terminal de Congonhas enfrenta movimentação intensa, especialmente em horários de pico, quando a circulação fica restrita e provoca confusão nas filas de embarque.
Esse aperto gera desconforto e estresse, problema que a ampliação busca amenizar.
A área definitiva do embarque remoto
A solução definitiva será construída onde hoje há um hangar tombado pelo Patrimônio Histórico, que pertence à Gol, situado à direita do terminal principal.
Esse novo espaço terá 10 portões de embarque remoto conectados diretamente ao terminal principal, que continuará a usar pontes (fingers) para acesso aos aviões.
A previsão é que essa área definitiva seja entregue em 2028, tornando o embarque remoto mais integrado e funcional.
Futuro da área atual de embarque remoto
Com a inauguração do novo embarque remoto, a área atual será adaptada para aumentar o espaço de desembarque, incluindo a possibilidade de receber voos internacionais — uma inovação que a Aena prevê para breve.
Além disso, a saída do terminal será integrada a múltiplos modais de transporte, facilitando o acesso de passageiros por táxis, carros de aplicativo, metrô e estacionamento.
Obras e investimentos no Aeroporto de Congonhas
Um canteiro de obras em constante transformação
Desde abril de 2025, Congonhas tem passado por grandes obras de ampliação e modernização, que devem durar cerca de três anos, com investimentos totais acima de R$ 2 bilhões.
O que já foi entregue
A ampliação do embarque remoto é a primeira grande entrega do projeto, com investimento aproximado de R$ 30 milhões.
O que ainda está por vir
- Novo terminal de passageiros com 105 mil metros quadrados;
- Ampliação do pátio de aviação para 215 mil metros quadrados, com aumento de 30 para 37 posições de parada de aeronaves;
- Área de check-in mais ampla, com 72 posições (podendo chegar a 108);
- 13 leitores automáticos de cartão de embarque;
- Aumento de canais de inspeção de 10 para 17;
- Área comercial com 20 mil metros quadrados, com lojas, restaurantes e espaços corporativos;
- Novas salas VIP;
- Novo píer com 36 metros de largura e 330 metros de comprimento;
- 19 novas pontes de embarque (hoje são 12);
- Melhorias no acesso viário e integração com metrô;
- Modernização do sistema de bagagens, com 10 carrosséis e mais esteiras de restituição.
Aumentando a capacidade e a qualidade do serviço
Previsão de crescimento de passageiros
Congonhas é o segundo aeroporto mais movimentado do Brasil, com cerca de 22 milhões de passageiros por ano. Com as obras, a expectativa é que esse número cresça quase 40%, chegando a 29,5 milhões até 2030.
Modernização para receber aeronaves maiores
Após as reformas, o aeroporto poderá operar o Airbus A321 em todas as posições. Atualmente, os modelos predominantes são o Airbus A319, A320, Boeing 737 e Embraer E195, todos menores que o A321.
Preparação para voos internacionais
A infraestrutura já está sendo preparada para receber voos internacionais, inclusive com portões reversíveis para flexibilizar a operação.
Melhorias imediatas previstas para 2025
Além da ampliação do embarque remoto, a Aena anunciou outras ações para este ano:
- Revitalização da fachada do terminal;
- Implantação de bolsão para carros de aplicativo e área pick-up;
- Ampliação das vias de acesso ao aeroporto;
- Retrofit do sistema de ar-condicionado;
- Reforma dos banheiros;
- Reorganização e ampliação das áreas de raio-x.
A preservação do patrimônio histórico

O projeto de expansão respeita as áreas tombadas pelo Patrimônio Histórico, integrando-as ao novo terminal e valorizando o patrimônio cultural do aeroporto.
Considerações finais
A ampliação da área de embarque remoto no Aeroporto de Congonhas representa um avanço importante na oferta de conforto e organização para os passageiros, reduzindo o velho problema dos apertos e filas tumultuadas.
Com investimentos robustos e um planejamento que vai até 2028, o terminal está sendo preparado para atender à demanda crescente, elevar o nível dos serviços e se modernizar para receber voos internacionais.
Para os passageiros, as mudanças já trazem um alívio e prometem transformar a experiência de viajar por Congonhas nos próximos anos.
