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Airbnb movimenta R$ 690 milhões em Porto Alegre; veja impacto no turismo local

Airbnb movimenta R$ 690 milhões em Porto Alegre, impactando turismo, empregos e impostos. Descubra dados do estudo da FGV e saiba mais.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
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O Airbnb registrou movimentação de R$ 692,7 milhões em Porto Alegre em 2024, segundo estudo nacional encomendado à Fundação Getulio Vargas (FGV). O levantamento avaliou impactos econômicos diretos e indiretos do aluguel por temporada, mostrando como a plataforma tem influência significativa no setor de turismo e na economia local.

Do total, R$ 421,8 milhões representam impactos diretos, ou seja, gastos de hóspedes com alimentação, transporte, lazer e comércio, além da renda obtida pelos anfitriões com o pagamento das estadias. Os R$ 270,9 milhões restantes refletem impactos indiretos, como serviços de energia, limpeza, manutenção e logística relacionados à hospedagem.

Além disso, o estudo estima R$ 55,5 milhões em tributos diretos e aponta que o Airbnb teria gerado cerca de 4,2 mil empregos em Porto Alegre em 2024. O levantamento ainda sustenta que a plataforma contribuiu com R$ 390,5 milhões para o PIB local, reforçando seu papel estratégico no turismo da cidade.

Leia mais: Aluguel por temporada movimentou R$ 690 milhões em Porto Alegre, diz Airbnb | GZH

Impactos diretos do Airbnb no turismo

Os impactos diretos do Airbnb estão associados principalmente aos gastos efetivos dos turistas. Hóspedes utilizam a cidade para:

  • Alimentação e bares;
  • Transporte urbano e aluguel de veículos;
  • Lazer e atrações turísticas;
  • Compras em comércio local;
  • Serviços de hospedagem via Airbnb.

“O Airbnb permite que turistas vivam a cidade como moradores locais, gerando mais gastos em diversos setores da economia”, afirma um especialista em turismo.

Essa movimentação impacta diretamente não apenas o setor de hospedagem, mas também restaurantes, transportes e comércio, aumentando a rotatividade econômica e o consumo interno.

Efeitos indiretos e cadeia produtiva

O estudo da FGV também destaca os efeitos indiretos do Airbnb. O crescimento do aluguel por temporada influencia fornecedores e prestadores de serviços, como:

  • Empresas de energia elétrica e manutenção;
  • Serviços de limpeza e lavanderia;
  • Logística e transporte de suprimentos;
  • Setores ligados à hospitalidade e infraestrutura.

Esses efeitos multiplicam o impacto econômico inicial, mostrando que a plataforma movimenta não só a renda de anfitriões, mas também toda a cadeia produtiva relacionada à hospedagem.

Airbnb e geração de empregos

O levantamento estima que o Airbnb contribuiu para 4,2 mil empregos diretos e indiretos em Porto Alegre em 2024. Profissionais de limpeza, manutenção, logística e turismo são diretamente beneficiados, enquanto o crescimento do consumo nos setores associados garante oportunidades adicionais em comércio, restaurantes e serviços.

Essa geração de empregos é destacada como um ponto positivo para a economia local, ajudando a dinamizar o mercado de trabalho e ampliar a renda familiar na cidade.

Contribuição para o PIB e tributos

A plataforma teria acrescentado R$ 390,5 milhões ao PIB de Porto Alegre, segundo a FGV. Além disso, estima-se que tenha gerado R$ 55,5 milhões em tributos diretos, embora a questão tributária continue sendo controversa.

Atualmente, os anfitriões recolhem Imposto de Renda sobre o aluguel, mas há discussão sobre a aplicação de ISS (Imposto sobre Serviços), que poderia equiparar a atividade do Airbnb à dos hotéis. O debate envolve prefeituras e o judiciário, buscando esclarecer se o aluguel por temporada configura prestação de serviço ou contrato residencial.

Controvérsias e impactos no mercado imobiliário

O crescimento do Airbnb não é pacífico e gera debates em diferentes setores. Os principais pontos de conflito incluem:

  • Hotéis argumentam que pagam mais impostos e competem com aluguéis mais baratos;
  • Valorização imobiliária em áreas turísticas, inflacionando o preço de imóveis;
  • Dificuldade na fiscalização e tributação local, que ainda não está totalmente estruturada;
  • Impacto em moradia local, reduzindo disponibilidade de imóveis para residentes.

Apesar das críticas, a plataforma é popular entre consumidores, que valorizam flexibilidade, preço competitivo e diversidade de opções de hospedagem.

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O Airbnb no contexto nacional

Em âmbito nacional, a movimentação econômica do Airbnb no Sul do Brasil perde apenas para a região Sudeste. Isso reforça o papel da plataforma como motor de crescimento do turismo brasileiro, especialmente em cidades médias e grandes capitais, onde a flexibilidade do aluguel por temporada complementa a rede hoteleira tradicional.

A popularização do Airbnb também impulsiona setores de serviços e transporte, criando um efeito multiplicador na economia local e regional.

Perspectivas para Porto Alegre

O futuro do Airbnb em Porto Alegre depende de regulamentações e políticas públicas. Algumas prefeituras já estudam formas de tributação mais clara para a atividade, incluindo:

  • Cobrança de ISS sobre aluguel por temporada;
  • Incentivos à formalização de anfitriões;
  • Regras para limitar impactos no mercado imobiliário;
  • Estratégias para integrar o Airbnb à promoção turística da cidade.

Especialistas sugerem que uma regulamentação equilibrada pode fortalecer o setor, garantindo segurança jurídica, arrecadação e equilíbrio entre moradores, turistas e investidores.

Dicas para anfitriões e usuários do Airbnb

Quem utiliza o Airbnb ou atua como anfitrião deve estar atento a regras e boas práticas:

  • Regularize imóveis e documentos fiscais;
  • Ofereça experiências autênticas e seguras;
  • Acompanhe tendências da plataforma e comportamento de hóspedes;
  • Invista em limpeza, manutenção e comunicação eficiente;
  • Utilize a plataforma para gerar renda complementar de forma estratégica.

“O Airbnb permite diversificar renda e fortalecer o turismo local, mas exige planejamento e responsabilidade fiscal”, afirma especialista em economia do turismo.

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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