Na última segunda-feira (19), uma agência do Santander foi assaltada na capital de São Paulo. De acordo com as informações levantadas pelo Sindicato dos Bancários, é a segunda agência desse banco que se torna alvo de assalto em menos de um mês.
Agência do Santander sem porta giratória é assaltada
Na última segunda-feira (19), uma agência do Santander foi assaltada na capital de São Paulo. Clique e saiba mais sobre o caso!
A agência em específico, é uma das que têm adotado um novo modelo de layout. Agora, muitas delas não possuem mais portas de segurança, aquelas giratórias, nas entradas. Essa decisão do banco foi alvo de muitas críticas por parte do Sindicato e de outros movimentos sociais.
De acordo com Marcelo Sá, dirigente sindical e bancário da agência do Santander, “este novo formato de unidade bancária expõe trabalhadores e clientes à violência. Porque o dinheiro do banco tem seguro, mas as vidas das pessoas não.”
Entenda as manifestações dos bancários
Sá ainda esteve na agência do Santander nesta terça-feira (20), para garantir que o banco permanecesse fechado durante o período. Assim, o Sindicato está reivindicando a revisão da segurança do local.
Ainda sobre a falta das portas giratórias, o dirigente comenta que, aparentemente, a direção do banco se preocupa mais com o dinheiro que está lá dentro do que com a segurança das pessoas que trabalham no local.
O Sindicato também está cobrando a agência do Santander de emitir a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) para os trabalhadores. Este documento tem a finalidade de reconhecer momentos de acidentes de trabalho ou doenças.
Por que o Sindicato está contra esta agência do Santander?
Ao emitir um documento CAT, o trabalhador tem seus direitos assegurados. Assim, o assalto pode ser considerado uma ação violenta – configurando um acidente de trabalho.
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Dessa maneira, os funcionários desta agência do Santander poderão ter estabilidade de 12 meses, além de recolher FGTS e demais contribuições previdenciárias. No entanto, Marcelo garante que, geralmente, os bancos evitam emitir estes comunicados.
Por conta disso, os trabalhadores tendem a recorrer ao Sindicato ou a outros Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (CRST) para pedir os documentos necessários.
Imagem: Nara_Money / Shutterstock.com
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