O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), manifestou apoio à proposta do Ministério dos Transportes que pretende reformular o processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O projeto, liderado pelo ministro Renan Filho, busca reduzir custos e simplificar etapas, permitindo que o candidato escolha como se preparar para os exames.
Durante visita à concessionária Hyundai Smaff SIA, no Distrito Federal, Alckmin reforçou a necessidade de criar uma cultura nacional voltada à redução de gastos e à eliminação de burocracias desnecessárias. Para ele, a iniciativa tem potencial de ampliar o acesso à habilitação e diminuir as barreiras financeiras que impedem milhões de brasileiros de dirigir legalmente.
Proposta de CNH mais acessível

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A mudança, que está em consulta pública, prevê que os futuros motoristas possam decidir se querem aprender com autoescolas tradicionais ou com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans. Essa flexibilidade tem como principal objetivo reduzir o custo total do processo, que atualmente varia entre R$ 3 mil e R$ 4 mil.
Fim da obrigatoriedade das autoescolas
Pelo modelo proposto, as aulas teóricas e práticas deixariam de ser obrigatórias, mantendo-se apenas as provas exigidas pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Dessa forma, o candidato teria liberdade para escolher sua forma de preparação, com base em sua disponibilidade financeira e rotina.
Acesso ampliado e economia para o cidadão
Estudos preliminares indicam que as mudanças poderiam diminuir o custo da CNH em até 80%. Essa redução é vista como uma forma de inclusão social, já que, segundo estimativas do próprio governo, cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem sem carteira, principalmente devido aos preços elevados.
“Revolução” no processo
O ministro dos Transportes, Renan Filho, classifica a proposta como um passo revolucionário, uma vez que o Brasil ainda mantém um dos modelos mais rígidos do mundo no processo de formação de condutores. O país exige, atualmente, 45 horas de aulas teóricas e 20 horas práticas antes da realização dos exames, o que torna o processo caro e demorado.
Consulta pública e participação popular
A minuta do texto foi disponibilizada na plataforma Participa + Brasil, onde ficará aberta para sugestões por 30 dias. Cidadãos, entidades e especialistas podem enviar contribuições que serão analisadas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Após esse período, o colegiado decidirá sobre a versão final da regulamentação.
A proposta vem gerando grande engajamento. De acordo com dados do Ministério dos Transportes, a consulta já é uma das mais acessadas do governo atual, sinalizando o interesse popular no tema.
Desburocratização e corte de custos: a visão de Alckmin
Para Alckmin, a proposta representa mais do que uma simples mudança no processo de habilitação. Ela integra uma agenda nacional de eficiência e desburocratização. O vice-presidente defende que o Estado deve repensar procedimentos que oneram os cidadãos e criam barreiras para o desenvolvimento econômico e social.
Reduzir custos como política pública
Segundo ele, o Brasil precisa adotar uma cultura de corte de gastos não apenas no setor público, mas também em políticas que impactam diretamente a vida das pessoas. A ideia é tornar serviços e processos mais acessíveis, sem comprometer a segurança ou a qualidade.
Essa postura se alinha à agenda de simplificação administrativa que Alckmin vem promovendo no Ministério da Indústria e Comércio, com medidas que visam facilitar a abertura de empresas, modernizar processos produtivos e incentivar a competitividade.
Impactos econômicos e sociais da nova CNH
A discussão sobre a CNH mais barata tem repercussões diretas na economia popular. O custo elevado para tirar a habilitação é frequentemente apontado como uma barreira para jovens e trabalhadores de baixa renda, especialmente em regiões periféricas e cidades pequenas.
Inclusão social e formalização
Com o novo modelo, mais pessoas poderiam regularizar sua situação, ampliando as oportunidades de emprego em setores que exigem carteira de motorista, como transporte, entregas e serviços logísticos. Especialistas apontam que essa medida também ajudaria a formalizar a renda de motoristas informais.
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Caminho até a regulamentação

Após o encerramento da consulta pública, o Contran deverá analisar as contribuições enviadas e deliberar sobre o texto final da regulamentação. Caso aprovada, a nova norma poderá ser implementada ainda em 2026, com prazos definidos para adaptação dos Detrans e credenciamento de instrutores autônomos.
FAQ – Perguntas frequentes
1. O que propõe o governo em relação à CNH?
A proposta permite que o candidato escolha entre autoescolas e instrutores autônomos para se preparar para as provas teórica e prática, com o objetivo de reduzir custos e burocracias.
2. O fim da obrigatoriedade das autoescolas significa o fim das aulas práticas?
Não. As aulas deixam de ser obrigatórias, mas o candidato ainda precisará ser aprovado nos exames do Detran. Ele poderá optar por contratar aulas se desejar.
3. Quando a nova regra pode entrar em vigor?
Após o período de consulta pública e a deliberação do Contran, a regulamentação poderá ser publicada em 2026.
4. Qual o impacto econômico da proposta?
A expectativa é reduzir em até 80% o custo para tirar a CNH, facilitando o acesso para milhões de brasileiros e incentivando a formalização no setor de transportes.
5. As autoescolas deixarão de existir?
Não. Elas continuarão podendo oferecer seus serviços, mas competirão com instrutores autônomos, o que pode gerar preços mais competitivos e novos formatos de ensino.
Considerações finais
A defesa de Geraldo Alckmin por uma CNH mais barata e menos burocrática reflete uma tentativa de equilibrar eficiência econômica e inclusão social.
Ao apoiar a proposta do Ministério dos Transportes, o vice-presidente reforça a necessidade de um Estado mais simples, acessível e voltado ao cidadão. Se aprovada, a medida poderá redefinir o modo como o brasileiro se prepara para dirigir, inaugurando uma nova etapa na política de mobilidade e formação de condutores no país.



