O Plano Safra 2025/2026 foi oficialmente lançado com um investimento recorde de R$ 516,2 bilhões destinados à agricultura empresarial.
Alimentos mais baratos com maior apoio a médios produtores, diz Fávaro
Com R$ 516 bilhões, Plano Safra 2025/2026 amplia crédito ao agro, fortalece o Pronamp e deve reduzir o preço dos alimentos no mercado interno.
O anúncio foi feito nesta quinta-feira (03) pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, durante o programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
A iniciativa, que reforça o apoio ao agronegócio brasileiro, tem como metas principais aumentar a produção de alimentos, combater a inflação, gerar empregos, preservar o meio ambiente e ampliar mercados internacionais.
O plano representa um aumento de R$ 8 bilhões em relação à safra anterior e um crescimento de 42% em comparação com o último ano do governo anterior.
Leia mais:
Pronamp: mais crédito para o médio produtor rural

Limite de renda ampliado
Uma das principais mudanças anunciadas foi o fortalecimento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). O limite de renda para enquadramento no programa subiu de R$ 3 milhões para R$ 3,5 milhões por ano, permitindo que mais produtores tenham acesso a linhas de crédito com condições diferenciadas.
“Quando a gente aumenta o potencial para o Pronamp, quem ganha é o povo brasileiro. São os médios produtores que abastecem o mercado interno e ajudam a baratear os alimentos”, destacou o ministro Carlos Fávaro.
Preço dos alimentos tende a cair
Produção recorde e impacto direto na inflação
Segundo o ministro, a safra recorde de 2025 — resultado do plano anterior — já provocou a redução nos preços de produtos como arroz, feijão, batata, tomate, cebola, carne de frango e suína.
A expectativa é que o novo plano tenha efeito semelhante ou superior, ao aumentar a oferta de alimentos e fortalecer o abastecimento interno.
“Estimular a agropecuária, crescer, produzir alimentos, combater a inflação e ainda gerar excedentes para exportação. Esse é o Plano Safra que estamos construindo”, afirmou Fávaro.
Distribuição dos recursos do Plano Safra
R$ 516,2 bilhões para diferentes frentes
Do montante total:
- R$ 415 bilhões serão destinados a operações de custeio e comercialização — R$ 13 bilhões a mais que na safra passada;
- R$ 102 bilhões vão para investimentos em infraestrutura produtiva, com aumento de 51% em relação ao ciclo anterior;
- R$ 114 bilhões serão contratados com juros controlados e equalizados, representando crescimento de 23%.
Sustentabilidade e combate às mudanças climáticas
RenovAgro e incentivos ambientais
O plano reforça o compromisso com a sustentabilidade, com destaque para o programa RenovAgro, voltado ao financiamento de práticas de baixa emissão de carbono e recuperação de áreas degradadas. A novidade é a inclusão de:
- Financiamento para prevenção e combate a incêndios;
- Reflorestamento e recuperação de áreas protegidas.
Desconto de 0,5% em juros
O governo prorrogou, até 30 de junho de 2026, o desconto de 0,5 ponto percentual na taxa de juros das operações de crédito rural de custeio. O benefício se aplica a:
- Produtores enquadrados no Pronamp;
- Agricultores que investirem em atividades sustentáveis, desde que respeitados os critérios das instituições financeiras.
Bioinsumos, plantio direto e solo conservado: a nova fronteira da agroecologia
Embrapa será responsável pela certificação
Segundo Carlos Fávaro, os produtores que utilizarem bioinsumos, realizarem plantio direto e adotarem práticas eficientes de conservação do solo poderão ter direito ao mesmo desconto de 0,5% nos juros.
“Queremos premiar quem produz com responsabilidade. A Embrapa será a instituição certificadora dessas boas práticas”, explicou.
Exportações em alta e novos mercados abertos
387 novos mercados desde 2023
Desde janeiro de 2023, o Brasil já abriu 387 novos mercados internacionais para produtos agropecuários, resultado de um esforço diplomático do governo federal em retomar a confiança internacional.
Países como Japão, Coreia do Sul, Vietnã e Turquia estão no foco do novo ciclo de exportações brasileiras.
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
“Vendemos não só soja, milho e carne. Exportamos frutas, sorgo, gergelim. E agora estamos embarcando carne bovina para o Vietnã pela primeira vez”, afirmou Fávaro.
Primeira exportação de carne bovina para o Vietnã
No próximo sábado (5/7), o Brasil enviará o primeiro contêiner com carne bovina para o Vietnã, com embarque no porto do Rio de Janeiro. A abertura do mercado foi resultado de visita do presidente Lula ao país asiático.
Defesa sanitária como diferencial competitivo
Gripe aviária controlada com eficiência
Outro ponto ressaltado pelo ministro foi a eficiência do sistema sanitário brasileiro, que permitiu conter o único foco de gripe aviária em granja comercial, ocorrido em maio, no Rio Grande do Sul.
Após 28 dias de vazio sanitário, o Brasil informou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) que o país voltou a ser livre da doença, recuperando o status sanitário.
“Nos EUA, já foram abatidas 170 milhões de aves. No Brasil, 17 mil. Isso mostra a força do nosso sistema sanitário. A confiança no nosso produto só aumenta”, garantiu o ministro.
Consequência: retomada das exportações de aves
Com a rápida resposta brasileira, 16 países suspenderam as restrições às exportações de carne de frango, ajudando a manter o ritmo das vendas externas e o faturamento do setor.
Expectativas e impactos para o ciclo 2025/2026

Mais crédito, mais produção, menos inflação
Com o aumento do crédito rural, ampliação do Pronamp e incentivos ambientais, a previsão do governo é de:
- Aumento da produção agrícola;
- Queda nos preços dos alimentos;
- Geração de emprego e renda no campo;
- Fortalecimento da balança comercial brasileira.
Conclusão: um plano ambicioso com foco social, econômico e ambiental
O Plano Safra 2025/2026 surge como uma resposta estratégica aos desafios econômicos e climáticos do país. Com investimentos recordes, foco em sustentabilidade, ampliação de mercados e fortalecimento do médio produtor rural, o plano deve impactar positivamente toda a cadeia produtiva.
Ao mesmo tempo em que garante alimento mais barato na mesa do brasileiro, a iniciativa posiciona o Brasil como líder mundial na produção de alimentos com responsabilidade ambiental. Para o governo, trata-se de um ciclo que combina crescimento do agronegócio, controle da inflação e respeito ao meio ambiente.
