Entidades ligadas ao comércio de gasolina e etanol alertam para um aumento nos combustíveis a partir desta quinta-feira (29). De acordo com elas, a medida provisória do governo que reduzia os impostos para esses produtos perdeu a validade.
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Em 2022, o governo federal zerou os tributos sobre os combustíveis para segurar o acréscimo dos preços. Em 2023, a equipe do novo governo prorrogou a exoneração por mais dois meses e promoveu uma reoneração gradual a partir daí.
Nesse sentido, a medida provisória determinava que a cobrança total dos tributos voltaria apenas em 1º de julho. Entretanto, como o Congresso não votou o texto para confirmar suas regras, a MP perde validade hoje e a aplicação integral de impostos volta.
Mais tributos e o aumento no combustível
De acordo com as entidades do setor, a tributação maior vai impactar o valor final do preço dos combustíveis. Por exemplo, cerca de 1/3 do que é cobrado na gasolina é apenas para pagar os impostos federais e estaduais.
Com a cobrança total, a taxação da gasolina passa de 29% para 35,3%. No caso do etanol, as taxas saem de 12,9% e chegam a 18,8%. Isso representa um aumento de R$ 0,34 centavos por litro no primeiro caso e de R$ 0,22 por litro no segundo.
Dessa forma, os clientes poderão perceber, nos próximos dias, um reajuste para cima no valor que os postos cobram pelos combustíveis. Contudo, o novo preço vai depender da tributação de cada estado, portanto, em alguns locais, o aumento pode ser menor do que em outros.
Gás Natural Veicular
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Além da gasolina e do etanol, o fim da medida provisória do governo também vai impactar o valor do gás natural veicular (GNV). Para esse, a cobrança integral dos impostos provocará um acréscimo de mais de 9% no seu preço.
Até o momento, o governo não anunciou nenhuma medida sobre o aumento no combustível. Mas existe a especulação de que a Petrobras pode reduzir os preços para diminuir o impacto da tributação.
Imagem: jittawit21 / Shutterstock.com
