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Aeroporto de Guarulhos suspende operações por 2 horas após drones

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, maior terminal aéreo do país, teve o espaço aéreo fechado duas vezes na tarde de domingo, 15, após a identificação de drones sobrevoando a rota de pouso e decolagem. As operações ficaram suspensas por cerca de duas horas, provocando redirecionamentos e cancelamentos de voos comerciais e executivos. A ocorrência reacende […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 4 min de leitura
RG

O Aeroporto Internacional de Guarulhos, maior terminal aéreo do país, teve o espaço aéreo fechado duas vezes na tarde de domingo, 15, após a identificação de drones sobrevoando a rota de pouso e decolagem. As operações ficaram suspensas por cerca de duas horas, provocando redirecionamentos e cancelamentos de voos comerciais e executivos.

A ocorrência reacende o debate sobre segurança aérea, fiscalização e punições para o uso irregular de drones nas proximidades de aeroportos no Brasil.

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O que aconteceu no aeroporto de Guarulhos

Segundo informações divulgadas pelo aeroporto, o espaço aéreo foi fechado por volta das 16h após a identificação de ao menos oito drones sobrevoando áreas críticas da rota de aeronaves.

A Polícia Militar foi acionada pela Central de Controle do aeroporto. O Comando de Operações Especiais utilizou bloqueadores de sinal para neutralizar os equipamentos e restabelecer a segurança operacional.

Durante o período de interdição:

  • Voos previstos para pousar em Guarulhos foram redirecionados para outros aeroportos
  • Decolagens ficaram suspensas
  • Houve cancelamentos e atrasos significativos
  • Passageiros enfrentaram filas e reacomodações

A administração do aeroporto não informou oficialmente o número total de voos impactados.

Por que drones fecham um aeroporto

A presença de drones próximos a aeroportos é considerada risco crítico à aviação civil.

Risco de colisão

Um drone pode ser sugado por turbinas durante pousos ou decolagens. Mesmo equipamentos de pequeno porte podem causar danos estruturais relevantes.

A Agência Nacional de Aviação Civil classifica áreas próximas a aeroportos como zonas de restrição severa para voos de aeronaves remotamente pilotadas.

Interferência na navegação

Drones podem interferir em procedimentos de aproximação, especialmente em momentos de baixa visibilidade. A simples presença não autorizada já obriga a suspensão das operações por protocolo internacional de segurança.

O que diz a lei sobre drones no Brasil

O uso de drones no Brasil é regulamentado principalmente por:

  • Agência Nacional de Aviação Civil
  • Departamento de Controle do Espaço Aéreo
  • Agência Nacional de Telecomunicações

Principais regras

Segundo normas da ANAC e do DECEA:

  • É proibido voar drones nas proximidades de aeroportos sem autorização
  • Equipamentos acima de 250g devem ser cadastrados
  • O operador pode responder civil e criminalmente por danos
  • A altura máxima padrão é de 120 metros, salvo autorização específica

A violação pode gerar multas, apreensão do equipamento e até detenção, dependendo da gravidade.

Impactos econômicos e operacionais

O Aeroporto de Guarulhos concentra a maior movimentação internacional do Brasil. Qualquer paralisação gera efeito cascata na malha aérea.

Efeitos imediatos

  • Companhias precisam reacomodar passageiros
  • Custos extras com combustível por redirecionamento
  • Impacto em conexões nacionais e internacionais
  • Desgaste operacional e financeiro

Em um hub desse porte, duas horas de suspensão podem afetar dezenas de voos e milhares de passageiros, além de comprometer conexões internacionais.

Casos semelhantes no Brasil e no exterior

Incidentes com drones próximos a aeroportos não são isolados.

Em 2018, o Aeroporto de Gatwick, em Londres, ficou fechado por quase 36 horas após relatos de drones na pista, impactando mais de 100 mil passageiros.

No Brasil, ocorrências semelhantes já foram registradas em aeroportos do Rio de Janeiro e Brasília, geralmente resultando em interrupções temporárias por segurança.

Como funciona o bloqueio de sinal

O bloqueador utilizado pelo Comando de Operações Especiais interfere na comunicação entre o drone e o controle remoto.

O que acontece após o bloqueio

Dependendo do modelo:

  • O drone pode pousar automaticamente
  • Pode retornar ao ponto de origem
  • Pode perder estabilidade

Esse tipo de equipamento é restrito às forças de segurança pública.

O que pode acontecer com os responsáveis

Se identificados, os operadores podem responder por:

  • Crime de atentado contra a segurança de transporte aéreo
  • Multas administrativas
  • Responsabilização por danos materiais

Dependendo do risco gerado, a pena pode incluir reclusão.

Conclusão

O fechamento do Aeroporto Internacional de Guarulhos por causa de drones reforça um alerta importante sobre segurança aérea no Brasil. A operação irregular desses equipamentos em áreas restritas pode gerar prejuízos milionários, cancelamentos, riscos à vida e responsabilização criminal.

Com a popularização dos drones para lazer e produção de conteúdo, cresce também a necessidade de fiscalização e conscientização. O episódio demonstra que poucos minutos de interferência já são suficientes para comprometer a operação do principal aeroporto do país.

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