O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, defendeu a redução da taxa Selic, atualmente em 13,75%, às vésperas da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central (BC).
Alckmin defende redução da Selic
O vice-presidente da República Geraldo Alckmin criticou o patamar da Selic, atualmente em 13,75%, às vésperas da reunião do Copom
Para Alckmin, “não há nada que justifique 8% de juro real acima da inflação quando não há demanda explodindo e de outro lado quando o mundo inteiro está praticamente com juro negativo”. A declaração ocorreu nesta segunda-feira (20), durante uma conferência internacional sobre desenvolvimento sustentável organizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Copom se reúne nesta semana
A crítica de Alckmin ocorre às vésperas da reunião do Copom que se reúne nesta semana para tratar da política econômica brasileira. As reuniões do comitê estão marcadas para terça (21) e quarta-feira (22). A divulgação do resultado do encontro ocorre sempre após o fim do segundo dia.
Esta tem sido a reunião mais aguardada já que o assunto é um dos principais imbróglios entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.
A taxa básica de juros está desde agosto do último ano em 13,75%. A Selic é a principal ferramenta para tentar conter os avanços da inflação no país. Assim, ao aumentar a taxa de juros, a expectativa é que diminua o percentual inflacionário. Na última reunião do Copom, em fevereiro, o comitê optou pela manutenção da Selic em 13,75%. A decisão gerou ainda mais críticas por parte do governo.
Além disso, Alckmin pediu “bom senso” sobre a Selic, mas afirmou que inflação não pode retornar. “Não pode voltar inflação. A inflação não é socialmente neutra: ela tira do mais pobre e põe para o mais rico”, afirmou o vice-presidente.
Além de Alckmin, presidente da Fiesp e do BNDES também criticaram Selic
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Além de Alckmin, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Josué Gomes da Silva, e o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, também criticaram a Selic.
De acordo com Mercadante, durante o evento sobre sustentabilidade, os juros altos tornam o cenário pouco competitivo para investimentos em energia limpa. Já Silva afirmou que o atual patamar da taxa básica de juros do Brasil impacta na reindustrialização do país.
Imagem: BW Press / Shutterstock
