A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi condenada a 6 anos de prisão por corrupção e fraude. Ela perdeu ainda o direito de exercer cargos públicos. Recentemente, em uma entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, a política chegou a dizer que ela e o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), são perseguidos pela Justiça.
Aliada de Lula é condenada por corrupção e se diz perseguida pela justiça
De acordo com a política, condenada por corrupção, ela e Lula são perseguidos pela Justiça e até mesmo pela mídia.
Segundo a Justiça, a vice-presidente do país atuou como chefe de uma quadrilha criminosa que desviou verbas do Estado. No entanto, os crimes teriam ocorrido entre os anos de 2007 e 2015, quando Cristina ainda ocupava o cargo de presidente da Argentina. Além da política, outras 12 pessoas também passaram por julgamento.
Cristina também foi acusada de associação ilícita
Segundo a denúncia, Cristina e outros funcionários do governo argentino teriam formado contratos milionários para obras que não eram necessárias, que estariam superfaturadas e incompletas. Ao todo, o processo contra a política durou 3 anos e 5 meses.
Além da corrupção e fraude, a vice-presidente da Argentina também foi acusada de associação ilícita. Porém, Cristina acabou sendo inocentada da acusação de um terceiro crime e foi condenada pelo desvio das verbas.
No que diz respeito à prisão, como a política tem foro privilegiado, ela não deve ser presa por agora. Dessa forma, só perderia a liberdade se fosse uma prisão em flagrante. Vale lembrar que, além de ser vice-presidente da Argentina, Cristina ocupa o posto de presidente do Senado.
Vice-presidente da Argentina disse que existe uma ‘máfia judicial’ no país
Assim que perder o foro privilegiado e chegar a condenação definitiva, a atual vice-presidente da Argentina não conseguirá mais ocupar cargo público. No entanto, até lá, Cristina poderá concorrer a cargos de eleição popular no país, de acordo com o que estabelece a lei.
A não possibilidade de concorrer a cargos públicos não parece ser um problema para Cristina. Isso porque a política afirmou, em uma transmissão ao vivo, que “não será candidata a nada em 2023”. A vice-presidente do país ainda disse que não terá privilégios, que não ocupará o mesmo cargo que ocupa atualmente.
Além disso, durante transmissão ao vivo, Cristina afirmou que a determinação da Justiça da Argentina é inconstitucional. A polícia ainda disse que existe uma “máfia judicial” no país. Cabe destacar que essa não é a primeira vez que a vice-presidente critica o judiciário do país sul-americano.
Entenda o motivo de Cristina se comparar a Lula
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Em uma entrevista à Folha de S. Paulo, Cristina se comparou a Lula, ao apontar que os dois políticos são alvo de perseguição da Justiça e até mesmo da mídia. Na ocasião, a vice-presidente da Argentina negou seu envolvimento com corrupção e afirmou ser vítima de um “pelotão de fuzilamento” composto por juízes que agem por motivações políticas.
“Eu vi nessas últimas eleições no Brasil jovens dizendo: ‘Não vamos votar no Lula porque ele foi preso, não vamos votar em presidiário, em ladrão’. Essa é a construção do senso comum por parte não apenas do Judiciário, mas também da mídia. Porque os juízes não podem fazer o que fazem se não tiverem um braço midiático”, disse Cristina.
Além disso, segundo a política, existe um “Partido Judicial” que pode ser visto em diversos países da América Latina. O grupo cumpriria uma função que antes era exercida pelos militares em ditaduras, controlando a população e perseguindo líderes, como ela e Lula. Políticos esses que promovem a inclusão social e a defesa do patrimônio dos países.
Imagem: Zolnierek / shutterstock.com
